• 27set

    VEJA.COM/Por Policarpo Junior e Laryssa Borges

     

     

    Rodrigo Janot sobre Gilmar Mendes: “Ia dar um tiro na cara dele”

     

    Em entrevista, o ex-procurador-geral da República conta que, no ápice da Lava-Jato, foi armado ao STF para matar o ministro

     

    IRA – Rodrigo Janot: seu plano era entrar no tribunal e se suicidar com a mesma arma usada para executar o ministro  (Cristiano Mariz/.)

     

    Em maio de 2017, a Operação Lava-Jato estava atingindo seu ponto mais alto.

    O ex-presidente Lula teve a primeira audiência com o juiz Sergio Moro no caso do apartamento tríplex, a Presidência de Michel Temer tremeu após a divulgação de um vídeo que mostrava um deputado puxando pelas ruas de São Paulo uma mala cheia de dinheiro e a delação premiada dos donos da JBS disparou ondas de choque devastadoras contra o mundo político.

    Houve também um quarto episódio, até agora desconhecido, que por pouco não mudou radicalmente a história da maior investigação criminal já realizada no país.

    No dia 11 daquele mês, o então procurador-­geral da República, Rodrigo Janot, o chefe da operação em Brasília, foi a uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) decidido a executar o ministro Gilmar Mendes.

    O plano dele era dar um tiro na cabeça do ministro e depois se matar. A cerca de 2 metros de distância de Mendes, na sala reservada onde os ministros se reúnem antes de iniciar os julgamentos no plenário, Janot sacou uma pistola do coldre que estava escondido sob a beca e a engatilhou.

    DESAFETO – Gilmar Mendes: a menos de 2 metros de uma terrível tragédia (Cristiano Mariz/.)

    Mesmo para quem conhece o temperamento mercurial de Rodrigo Janot é difícil imaginá-lo praticando um ato de tamanha loucura.

    Naquele dia, porém, ele estava transtornado. O procurador-geral e o ministro viviam trocando alfinetadas em público.

    Gilmar Mendes era — e ainda é — um dos mais ferrenhos críticos dos métodos utilizados pela força-tarefa da Lava-Jato. As divergências chegaram a ponto de um se recusar a pronunciar o nome do outro.

    O ministro se refere a Janot como bêbado e irresponsável. O ex-procurador costuma chamar Mendes de perverso e dissimulado.

    Em maio de 2017, o embate começou a entrar em ebulição quando Janot pediu ao STF que impedisse Mendes de atuar em um processo que envolvia o empresário Eike Batista.

    O procurador alegou que a esposa do ministro, Guiomar Mendes, trabalhava no mesmo escritório de advocacia que defendia Eike.

    Na sequência, foram publicadas notícias de que a filha de Janot era advogada de empreiteiras envolvidas na Lava-­Jato — o que, por analogia, também colocaria o pai na condição de suspeito.

    O procurador identificou Mendes como origem da informação — e, nesse instante, decidiu matá-lo.

    “Ia dar um tiro e me suicidar”, disse Janot em entrevista a VEJA. É uma revelação surpreendente.

    O procurador vai lançar na próxima semana o livro Nada Menos que Tudo, escrito pelos jornalistas Jailton de Carvalho e Guilherme Evelin, em que narra episódios desconhecidos ao longo dos quatro anos em que esteve à frente das investigações do maior escândalo político do país.

    São histórias que se passam no coração do poder, envolvendo os homens mais poderosos da República e empresários influentes nos momentos mais agudos da operação.

    Há casos de comportamentos indecorosos, como o de um pedido de Michel Temer e seus aliados para que o procurador não investigasse o então deputado Eduardo Cunha, e de uma bisonha tentativa de cooptação, quando o então senador Aécio Neves, em meio ao escândalo e já na condição de investigado, teve a desfaçatez de convidar Janot para compor com ele uma chapa a fim de disputar a eleição presidencial de 2018.

    Há também situações de sabotagem, traição, desconfiança, intrigas e suspeitas entre os próprios membros da força-tarefa.

    No livro, o ex-procurador preserva o nome de alguns personagens pilhados em cenas constrangedoras, como o de um ministro do Supremo que, chorando, foi procurá-lo para perguntar se era alvo da investigação.

    No capítulo em que trata do plano para matar Gilmar Mendes, Janot fala de sua motivação — “insinuações maldosas contra a minha filha” — e resume em seis linhas o fato que poderia ter provocado uma imprevisível reviravolta na Lava-Jato:

    “num dos momentos de dor aguda, de ira cega, botei uma pistola carregada na cintura e por muito pouco não descarreguei na cabeça de uma autoridade de língua ferina que, em meio àquela algaravia orquestrada pelos investigados, resolvera fazer graça com minha filha. Só não houve o gesto extremo porque, no instante decisivo, a mão invisível do bom senso tocou meu ombro e disse: não”.

    A identidade da “autoridade” que quase foi morta não é revelada.

