• 02mar

    ESTADO DE MINAS

     

    Policiais encerram greve no Ceará

    Militares aceitam proposta de comissão especial formada para negociação, mas a anistia, principal exigência da categoria, foi negada pelo governo e vai depender agora da Assembleia Legislativa

     

    Soldados das Forças Armadas do Brasil são vistos nas ruas de Fortaleza, enquanto a Polícia Militar esteve em greve em busca de melhores salários(foto: Jarbas Oliveira/AFP)

    Os policiais militares que estavam amotinados no 18º Batalhão da PM, em Fortaleza, votaram pelo fim da greve na noite deste domingo.

    Eles aceitaram a proposta definida no mesmo dia pela comissão especial formada por membros dos três poderes no Ceará e da própria categoria. Um dos pontos do acordo é que os policiais retornem ao trabalho nesta segunda-feira.

    A proposta apresentada pela comissão apresenta os seguintes termos: os policiais terão apoio de instituições que não pertencem ao governo do Estado, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública e Exército; terão direito a um processo legal sem perseguição, com amplo direito a defesa e contraditório, e acompanhamento das instituições mencionadas anteriormente; o Governo do Ceará não vai realizar transferências de policiais para trabalhar no interior do estado em um prazo de 60 dias contados a partir do fim do motim; revisão de todos os processos adotados contra policiais militares durante a paralisação.

    As propostas foram apresentadas pelo ex-deputado federal Cabo Sabino, líder dos policiais amotinados e que tem mandado de prisão em aberto por motim.
    A principal reivindicação dos policiais para encerrar o motim, a anistia aos militares envolvidos na manifestação, não foi atendida pelo governo.

    “Hoje temos apoio do Exército, da OAB, da Defensoria Pública. Se esse movimento continuar, não saberemos como vai ser o dia de amanhã. Então votem com consciência e considerem que a gente pode ter algo muito bom para todos nós ou algo muito ruim para alguns de nós”, orientou o deputado Soldado Noélio, que foi nomeado interlocutor dos policiais para dialogar com o governo sobre os interesses da categoria.

    Desde o início do motim dos policiais, o número de homicídios no Ceará teve forte aumento. O crescimento nas mortes violentas foi 138% quando comparados os primeiros 25 dias do mês de fevereiro de 2019 e 2020.

    A Assembleia Legislativa do Ceará deve votar nesta segunda-feira a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe anistiar policiais militares que atuem em motim ou paralisação da categoria.

    Os deputados estaduais vão decidir também sobre o projeto que reestrutura o plano de carreira dos policiais.
    O projeto que tramita atualmente aumenta o salário de um soldado da PM dos atuais R$ 3,4 mil para R$ 4,5 mil, em aumento progressivo até 2022.
  • 22fev

    DIÁRIO DO PODER

     

    Petroleiros fecham acordo e encerram greve de 20 dias

     

    Ficou decidido que metade dos dias parados serão descontados na folha de pagamento

     

     

    Representantes da Federação Única dos Petroleiros (FUP) confirmaram, hoje (21), o fim da greve de 20 dias da categoria.

    O anúncio foi feito após audiência de conciliação com representantes da Petrobras, no gabinete do ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), relator do processo de dissidio coletivo no tribunal.

    Além do fim da greve, ficou decidido que metade dos dias parados serão descontados na folha de pagamento e a outra metade serão compensados pelos empregados.

    As punições administrativas contra os grevistas também deverão ser canceladas pela estatal. Outra reivindicação dos petroleiros foi atendida e a escala de trabalho será elaborada pelos trabalhadores.

    A questão das demissões em uma fábrica de fertilizantes da Petrobras no Paraná será discutida em outra reunião, marcada para quinta-feira (27).

    Ontem (20), após 20 dias de greve, os petroleiros suspenderam a paralisação e voltaram ao trabalho para aguardar o que seria definido na audiência de conciliação realizada nesta sexta-feira (21).

    Greve

    A greve foi iniciada em função, segundo os petroleiros, do descumprimento do acordo coletivo pela estatal.

    Os petroleiros contestavam ainda as demissões anunciadas pela estatal na Araucária Nitrogenados (Ansa), subsidiária da empresa, na cidade de Araucária, Região Metropolitana de Curitiba.

    Conhecida como Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), a subsidiária deve ser fechada pela Petrobras.

    Segundo a FUP, a suspensão das atividades vai provocar a demissão de mil trabalhadores.

    A estatal alega que após a aquisição da Vale, em 2013, os “resultados da subsidiária demonstram a falta de sustentabilidade do negócio e que sua continuidade operacional não se mostra viável economicamente”.

    O prejuízo anual é de R$ 400 milhões este ano, segundo a empresa.

    Na terça-feira (18), a Justiça do Trabalho em Curitiba suspendeu as demissões dos empregados até 6 de março, quando nova audiência de conciliação será realizada.

    A decisão foi tomada durante a primeira audiência do dissídio de greve dos empregados.

    Diante do impasse, não houve acordo com a empresa e as demissões foram suspensas temporariamente, inclusive as 144 efetivadas.

