• 27jul

    DIÁRIO DO PODER

     

    OMS: Brasil é exemplo para o mundo no combate ao tabagismo

     

    Brasil e a Turquia são os dois únicos países, dentre as 171 nações que aderiram às medidas globais da OMS

     

     

    Brasil e a Turquia são os dois únicos países, dentre as 171 nações que aderiram às medidas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS), que implementaram ações governamentais de sucesso para a redução do consumo de tabaco.

    O resultado está no 7º Relatório da OMS sobre a Epidemia Mundial do Tabaco, divulgado hoje (26), no Rio de Janeiro. O relatório tem foco nos progressos feitos pelos países para ajudarem as pessoas a deixar de fumar.

    Na avaliação do órgão, o Brasil, na segunda posição, é exemplo para o mundo no combate ao tabagismo.

    O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que, sem decisão política e parcerias no Senado e na Câmara Federal, as políticas de combate ao tabagismo acabam chegando, mas levam mais tempo para serem aplicadas.

    Ele lembrou que o início do movimento contra o consumo de tabaco começou no Rio de Janeiro e o Brasil agora “pode exportar um comportamento muito mais de vanguarda, ligado ao amanhã, e que se trata de combater o tabagismo”.

    Segundo Mandetta, a ideia é colocar nos planos de saúde o combate ao consumo de tabaco. “Nós queremos ser o primeiro país do mundo livre do tabaco. Depende de nós”. O ministro espera que neste século 21, todas as nações caminhem nessa mesma direção.

    Queda do consumo

    Brasil e Turquia se tornaram referências internacionais no combate ao tabagismo, tendo alcançado o mais alto nível das seis medidas Mpower (plano para reverter a epidemia do tabaco) de controle do tabaco.

    São elas: monitorar o uso do tabaco e as políticas de prevenção; proteger as pessoas contra o tabagismo; oferecer ajuda para parar de fumar; avisar sobre os perigos do tabaco; aplicar proibições à publicidade, promoção e patrocínio do tabaco; e aumentar os impostos sobre o tabaco.

    De acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, em 2018, contra 15,7%, em 2006, ano em que a pesquisa começou a ser feita.

    A tendência, segundo o ministério, é de redução constante desse hábito no país.

    Nos últimos 13 anos, a população entrevistada diminuiu em 40% o consumo do tabaco.

    A pesquisa revela ainda que o consumo vem caindo em todas as faixas etárias: de 18 a 24 anos de idade (12% em 2006 e 6,7%, em 2018), 35 e 44 anos (18,5% em 2006 e 9,1% em 2018); e entre 45 a 54 anos (22,6% em 2006 e 11,1% em 2018).

    Entre as mulheres, a redução do hábito de fumar alcançou 44%.

    Dados do Ministério da Saúde mostram que os esforços governamentais para o fim do hábito de fumar no Brasil tiveram início nos anos de 1990 quando profissionais dos estados e municípios foram capacitados pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca) para tratar pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS) em mais de 4 mil unidades de saúde espalhadas pelo país.

    O SUS oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar, incluindo o medicamento bupropiona, adesivos e gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina). Em 2018, foram tratadas mais de 134 mil pessoas.

    Segundo o Inca, quase 1,6 milhão de brasileiros fizeram o tratamento para parar de fumar na rede pública de saúde, entre os anos de 2005 e 2016.

    Outro ponto que contribuiu para a redução do consumo de tabaco no Brasil foi a criação de um serviço telefônico gratuito e nacional para a população tirar dúvidas, o Disque Saúde 136.

    No Brasil, os impostos cobrados sobre os produtos de tabaco chegaram a 83%, em 2018, contra 57%, em 2008.

    O ato de fumar foi proibido em locais fechados, públicos e privados, pela Lei 12.546/2011; as mensagens nas embalagens dos cigarros tornaram-se mais impactantes com o passar dos anos; a publicidade do tabaco foi proibida nos meios de comunicação e o patrocínio de marcas de cigarro foi vetada em eventos culturais e esportivos.

    No ano passado, o Brasil assumiu o compromisso de ajudar a extinguir o comércio ilícito de produtos de tabaco, durante a 42ª Reunião de Ministros da Saúde do Mercosul.

    Cigarros eletrônicos

    A OMS alerta, em particular, para a necessidade de se regular os cigarros aquecidos e os cigarros eletrônicos, porque considera que além de prejudiciais para a saúde, esses produtos podem servir de porta de entrada para o vício de fumar entre os jovens, principalmente, e para outros vícios.