    Na entrevista a VEJA, o ex-procurador-geral fala do livro, das pressões, das ameaças e das perseguições que sofreu ao longo da operação e confirma que o alvo de sua “ira cega” era o ministro Gilmar Mendes:

    “Esse inspetor Javert da humanidade resolveu equilibrar o jogo envolvendo a minha filha indevidamente. Tudo na vida tem limite. Naquele dia, cheguei ao meu limite.

    Fui armado para o Supremo. Ia dar um tiro na cara dele e depois me suicidaria. Estava movido pela ira. Não havia escrito carta de despedida, não conseguia pensar em mais nada.

    Também não disse a ninguém o que eu pretendia fazer. Esse ministro costuma chegar atrasado às sessões. Quando cheguei à antessala do plenário, para minha surpresa, ele já estava lá.

    Não pensei duas vezes. Tirei a minha pistola da cintura, engatilhei, mantive-a encostada à perna e fui para cima dele. Mas algo estranho aconteceu. Quando procurei o gatilho, meu dedo indicador ficou paralisado. Eu sou destro. Mudei de mão.

    Tentei posicionar a pistola na mão esquerda, mas meu dedo paralisou de novo. Nesse momento, eu estava a menos de 2 metros dele. Não erro um tiro nessa distância. Pensei: ‘Isso é um sinal’.

    Acho que ele nem percebeu que esteve perto da morte. Depois disso, chamei meu secretário executivo, disse que não estava passando bem e fui embora. Não sei o que aconteceria se tivesse matado esse porta-­voz da iniquidade.

    Apenas sei que, na sequência, me mataria”.

     

    O PIOR DOS CRIMINOSOS – Cunha: para o ex-procurador, ele seria presidente se não fosse a Operação Lava-Jato (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

     

    “Suspeito que Cunha mandou invadir minha casa”

     

    De todos os investigados na Lava-Jato, Janot atribui ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha o epíteto de “o pior dos criminosos”.

    O ex-procurador-­geral diz guardar “depoimentos assombrosos” dos métodos de intimidação de Cunha e também suspeita que ele esteja por trás do arrombamento de sua casa, em 2015.

    O parlamentar foi afastado do cargo de deputado federal em maio de 2016, a pedido de Janot, e depois condenado e preso

    “Se não fosse a Operação Lava-­Jato, talvez Eduardo Cunha fosse hoje presidente da República.

    Faço uma constatação de que o então presidente da Câmara, com a força extraordinária que tinha, com uma base de 150 a 170 deputados e com um sistema abastecendo-o de dinheiro de corrupção, teria grandes chances de ser eleito presidente.

    Eu não faço a avaliação de quem seria o melhor e de quem seria o pior, mas o Bolsonaro é um produto da queda do próprio Cunha.

    No início de 2015, minha casa foi invadida e só levaram um controle remoto do portão. Era um recado, uma ameaça.

    Pelo cheiro, suspeito que foi obra do Eduardo Cunha. Não há evidência. É pelo cheiro mesmo.”

     

    DESESPERO – Aécio: sondagem para que Janot fizesse parte da chapa presidencial (Cristiano Mariz/.)

     

    “Aécio me convidou para ser seu vice-presidente”

    Com o cerco se fechando sobre os políticos, Janot relata ter recebido vários “agrados” — de convites para renovar o mandato de procurador a uma vaga de ministro do STF. A mais inusitada oferta, no entanto, partiu do então senador Aécio Neves, investigado por recebimento de propina

    “Certo dia, em 2017, meu conterrâneo, o senador Aécio, sentiu que o clima estava aquecendo com as investigações sobre a Odebrecht e me convidou para ser ministro da Justiça quando ele fosse eleito presidente da República no ano seguinte. Eu, é claro, declinei.

    Dias depois, ele voltou e me fez outra proposta: ‘Quero pedir desculpa. O convite não estava à sua altura. Eu acho que você podia ser o meu vice-­presidente. Você escolhe qualquer partido da base, filia-se e vai ser o meu vice-presidente. Isso vai ser um fato mundial.

    O vice-presidente chama embaixadores, representantes de Estado e ele vai para a cozinha cozinhar para essas pessoas. Eu sei que você gosta de cozinhar’. É óbvio que era uma tentativa de cooptação.

    As investigações da Odebrecht estavam andando e depois o caso JBS foi o tiro de misericórdia contra ele.

    Houve uma situação semelhante quando Michel Temer assumiu a Presidência da República. O ex-­ministro Eliseu Padilha me sondou para que eu partisse para um terceiro mandato como procurador-geral da República.

    Depois fui sondado para ser ministro do Supremo. Na sequência, Gustavo Rocha (ex-­subchefe de Assuntos Jurídicos e ex-­ministro dos Direitos Humanos) me ofereceu o cargo que eu quisesse.

    Eu brinquei que queria ser embaixador do Brasil na Comunidade de Países de Língua Portuguesa, porque eu moraria em Lisboa, não faria nada e seria como a rainha da Inglaterra.

    O Gustavo Rocha disse na hora: ‘O cargo é seu, é seu’. Mas eu estava brincando.”