  • 14set

    AFP

     

    Maior greve em 12 anos gera caos em Paris contra reforma da Previdência

     

    Dez das 16 linhas de metrô da cidade não funcionaram nesta sexta-feira; grandes engarrafamentos são registrados pela cidade

     

    Greve causou engarrafamentos na capital francesa e levou diversas pessoas a optarem por meios de transporte alternativos Foto: MARTIN BUREAU / AFP
    Greve causou engarrafamentos na capital francesa e levou diversas pessoas a optarem por meios de transporte alternativos Foto: MARTIN BUREAU / AFP
    Os parisienses viveram uma sexta-feira caótica devido a uma greve nos transportes públicos da cidade — a maior em 12 anos — para protestar contra a reforma da Previdência preparada pelo governo do presidente Emmanuel Macron .

    Dez das 16 linhas do metrô de Paris não funcionaram nesta sexta-feira, deixando as outras seis bastante congestionadas.

    As linhas de ônibus da cidade também circulavam em número reduzido, enquanto grandes engarrafamentos de 235 quilômetros, mais que o dobro do normal, foram registrados na região metropolitana parisiense.

    Segundo o jornal Le Parisien, o requerimento legal para que o setor de transportes mantenha um nível mínimo de serviço — legislação estabelecida após grandes greves que aconteceram em 2007 — não estava sendo respeitado.

    Profissionais como advogados, funcionários de companhias aéreas e do setor de saúde convocaram mais paralisações para a segunda-feira.

  • 15jul

    PARANÁ PORTAL/MARIANA OHDE

     

    Servidores decidem suspender greve no Paraná

     

    Os servidores estaduais do Paraná decidiram, em Assembleia, na Praça Nossa Senhora de Salete, em Curitiba, na manhã deste sábado (13), suspender a greve do funcionalismo.

    As categorias estavam de braços cruzados desde o dia 25 de junho. A decisão acontece após uma proposta do governo do Paraná, apresentada nesta sexta-feira (12).

    Pela última proposta apresentada, o índice de 4,94% referente a inflação de abril de 2018 a maio de 2019, será parcelado, sendo pago 2% em janeiro de 2020, 1,5% em janeiro de 2021 e 1,5% em janeiro de 2022.

    Na proposta anterior, o governo havia proposto 0,5% em outubro de 2019, 1,5% em março de 2020 e condicionou a possibilidade de pagar o restante, em 2021 e 2022, ao crescimento da receita corrente líquida.

    Mais de 2 mil servidores se reuniram em assembleia em frente ao Palácio Iguaçu.

    A proposta não agradou a categoria, mas, mesmo assim, foi definido pela suspensão do movimento.

     “A maioria compreendeu que a greve foi um movimento vitorioso pela organização da categoria e a unidade dos servidores. Discordamos dos números do governo e vamos continuar acompanhando a evolução da receita que já apresenta crescimento”, avalia o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão.

    Uma nova assembleia ficou definida para o dia 10 de agosto, logo após o retorno do recesso da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

    Segundo a APP, o objetivo será acompanhar o projeto sobre a reposição salarial e o andamento de outros pontos das negociações. Caso eles não sejam efetivados, a categoria pode aprovar o retorno à greve.

    O Palácio Iguaçu também anunciou a realização de concursos públicos. Serão selecionados 2.560 policiais militares, 400 policiais civis (50 delegados, 50 papiloscopistas e investigadores), 96 peritos e médicos para a Polícia Científica, 1.269 agentes de cadeia, 400 profissionais da Saúde, 80 para a Agência de Defesa Agropecuária e 988 professores.

    O calendário de contratações não foi anunciado pelo governo.

  • 13jul

    CONTRAPONTO/CELSO NASCIMENTO

     

    Veja na íntegra a proposta do governo aos servidores

     

    Após semanas de negociações, o governo do estado considera que chegou a um acordo com os servidores a respeito da data-base e algumas outras reivindicações, para pôr fim à greve de diversas categorias iniciada em 25 de junho.

    A proposta final foi apresentada ao Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES) na noite desta sexta-feira (12) segundo a qual 2% da reposição será paga em janeiro e, além disso, haverá possibilidade de reposição dos dias paralisados sem desconto no salário.

    O texto foi costurado pelo chefe da Casa Civil, Guto Silva, e pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri.

    O deputado entregou a proposta em mãos aos coordenadores do FES e ao deputado Professor Lemos (PT), no Gabinete da Liderança do Governo.

    “Sempre afirmei que, na base do diálogo, chegaríamos a bom termo para ambos os lados. Negociamos com os servidores à exaustão dentro do princípio de manter responsabilidade com as contas do estado e, ao mesmo tempo, valorizar o funcionalismo.

    Neste sábado (13), a APP-Sindicato fará assembleia para decidir se acatará a proposta do governo ou optará pela continuidade da greve por discordar dos seus termos.

    O Fórum das Entidades Sindicais (FES) também submeterá o texto à assembleia das categorias.

    Veja a íntegra do documento:

     

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