    Segundo o relatório da OMS, muitos governos têm alcançado progressos significativos na luta contra o tabaco. Hoje, 5 bilhões de pessoas vivem em países que implementaram medidas de controle do tabaco, número quatro vezes maior do que há dez anos.

    Apesar disso, muitas nações ainda não aplicam de modo conveniente políticas capazes de ajudar as pessoas que querem deixar de fumar e salvar vidas.

    Nos países que oferecem atualmente serviços completos de cessação do tabagismo vivem 2,4 bilhões de pessoas, número superior em 2 bilhões ao que havia em 2007.

    O relatório da OMS mostra que o maior crescimento, em termos de quantidade de pessoas beneficiadas foi registrado na área de aumento de impostos do tabaco.

    A cobertura populacional subiu de 8% em 2016, para 14%, em 2018. Entretanto, o aumento de impostos continua a ser a política Mpower de menor cobertura populacional.

    O documento revela que 59 países ainda não implementaram nenhuma medida Mpower em seu mais alto nível, dos quais 49 são países de baixa e média renda.

    A OMS contabiliza que existe 1,1 bilhão de fumantes em todo o mundo. Oito de cada dez pessoas que fumam moram em países de renda baixa, o que pode agrava os custos para a saúde com doenças relacionadas ao hábito.

    A organização calcula que 8 milhões de pessoas morram por causa do consumo do tabaco. A população mundial atingiu 7,6 bilhões em 2017.

    Câncer

    O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão no mundo. No Brasil, é a segunda causa mais frequente.

    O Inca estima que até o final deste ano, serão registrados 31.270 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão no Brasil, em função do tabagismo, sendo 18.740 em homens e 12.530 em mulheres.

    Além das 27.833 pessoas que morreram em 2017 em decorrência do tabagismo, o hábito de fumar resulta em outras consequências.

    Números do INCA mostram que, em 2015, o uso do tabaco teve relação direta com as mortes por doenças cardíacas (34.999); doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC (31.120); outros cânceres (26.651); câncer de pulmão (23.762); tabagismo passivo (17.972); pneumonia (10.900) e mortes por acidente vascular cerebral – AVC (10.812).

    Os custos diretos associados ao tabagismo somaram, em 2015, R$ 39,4 bilhões. Os custos indiretos devido a mortes prematuras e incapacidades atingiram R$ 17,5 bilhões.(ABr)

  • 19jul

    PARANÁ PORTAL

     

    Paraná é líder de transplantes de órgãos no país

    O Paraná lidera o número de transplantes no primeiro quadrimestre deste ano. Foram 235 transplantes realizados, entre rim (155), fígado (76) e coração (4), além 254 córneas.

    O Estado é o único no país a concluir e aprovar um Plano Estadual de Doação e Transplantes, com planejamento até 2022. Tudo é controlado em uma Sala de Situação, que monitora 24 horas por dia, e faz a análise dos dados para elaborar estratégias de ação.

    “O Paraná é o estado com as maiores doações porque trabalhamos em vários pilares, temos equipes 24 horas por dia, especializadas em identificar a morte encefálica, além de uma logística excelente”, ressalta Arlene Terezinha Cagol Garcia Badoch, coordenadora do Sistema Estadual de Transplante do Paraná.

    Parte do desempenho ocorre devido as aeronaves do Governo do Paraná que ficam à disposição para o transporte de órgãos.

     Só neste ano foram 57 missões de apoio, perfazendo 117 horas e 55 minutos de voo, para o transporte de 111 órgãos.

     

    Foto: Divulgação / AEN 

    A frota é formada por quatro aviões – um King Air 350, um Grand Caravan, dois Sênecas III – e mais um helicóptero.

    No mês passado, por exemplo, a logística de um transporte de órgãos só obteve sucesso graças ao King Air, que é usado com frequência pelo governador.

    O avião foi acionado em um fim de semana para buscar fígado, rins e baço de um doador em Cascavel e trazer os órgãos para serem reimplantados em pacientes compatíveis que se encontravam na fila de espera em Curitiba.

    “Quanto antes retirar o órgão e reimplantar, melhor o resultado. Um coração, por exemplo, dura quatro horas. O fígado, oito. Sem essa logística aérea, não tem como fazer, seria apenas transplantes entre pessoas da mesma cidade”, afirma Arlene.

    O sistema paranaense está baseado em quatro Organizações de Procura de Órgãos – Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.