     

    “Palocci disse que iria entregar cinco ministros do STF”

     

    “Na primeira vez em que o ex-ministro Antonio Palocci tentou fechar uma delação com a gente, disse que iria entregar cinco ministros do STF. Ele citou a Rosa Weber, o Luiz Fux, o Fachin, mas era igual a biscoito de polvilho, só fazia barulho.

    Da Rosa Weber ele disse apenas que o marido dela era amigo do ex-marido da Dilma. Disse também que o Fux ia matar no peito e inocentar os petistas no julgamento do mensalão.

    Do Fachin, dizia que tinha amizade com não sei quem. Tudo bobagem. Foi nessa mesma época que um ministro do Supremo me procurou para saber se ele estava sendo investigado.

    Com lágrimas nos olhos, disse que a mãe dele não suportaria vê-lo na condição de investigado. Não tinha fundamento nenhum.

    Também houve o episódio em que suspendi as negociações de delação do Léo Pinheiro (ex-presidente da empreiteira OAS) porque o nível de informação que ele disse que traria nunca chegou.

    Era igual ao Palocci. Ele citava uma conversa que teve com o Toffoli numa festa, sobre um problema de vazamento no teto da casa do ministro.

    Disse que indicou duas ou três empresas para que o Toffoli fizesse o serviço na casa. Perguntei a ele: ‘Alguma dessas empresas era ligada a você?’ ‘Não.’ ‘Vocês pagaram esse serviço?’ ‘Não.’ Então o que tem isso a ver? Não tinha fato típico. Não tinha nada.”

     

    PREVARICAÇÃO – Temer: pedido para poupar Cunha nas investigações (Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)

     

    “Temer queria que eu praticasse um crime”

    O ex-procurador-geral relata ter recebido, em março de 2016, pouco antes do impeachment de Dilma Rousseff, um convite para um encontro com o vice-presidente Michel Temer. No Palácio do Jaburu, além do vice, estava o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, que, sem meias palavras e com o aval de Temer, pediu a ele que poupasse o então deputado Eduardo Cunha de qualquer investigação

    “Pouco antes do início do processo de impeachment da Dilma, recebi um convite para ir ao Jaburu encontrar o vice-presidente. Lá, ele (Temer), depois de um pequeno rodeio, falou assim: ‘Estamos aqui para conversar não com o procurador-geral, mas com o patriota’.

    E entra o Henrique Eduardo Alves e reafirma: ‘Estamos aqui falando com o patriota e queríamos chamar o senhor para não permitir que o Brasil entre numa ‘situação de risco’.

    Esse homem é um louco. O senhor tem de parar essa investigação’. O louco era o deputado Eduardo Cunha. Custei a acreditar que estava ouvindo aquilo e disse que aquela conversa estava errada.

    Diante da minha reação, Temer ainda insistiu: ‘O Henrique não está falando com o procurador-geral, ele está falando a um patriota.

    Não há gravidade na proposta que ele está fazendo’. Eles queriam que eu praticasse um crime, o de prevaricação.

    Falei alguns palavrões indizíveis antes de ir embora. A reunião foi testemunhada pelo Zé Eduardo (José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça).”

     

    CORRUPTO - Lula: “É impossível que ele não fosse um dos chefes do esquema” (Ricardo Stuckert/PT)

     

    “Não tenho dúvida de que o Lula é corrupto”

    Era de responsabilidade de Rodrigo Janot a investigação dos políticos com direito a foro privilegiado — deputados, senadores, presidentes e até ex-presidentes da República. Como procurador-geral, ele denunciou Michel Temer, Dilma Rousseff, Lula e Fernando Collor — todos, segundo ele, envolvidos no escândalo de corrupção, embora em graus diferentes

    “É impossível que o Lula não fosse um dos chefes de todo esse esquema. Não tenho dúvida de que ele é corrupto. Da mesma forma que não tenho nenhuma dúvida de que a Dilma não é corrupta.

    Mas ela tentou atrapalhar as investigações com a história de nomear o Lula como ministro da Casa Civil. A obstrução de Justiça aconteceu, tanto que eu a denunciei.

    Até agora não surgiu nenhuma prova que envolva a ex-presidente com corrupção.

    Temer, sim, é corrupto. Corrupto filmado, fotografado e gravado.

    No caso da JBS, teve até malinha correndo em São Paulo por ação controlada autorizada pelo Judiciário. Não tem como esconder que aquilo existiu.

    No caso do Sarney, não dá para dizer categoricamente que o ex-­presidente é corrupto, porque não consegui denunciá-lo, apesar dos áudios em que aparece discutindo, de forma velada, repasses de dinheiro. O Collor é um caso à parte…”

     

    CASO À PARTE – Collor: tentativa de intimidação, dossiês e informação de que estaria armado na sabatina (Ueslei Marcelino/Reuters)

     

    “Collor se sentou na minha frente e ficou repetindo: ‘f.d.p., f.d.p.’ ”

    Fernando Collor foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro em 2015. O senador foi apanhado na primeira leva de políticos flagrados embolsando dinheiro desviado da Petrobras. Meses depois da denúncia, Janot passaria pela sabatina no Senado que o reconduziria ao cargo. Collor estava na primeira fila

    “Esse cara virou a minha vida do avesso. Ele levantou o histórico de um imóvel meu para ver possíveis inconsistências no imposto de renda, levantou antigos problemas de um irmão meu, já falecido, com a Justiça, procurou vícios em contratações na PGR em busca de irregularidades.

    O investigado investigou o investigador completamente. Para tentar me constranger, ele avisou antes que se sentaria na primeira cadeira durante a sabatina e minha segurança advertiu que ele poderia ir armado.

    Ainda brinquei: ‘Se for igual ao pai, pode deixar que ele vai errar o tiro’ (nos anos 60, o senador Arnon de Mello, pai de Collor, disparou contra o senador Silvestre Péricles, seu adversário político, mas errou o alvo e acabou matando outro senador, José Kairala).

    Mas quem é que daria um baculejo no Collor? Adverti o então presidente do Senado, Renan Calheiros, de que a minha segurança estava sob responsabilidade dele.

    Na hora da sabatina, Collor se sentou na minha frente, como prometera, e ficou repetindo ‘f.d.p., vou te pegar, f.d.p., vou te pegar’.

    Era uma tentativa de me intimidar. A participação dele no esquema da Lava-Jato deixou muitas impressões digitais. Ele é um corrupto com certeza.”

     

    LAVA-JATO – Sergio Moro: na opinião de Janot, suspeita de motivação política, mas sem contaminação de provas (Andre Coelho/Reuters)

     

    “Deleguei as delações para Curitiba e me arrependi”

    Desde que o site The Intercept Brasil divulgou as primeiras mensagens captadas ilegalmente dos celulares dos integrantes da força-tarefa da Lava-Jato, travou-se um debate sobre o grau de isenção dos investigadores e do então juiz Sergio Moro. Janot diz que até desconfiou das intenções de alguns colegas, mas que elas não chegaram a contaminar o trabalho

    “No início da operação, a força-­tarefa de Curitiba pediu que eu delegasse a ela o direito de fechar as primeiras colaborações premiadas. Deleguei e me arrependi.

    As delações do Paulo Roberto Costa e do Alberto Youssef estavam muito rasas. O primeiro inquérito contra o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também estava muito ruim. Questionei a respeito. Recebi como resposta que o objetivo deles era ‘horizontalizar as investigações, e não verticalizar’.

    Achei estranho. Determinadas decisões poderiam estar sendo tomadas com objetivos políticos? Os procuradores decidiram, por exemplo, denunciar o ex-presidente Lula por corrupção e lavagem de dinheiro e, no caso da lavagem, utilizaram como embasamento parte de uma investigação minha, que eu nem tinha concluído ainda.

    Mas não houve nenhum complô político. Depois que o Sergio Moro aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça no governo Bolsonaro, voltei a refletir sobre o assunto.

    Como juiz, ele fez um trabalho técnico, benfeito. Até agora, do que apareceu dessas conversas do The Intercept, no máximo pode haver algum questionamento de caráter ético na condução do processo, algum questionamento sobre imparcialidade.

    Mas tecnicamente não vi nenhuma contaminação de provas.”

     

    “Desde o episódio do STF, parei de andar armado”

    Comandar a Lava-Jato, para o ex-procurador, representou algo que ele compara a uma visita ao “inferno”.

    Janot conta que, desde o início da operação, recebeu ameaças, recados velados e pressões para paralisar as investigações

    “A partir de 2014, posso dizer que minha vida virou um inferno. As pressões eram constantes, num jogo muito bruto e sujo. Se eu estivesse investigando o PCC, poderia receber uma ameaça de morte direta a mim ou a minha família.

    A ameaça do mundo político é diferente, é velada. Primeiro vem a tentativa de cooptação, uma insinuação de cargo. Recebi várias ofertas, como já disse. Se isso não dá certo, começam a vir os recados, como o do Temer, apelando para o ‘patriotismo’.

    Se isso também não funciona, vem o peixe embrulhado no jornal (sinal de jura de morte da máfia). Eles sabem da sua rotina, mandam mensagens cifradas. É quase sempre assim.

    Ameaça física de verdade eu recebi umas três, inclusive uma em que o sujeito me xingava de traidor. Esse sujeito, que chegou a ser preso, me abordou na rua, na saída de um restaurante aqui em Brasília, e tentou me agredir.

    Por tudo isso, depois de deixar a procuradoria, passei uma temporada fora do Brasil. Não tenho medo de morrer, mas tenho medo da agressão, o que pode terminar em tragédia. Desde o episódio do Supremo, parei de andar armado.”

     

    “Minha ideia é deixar um relato para que as pessoas julguem as decisões que tomei”

    Rodrigo Janot diz que suas decisões na Lava-Jato passarão por um julgamento histórico daqui a quatro ou cinco décadas. Por isso decidiu deixar um registro pessoal dos quatro anos em que esteve à frente da procuradoria e no comando da investigação do maior esquema de corrupção do país

    “Tudo o que a gente está passando aqui vai ter invariavelmente um julgamento histórico, no qual vão ser apontados erros e acertos.