    Esses centros trabalham na orientação e capacitação das equipes distribuídas em 67 hospitais do Paraná que mantêm Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).

    No total, são 671 profissionais envolvidos e dedicados a salvar vidas.

    O Estado trabalha com quatro câmaras técnicas – coração, fígado, rim e córneas. E também é campeão no transplante de fígado e de rim.

    Até fevereiro, 1.978 pessoas aguardam na fila por um transplante; no Brasil, são mais de 33 mil pessoas à espera de um órgão.

    Realidade, agora, bem distante do seu Antônio Carlos.

    “Eu morri umas três ou quatro vezes, o coração não aguentava. Só posso agradecer”, afirma.

  • 27jun

    OFTALPRO

     

    Israel: retina artificial poderá devolver visão a cegos

     

    Imagem da notícia: Israel: retina artificial poderá devolver visão a cegos

     

    Yael Hanein, diretora do Centro de Nanociência, Nanotecnologia e Nanomedicina da Universidade de Tel Aviv, apresentou recentemente os resultados da investigação que levou a cabo nos últimos 10 anos, com o objetivo de criar uma retina artificial para substituir a ação dos fotorrecetores naturais do olho, quando destruídos por degeneração macular relacionada com a idade (DMI).

    Segundo o site Israel Notícias, “os protótipos de visão artificial foram desenvolvidos e testados no nosso laboratório, mas eram muito grandes e volumosos para uso cirúrgico”, afirma a investigadora. “

    O desafio é desenvolver algo compacto que possa ser inserido precisamente no olho e colocado na retina”.

    Para tal, os investigadores deste laboratório utilizam nanotubos de carbono, dentro dos quais são introduzidos os componentes fotossensíveis.

    Integrados com um polímero biocompatível, estes nanotubos podem criar o campo elétrico de estimulação retiniana necessária.

  • 01mar

    SECRETARIA DA FAMÍLIA, JUSTIÇA E TRABALHO

     

    Diagnóstico precoce é fundamental no caso de doenças raras

     

     

    O atendimento precoce pode mudar a vida das pessoas que possuem doenças raras.

    Para dialogar sobre essa importância, a Secretaria da Família, Justiça e Trabalho (Sejuf), no Paraná, realizou nesta quinta-feira, 28, o 1º Encontro sobre Síndromes e Doenças Raras, em parceria com o Grupo Paraná de Doenças Raras.

    O evento reuniu profissionais da área de saúde, pesquisadores, acadêmicos e técnicos da área. O encontro também recebeu profissionais da Secretária de Saúde, além de 20 associações que trabalham em prol da causa.

    O evento faz alusão ao Dia Mundial das Doenças Raras, relembrado em 29 de fevereiro e que acontece de quatro em quatro anos.

    A maioria das doenças raras atinge poucas pessoas, é de origem genética, pouco conhecida e de difícil diagnóstico. Por isso, recebem o nome de doenças raras.

    “Esse é o primeiro de muitos encontros, que seguem a orientação do governador Ratinho Junior de aproximar o governo da sociedade e das entidades que se dedicam às pessoas que mais precisam. Pessoas com necessidades especiais precisam de supercuidados”, disse o secretário Ney Leprevost.

    A representante do Departamento da Pessoa com Deficiência da Sejuf, Flavia Portela, explica que o encontro é a oportunidade de dialogar com médicos, acadêmicos e entidades sobre a importância do tratamento.

    “O 1º Encontro sobre Síndromes e Doenças Raras é para dialogarmos sobre o que temos na área da saúde e em outras políticas setoriais, porque o tratamento é feito de forma transversal e diminui os impactos dessa pessoa no futuro”.

    Flavia destacou que as síndromes e doenças raras podem acarretar algum tipo de deficiência quando não tratadas precocemente

    DOENÇAS RARAS – Os médicos especialistas participantes do evento destacaram o quanto a falta de diagnóstico precoce prejudica o tratamento.

    Além disso, as doenças raras podem aparecer em uma região do país, mas não em outra. 

    “Doenças raras são aquelas que afetam um pequeno número de pessoas quando comparadas com a população geral. A doença pode ser rara numa região e não em outra. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem 13 milhões de pessoas, no Brasil, com doenças raras”, destacou a coordenadora do ambulatório de Doenças Raras do Hospital Pequeno Príncipe, Mara Ferreira Santos.

    A médica explicou ainda que um avanço na área veio com a portaria 199/2014, quando as doenças raras passaram a ser diagnosticadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Desde a criação da política, em 2014, o SUS incorporou 19 exames de diagnóstico e 11 medicamentos, além de organizar a rede de assistência.