    A maioria das pessoas não terá vivido este momento e receberá informações de segunda, terceira mão, que podem ser deturpadas.

    A minha ideia é deixar um relato para que as pessoas julguem as decisões que tomei ou pelo menos levem em consideração os meus argumentos.

    A Lava-Jato foi uma das mais bem-sucedidas investigações já realizadas no mundo. Neste momento, acho que não só no Brasil, mas em vários países da América Latina, se apresenta uma contramarcha no combate à corrupção.

    É preciso resiliência para não perder essa luta.”

  • 24set

    CONEXÃO POLÍTICA

    “Este hemisfério só será seguro se nos livrarmos dos regimes totalitários de esquerda”, diz Ernesto Araújo nos EUA

     

    Sergio Lima/AFP/Getty Images

     

    Em uma entrevista à Fox News, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, falou sobre a forte relação entre os EUA e o Brasil e a sua importância para que o hemisfério se livre dos regimes totalitários de esquerda.

    O ministro das Relações Exteriores falou sobre as possibilidades apresentadas pelo presidente americano em relação aos laços entre Brasil e EUA e comentou sobre a visão em comum de Trump e Bolsonaro para os dois países.

    “Esse é o momento para construir a relação que sempre quisemos, que os brasileiros sempre quiseram com os EUA. Os governos brasileiros por muito tempo negaram essa possibilidade; eles assumiram posições antiamericanas.

    Mas o natural a se fazer sempre foi ter uma forte parceira. Nossa tradição diplomática, a boa tradição diplomática, é a que o Brasil quer ser um jogador no mundo.

    Para isso é necessária uma forte relação com os EUA. Então, queremos seguir este caminho”, disse Ernesto Araújo.

    Mudanças
    De acordo com o entrevistador Lou Bobbs da Fox News, o Brasil foi historicamente mais orientado à União Europeia. E também politica e ideologicamente, muito mais esquerdista do que os EUA.

    No entanto, com a eleição de Bolsonaro, houve uma positiva mudança.

    Esta mudança foi importante e necessária para o sucesso na construção dessa forte relação entre os EUA e o Brasil.

    “Estamos mudando toda a visão econômica e política que estava errada e que nos legou talvez 40 anos de estagnação econômica, de corrupção e ineficiência.

    Parcialmente, porque tentamos seguir o modelo de bem-estar social, sem termos os meios, sem poder pagar por eles. Mas isso se deve a um tipo de elite intelectual, não por causa do povo brasileiro.

    Os brasileiros se identificam muito mais, eu acho, com o estilo americano. Eles querem ser empresários, querem ser livres, ter uma boa economia aberta.

    E é isso que estamos tentando fazer. E esse é o caminho para quebrarmos esse ciclo de estagnação e corrupção”, disse Ernesto Araújo.

    Globalismo
    Trump e Bolsonaro são presidentes que estão reorientando seus países, seus sistemas econômicos e perspectivas nacionais em direção ao comércio equilibrado, à representação do povo em ambos os países, ao invés das elites.

    O globalismo se tornou de fato uma palavra suja para ambos os governos.

    “Temos dois líderes, grandes presidentes, que querem construir nações fortes, fortes economias e queremos nos conectar e ter isso para o Brasil.

    Certamente seria muito importante para o projeto que temos de uma economia aberta e competitiva, e para a liberdade ao redor do mundo, de nossa região e do mundo”, disse o ministro à Fox News.

    “E o estamento globalista, por assim dizer, não gosta do Presidente Trump, nem do presidente Bolsonaro porque sabem o que defendemos. Defendemos, basicamente, governar para o povo. É disso que deve se tratar a democracia.

    E por alguma razão, temos essas elites que por meio da mídia, no Brasil, e talvez na Europa e outros lugares, tentam controlar o que o povo vê.

    No Brasil temos muito claramente uma situação dessas. Temos um governo e eles têm uma cortina de fumaça, que é a mídia que tenta esconder o que estamos fazendo. Mas o povo está vendo, e queremos trabalhar para o povo”, acrescentou Ernesto Aráujo.

    A mídia esquerdista americana foi apelidada pelo presidente Trump de ‘Fake News’.

    Tanto o povo americano, quanto o brasileiro não são tolos.

    E eles estão vendo o que está acontecendo e para onde seus líderes gostariam de redirecionar suas economias e seus países – o que traz uma boa perspectiva para ambos os países.

    Segurança Nacional
    Quanto à segurança nacional – diferente de Cuba e da Venezuela que sofrem com seus modelos econômicos e ideológicos – o Brasil e os EUA possuem um papel crucial no combate das agressões e pretensões da esquerda em se expandir pelo hemisfério.

    “Essa é uma grande preocupação para nós. Nós queremos defender a liberdade por todo o hemisfério. De verdade, não apenas em palavras. Queremos acabar com ditaduras neste hemisfério.

    Por um momento pareceu que ditaduras e regimes totalitários estavam acabando hemisfério afora, mas eles sempre encontram uma forma de tentar retornar.

    Então, queremos nos aliar aos EUA e outros países democráticos na região para ajudar a Venezuela a recuperar sua democracia. Temos que tratar outros países não-democráticos da região e o papel nefasto que eles exercem.

    E isso não é apenas por solidariedade, por assim dizer, mas porque queremos viver em uma região segura.

    E essa região só será segura, esse hemisfério só será seguro, se nos livrarmos desses regimes totalitários de esquerda”, disse Ernesto.

    Este é um momento de um peso muito importante para a história dos EUA e do Brasil. Ambos os governos esperam que as relações se estreitem cada vez mais e que todo o hemisfério se torne livre da ideologia esquerdista que destrói tantas nações no mundo.

    Relações EUA-Brasil
    O Brasil e os EUA estão trabalhando com nações sul-americanas para ajudar na crise humanitária na Venezuela. Tanto o Brasil, quanto os EUA concordam que a situação venezuelana é um exemplo do que o socialismo produz.

    O próprio presidente Donald Trump se manifestou a respeito, durante uma coletiva de imprensa nos EUA.

    “Estamos trabalhando com a Colômbia, com o Brasil, estamos trabalhando com outros países em uma base humanitária. A Venezuela está em uma situação muito ruim que te ensina sobre o socialismo, que mostra o que acontece.

    Você pega um país que era tão rico há 15 anos, e hoje eles não têm água, não têm alimentação básica”, disse Trump.

    O presidente americano também deixou claro que o maior país da América do Sul, o Brasil, deve expandir suas relações comerciais com os EUA.

    E o presidente americano está pedindo uma relação de livre-comércio entre o Brasil e os EUA.

  • 07ago

    JORNAL DA CIDADE ONLINE

     

    Jornalista Oswaldo Eustáquio: “Tenho muito mais perversidades para contar sobre Glenn Greenwald”

     

     

     

    O jornalista Políbio Braga, parceiro incondicional deste Jornal da Cidade Online, fez nesta segunda-feira (5) uma rápida entrevista com o jornalista Oswaldo Eustáquio, revelação no jornalismo investigativo nacional, que tem se dedicado a desmascarar o gangster americano travestido de jornalista Glenn Greenwald.

    Entre outras coisas, Eustáquio avisa “Esses protagonistas do mal e da mentira vão se dar mal”.

    Leia a entrevista:

    Você tem feito denúncias devastadoras sobre a história escabrosa de Glenn Greenwald, editor do site The Intercept. Como é que ninguém fala sobre o passado dele como produtor de vídeos pornográficos destinados ao público gay?

    Acho que tu te referes à grande mídia. Ela está aparelhada pela esquerda e não é de hoje.

    Hoje, contei que depois de assombrar o mercado de filmes pornográficos para gays nos EUA, ele veio para cá e retomou a produção, usando jovens de baixa renda.

    Esse sujeito não tem autoridade moral alguma para desconstruir reputações como as de Moro e Dallagnol, fazendo o serviço sujo para PT, PSOL e PCdoB.

    Há provas?

    Ora, publico até links para que os leitores vejam os vídeos. É coisa escabrosa mesmo.

    Há reação?

    Claro. The Intercept, primeiro, tentou me ignorar, mas em seguida partiu para a velha manobra de desconstrução da minha reputação. E ameaças?

    Do site?

    Não, mas de gente aparelhada. Inclusive de morte.

    E o que vem por aí?

    Leia no final da tarde o que vou contar sobre o deputado federal David Miranda, maridão do Glenn.

    Onde isto vai parar?

    Esses protagonistas do mal e da mentira vão se dar mal. A verdade prevalecerá. A verdade é revolucionária.

    E nós estamos mostrando a verdadeira face desses criminosos.

  • 07ago

    ISTOÉ / WILSON LIMA

     

    Prova obtida por hackers não pode servir para libertar Lula

     

     

    GILMAR FELIX

    A Câmara dos Deputados experimentou sua maior renovação da história e, entre os deputados de primeiro mandato, uma das gratas revelações tem sido Felipe Francischini (PSL-PR), atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    Sua primeira missão foi dar celeridade à tramitação da Reforma da Previdência. Conseguiu. Mesmo assim, após a aprovação em primeiro turno, ele admite: faltou ambiente político para que o projeto andasse mais rápido.

    “Poucos partidos apoiavam abertamente a reforma, apenas o PSL e o Novo”. Para o segundo semestre, a prioridade da CCJ é desengavetar uma série de projetos que estão parados há mais de 30 anos, como os que modificam o Código Penal.

    Um deles é polêmico: aumenta para 50 anos o tempo máximo de prisão no Brasil — hoje, o limite é de 30 anos.

    Advogado, Felipe também defende em entrevista à ISTOÉ que os hackers presos pela Polícia Federal não devem ficar impunes e que as mensagens divulgadas entre os procuradores da República do Paraná e o ministro Sergio Moro não podem ser usadas para libertar o ex-presidente Lula. “É prova ilícita”, afirmou.

     

    Em seu primeiro mandato, o senhor assumiu logo a CCJ. Sentiu o peso da responsabilidade?