    O Brasil possui sete serviços de referência no atendimento a doenças raras. Um deles é o localizado no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.

    A coordenadora do serviço de transplante de medula óssea pediátrico do Hospital das Clínicas, Carmen Bonfim, salientou o quanto a formação do médico é fundamental para a realização do diagnóstico, bem como o trabalho conjunto entre sociedade e Estado.

    “Nós estamos todos no mesmo time e temos que continuar nesta luta juntos”, ressaltou.

    No Paraná, a Secretaria de Saúde criou, em 2015, um cadastro para Síndrome de Doenças Raras.

    Com esse cadastro, é possível identificar quem são as pessoas que possuem as doenças, onde elas estão sendo tratadas e realizar um acompanhamento mais próximo dos pacientes.

    Em todo o Estado, estão cadastradas cerca de 400 doenças, nas 22 regionais de saúde.

    ENTIDADES SOCIAIS – A representante do Grupo Paraná de Doenças Raras, Luana Rodrigues Hass, destacou o quanto o diálogo e a troca de informações são importantes para trazer visibilidade às síndromes e às doenças raras.

    “Nós somos esse grupo montado, justamente, para que essas informações em conjunto com o Estado se tornem algo grandioso e sociedade possa ter benefícios na qualidade de vida, na qualidade de atendimento, no tratamento correto, nos diagnósticos e até na cura, se possível for”, afirma.

    O trabalho do grupo consiste em auxiliar as famílias, trazer informações à sociedade e realizar atividades de conscientização em escolas infantis.

    Liriane Costa e pesquisadora, professora e também representante de uma entidade social que trabalha com pessoas com deficiência, da 1ª Igreja Quadrangular do Paraná.

    Ela atende diversas famílias na instituição em que atua. “Esse diálogo é imprescindível, pois é importante estarmos escutando as pessoas com deficiência, as mães, as famílias, as entidades”, explicou.

    PARTICIPANTES – Participaram do encontro também Raquel Bamp, da Sesa; Rui Fernando Pilotto, do Hospital das clínicas; Rodrigo Riquelme, advogado; e Carlos Eduardo Frederico, professor.

  • 16fev

    RENOVA MÍDIA

     

    Bolsonaro celebra preenchimento de vagas no Mais Médicos

     

    91 dias após a ditadura de Cuba romper o acordo com o Brasil, o presidente Jair Bolsonaro celebrou o preenchimento das vagas no programa Mais Médicos por profissionais brasileiros

     

    Bolsonaro celebra preenchimento de vagas no Mais Médicos

     

    O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (13) que todas as vagas do edital do Mais Médicos, aberto após a saída dos médicos de Cuba do programa, foram preenchidas por profissionais do Brasil.

    Ao todo, foram 8.517 vagas preenchidas. Segundo a pasta do titular Luiz Henrique Mandetta, chamadas para médicos estrangeiros não devem ser realizadas.

    Os médicos inscritos no programa terão entre os dias 19 e 22 de fevereiro para se apresentarem nos locais de trabalho, que foram distribuídos em 667 localidades.

    Em uma série de quatro mensagens no microblog Twitter, o presidente Jair Bolsonaro celebrou o preenchimento das vagas e o fim de uma antiga narrativa utilizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para defender a manutenção do acordo com o o regime comunista cubano.

    RENOVA reproduz abaixo a íntegra da publicado no Twitter do Presidente da República nesta quinta-feira (14):

    Meses atrás exigimos que a ditadura cubana revisse as regras impostas aos profissionais cubanos participantes do Mais Médicos, que recebiam apenas uma pequena parte de seus salários e não tinham liberdade para ver seus familiares.

    De forma irresponsável, Cuba suspendeu sua participação subitamente, colocando em xeque o caráter humanitário do acordo feito com o PT.

    Oferecemos asilo aos que cidadãos queriam ficar em nosso país. A esquerda mesmo assim poupou a ditadura e colocou na conta do novo Governo.

    Esta falta de sensibilidade e os milhões que ficariam sem atendimento. O Ministério da Saúde, porém, agiu rapidamente e as vagas deixadas foram preenchidas – as últimas nesta quarta (13) por brasileiros formados no exterior.

    Eles receberão seus salários de forma integral e terão a liberdade necessária para uma vida digna. A resposta para quem torce contra o Brasil é o trabalho. Vamos em frente! 

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