    Em um primeiro momento, foi um grande desafio assumir a CCJ. Uma comissão tão importante, logo no primeiro ano de mandato.

    Mas eu, desde quando fui deputado estadual no Paraná, sempre procurei estudar exaustivamente tudo aquilo a que eu me propus a fazer. Antes mesmo de assumir o colegiado, eu já tinha lido o regimento interno, questões de ordem, etc.

    O senhor acha que a Reforma da Previdência poderia ter sido mais célere na CCJ?

    O processo da reforma na CCJ realmente poderia ter sido mais rápido. Mas eu sempre ressaltei que estava esperando o ambiente político melhorar, porque naquele momento não estava bom.

    Apenas o PSL e o partido Novo apoiavam abertamente a reforma. Então eu segurei até o governo conseguir se organizar.

    É um governo novo, que não tinha uma base forte e que lançou um projeto tão importante logo no início da gestão. Então, tinha que ter um tempinho natural para as coisas se acalmarem.

    O senhor acredita que o governo mais ajudou ou mais atrapalhou a tramitação da Reforma?

    Na minha visão, ajudou. O presidente tem muita popularidade. Então, quando se manda um projeto desse nível como o da Reforma da Previdência para a Câmara, ou mesmo o da Reforma Tributária – o vai acontecer agora -, é importante que o Executivo tenha popularidade.

    E isso contribuiu muito para o andamento do projeto. Veja que no final da tramitação da Previdência na Câmara, as pesquisas indicavam que a maior parte da população era favorável à proposta, algo impensável dois ou três anos atrás.

    Foram geradas crises desnecessárias?

    Algumas vezes foi isso mesmo o que aconteceu. Enquanto a Previdência estava na CCJ, não havia risco de boicote ou de o projeto não ser aprovado.

    Atrasou um pouco porque eu realmente dei esse tempo maior na tramitação para que o governo pudesse se organizar um pouco melhor, principalmente na fase final da tramitação.

    Como presidente da CCJ, e filho de um ex-delegado da PF (Fernando Francischini), como viu o crime relacionado aos hackers do ministro Sergio Moro presos pela PF?

    É impensável que os responsáveis por um crime como esse cometido pelos hackers, em que houve que a invasão de privacidade e quebra no sigilo de dados do ministro Sergio Moro, fiquem impunes.

    Foi corretíssima a operação. Agora, o que precisa ser esclarecido é quem está por trás disso. Os hackers já admitiram culpa, mas precisamos saber se havia mais alguém nesse crime, precisamos saber se os jornalistas estavam envolvidos de alguma forma, em conluio com os invasores.

    Na minha visão, a simples divulgação jornalística não é crime. É algo amparado pela Constituição. Mas, se houve conluio, aí estamos diante de um outro crime. E precisamos saber também se alguém pagou os hackers ou incentivou o crime. Algum partido, alguma pessoa…

    O senhor acredita que pode haver nulidade no processo contra o ex-presidente Lula por causa das revelações das mensagens do ministro Moro?

    Prova obtida por hackers não pode servir para libertar Lula. Na minha visão não muda nada no processo do ex-presidente. As mensagens não revelaram nada grave contra Moro.

    E mesmo que algo grave surja, os vazamentos estariam amparados na questão da obtenção de prova ilícita. Por exemplo, mesmo que houvesse alguma irregularidade por parte do ministro Moro, e a quebra de seu sigilo tenha ocorrido sem uma ordem judicial, não há como se fazer uma análise de mérito mais aprofundada.

    O material das mensagens de Moro com os procuradores de Curitiba foi obtido de forma ilegal. Se você foi invadido por hackers, isso não pode ser utilizado como prova no devido processo legal. E isso vale para qualquer cidadão brasileiro.

    Tem que se respeitar o devido processo legal…

    O cidadão tem que ter sua intimidade protegida. O direito à liberdade e à intimidade é algo garantido pelo estado. E se o estado passar a permitir a utilização de prova ilegal, o próprio estado estará indo de encontro ao seu escopo, que é o de proteger a intimidade do cidadão.

    E para o segundo semestre, quais são as prioridades?

    Vou tratar primeiramente da reforma eleitoral, mais especificamente das eleições de vereadores e prefeitos. Outra questão é a PEC do sigilo de dados. Esse direito da privacidade de dados está expresso na Constituição. O governo também está estudando se vai mandar algumas Propostas de Emenda à Constituição (PECs), como a da Reforma Tributária.

    Se mandar, vai ter que passar primeiramente pela CCJ e lá vamos dar agilidade a ela, para que tramite em conjunto com o projeto de reforma do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), que já está na Câmara.

    Separei também cerca de 2 mil projetos na área de segurança pública para dar seguimento na CCJ. Projetos que determinam penas mais duras.

    Por exemplo, o cidadão, por pior que seja o crime, somente pode ficar 30 anos preso. Então, tem um projeto que altera isso para 50 anos. É de autoria do deputado José Medeiros (Podemos/MT).

    Queremos aproveitar e fazer uma ampla reforma na área de segurança pública e no Direito Penal.

    Mas a última reforma no Código de Direito Penal na Câmara demorou anos tramitando na casa…

    Não vai chegar a ser uma reforma ampla. Serão mudanças pontuais de acordo com cada projeto. Tem projetos que tramitam aqui desde 1983, projetos parados há 10, 15 ou 20 anos. O que eu vou fazer, neste segundo semestre, é dar celeridade a estes projetos.

    Há ambiente político para se aumentar o tempo máximo de prisão para 50 anos?

    Eu acredito que esse projeto possa caminhar, mas temos que fazer a contagem de votos. É um pleito que a sociedade pede há algum tempo.

    E sobre a reforma Política? O que pode ser modificado já para ano que vem?

    Alguns deputados querem implantar o sistema distrital, o distrital misto, o distritão misto, mas tudo isso é algo que eu avalio que não vai dar tempo para que mudanças tenham validade para o ano que vem.

    Agora, se a discussão for feita, acho que poderá valer para as outras eleições. Uma coisa que tem ambiente político para mudarmos já é a questão da cota de 30% das candidaturas femininas.

    Hoje, você tem a cota de 30% para mulheres, mas se você não atingir essa meta, você não pode lançar 70% dos homens. Tem que ser na mesma proporção.

    Na minha visão, e na visão de muitos dirigentes partidários, esse modelo é injusto. Então, a deputada Renata Abreu, presidente do Podemos, apresentou um projeto que corrige exatamente isso.

    Fica resguardada a cota de 30% das vagas para mulheres, mas isso não vincula os 70% dos homens. Se você não atingir a cota de 30% de mulheres, isso não obriga o partido a tirar homens para garantir esse percentual.

    E em relação ao PSL, seu partido, o senhor acha que caminha para a unidade, depois de muito bate-cabeça?

    Eu acredito que sim. Tenho insistido bastante nisso e vou trabalhar para que o pessoal possa, cada vez mais, trabalhar de maneira conjunta. Claro que o primeiro semestre foi de adaptação.

    Muitos nunca haviam exercido qualquer cargo público. Mas, agora, na minha visão, todos já têm que estar adaptados. No segundo semestre, todos no partido precisam falar a mesma linguagem, têm que ter pautas claras em nome do partido e direcionadas pelo bem do governo e do País.

    Até porque, o PSL é o partido do presidente…

    Exato. Eu vejo que muita gente já cresceu muito, já amadureceu mais. Em síntese, no parlamento é sempre necessária a negociação política. Você tem que saber até onde pode ir.

    Você sabe que tem ideias que você quer implementar, mas às vezes precisa entender que não há ambiente político para elas, não há voto para implementá-las.

    Então, não vale a pena você se desgastar com projetos, por mais importantes que sejam, mas que naquele momento não têm votos para passar na Câmara.

    Muitas vezes, há projetos que são mais do interesse de cada parlamentar, feitos para aparecer junto ao seu eleitor, pelo fato de estar carregando uma bandeira, do que efetivamente trabalhar pelo país ou pelos objetivos do governo.

    Eu acho que essa visão de trabalho isolado já acabou. Muitos deputados estão mais afinados com o processo legislativo. Por isso, acho que o segundo semestre será muito melhor para a bancada do PSL.

    E as pautas de costumes? Há ambiente político para que elas sigam neste segundo semestre de 2019 ou ficarão para ser discutidas em 2020?

    Eu sou um deputado liberal na economia e conservador nos costumes. Mas, pelo que tenho notado, hoje não há ambiente político favorável para as pautas mais fortes na área de costumes.

    Então, na minha visão, para 2019 nossas prioridades serão a pauta econômica, Reformas da Previdência e a Tributária.

    Aprovando a pauta econômica, e o governo conseguindo andar em frente, eu acredito que ano que vem podemos pensar em algumas teses comportamentais, provocando discussões importantes em temas mais conservadores, de tradição, da família, entre outros.

  • 05ago

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Damares Alves: abuso não se justifica nem se explica, se pune

     

    Antônio Cruz | Agência Brasil

     

    A questão do abuso sexual foi um dos principais temas da entrevista da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, ao programa Impressões, da TV Brasil, que vai ao ar na próxima terça-feira (6).

    Na conversa com a jornalista Roseann Kennedy, a ministra foi incisiva ao rejeitar qualquer tentativa de justificar uma violência sexual.

    “Abuso não se justifica, não se explica, não se minimiza e não se relativiza. Abuso é abuso. E o abusador tem que ser contido, preso e punido”, disse.

    Damares fala também dos altos índices de abusos sexuais registrados na Ilha do Marajó (PA) e do programa de prevenção e combate a este tipo de crime que começou a ser desenvolvido na região.

    Explica, ainda, a polêmica em torno do projeto de levar uma fábrica de calcinhas para o local.

    Outros temas abordados na entrevista foram o trabalho da Comissão da Anistia e a disputa pelo comando da Fundação Nacional do Índio (Funai).

    Em dado momento a ministra conta, ainda, como é viver sempre escoltada e sem endereço fixo e até brinca com o fato de estar solteira. 

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