• 31ago

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Emprego é recorde no Brasil no trimestre encerrado em julho

     

    Valter Campanato | Agência Brasil

    O mercado de trabalho no Brasil atingiu, no trimestre encerrado em julho deste ano, um volume recorde de pessoas empregadas: 93,6 milhões.

    É o maior número da série histórica iniciada em 2012 e representa aumentos de 1,3% na comparação com o trimestre encerrado em abril deste ano e de 2,4% na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2018.

    Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o crescimento foi puxado pelos empregados sem carteira assinada e pelos trabalhadores por conta própria.

    Os trabalhadores sem carteira assinada chegaram a 11,7 milhões em julho, também um recorde na série histórica.

    A alta chegou a 3,9% em relação a abril (mais 441 mil pessoas) e a 5,6% em relação a julho de 2018 (mais 619 mil pessoas).

    Os trabalhadores por conta própria somaram 24,2 milhões e também atingiram um contingente recorde, subindo nas duas comparações: 1,4% (mais 343 mil pessoas) ante abril e 5,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante julho de 2018.

    A taxa de desemprego recuou para 11,8% em julho deste ano, abaixo dos 12,5% de abril deste ano e aos 12,3% de julho do ano passado.

    A população fora da força de trabalho, ou seja, as pessoas que não estão nem trabalhando nem procurando emprego, chegou a 64,8 milhões em julho, estável em ambas comparações.

    A população subutilizada (ou seja, que está desempregada, que trabalha menos do que poderia, que não procurou emprego mas estava disponível para trabalhar ou que procurou emprego mas não estava disponível para a vaga) ficou em 28,1 milhões de pessoas em julho, estável em relação ao trimestre anterior e 2,6% superior a julho do ano passado.

    A taxa de subutilização da força de trabalho chegou a 24,6%, inferior aos 24,9% de abril e aos 24,4% de julho de 2018.

    O total de pessoas desalentadas (aquelas que desistiram de procurar emprego) chegou a 4,8 milhões, estável em ambas as comparações.

    Já o percentual de desalentados chegou a 4,4%, também estável.

    O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.286, uma queda de 1% ante o trimestre anterior e não teve variação significativa frente ao mesmo trimestre de 2018.

    Já a massa de rendimento real habitual (R$ 208,6 bilhões) ficou estável em relação ao trimestre anterior e cresceu 2,2% (mais R$ 4,5 bilhões) frente ao mesmo período de 2018.

  • 15jun

    AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

     

    Governo prepara bases para criar 500 mil empregos no Estado

     

    O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (13), no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), do lançamento do programa Mobilização pelo Emprego e Produtividade para Todos. - Curitiba, 13/11/2019 - Foto: Geraldo Bubniak/ANPr

     

    O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (13), no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), do lançamento do programa Mobilização pelo Emprego e Produtividade para Todos.

    A iniciativa é do Ministério da Economia, em parceria com os governos estaduais e o Sebrae.

    Ratinho Junior apresentou as principais iniciativas do Estado para alavancar a economia paranaense e afirmou que a expectativa é criar 500 mil novos empregos nos próximos quatro anos.

    Ele destacou, como base da retomada da economia, o bom ambiente político no Estado, os investimentos em infraestrutura e o apoio do Governo à tecnologia e inovação.

    “O Estado está motivado para fazer mais investimento e, automaticamente, gerar mais empregos, sempre apostando em um setor produtivo muito inovador”, afirmou o governador na solenidade, com a presença de Carlos Alexandre da Costa, secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia.

    O governador afirmou que essas premissas conduziram o Estado a se posicionar como o quarto lugar na geração de postos de trabalho no primeiro quadrimestre – com 37.876 novos empregos formais, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.

    Além disso, ressaltou Ratinho Junior, o Paraná foi o terceiro do País que mais gerou vagas nos pequenos negócios em abril, um dos principais focos do programa federal.

    Foram 8.464 novos empregos – apenas nos primeiros quatro meses deste ano, as empresas de micro e pequeno porte representaram 69% da geração de vagas (26.304 postos criados).

    NOVAS INICIATIVAS – O Governo do Estado desenvolve três novos programas para seguir na escalada da abertura de postos de trabalho.

    O Paraná mais Empregos quer levar oportunidades para as 50 cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

    Nesses municípios haverá subsídio de energia e juros com taxas mais baixas, via Fomento Paraná ou Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), para investimento, criando bolsões de emprego.

    Outro ponto mira o apoio ao empreendedorismo feminino, com linhas de crédito facilitadas por meio da Paraná Fomento para mulheres que querem iniciar ou ampliar atividades e negócios.

    A terceira iniciativa, o Banco do Agricultor Paranaense, consiste em uma linha de financiamento, também com recursos do BRDE e da Fomento Paraná, que apoie a inovação e sustentabilidade na agricultura e o desenvolvimento tecnológico em micro, pequenas e médias empresas inovadoras.

    Segundo o governador Ratinho Junior o governo também dará apoio ao desenvolvimento do setor turístico e para reforçar a atuação das cooperativas. “É o momento de unir esforços para que o Paraná possa continuar crescendo”, disse o governador.

    PROGRAMA FEDERAL – O Paraná é o terceiro Estado a receber o programa Mobilização pelo Emprego e Produtividade para Todos. O programa quer mapear os entraves que prejudicam o desenvolvimento da economia local e apresentar soluções em prol da competitividade.

    A proposta chegará a todas as unidades da Federação para traçar medidas – em conjunto com empresários, empreendedores, gestores públicos estaduais e municipais – para a retomada do crescimento econômico.

    Ratinho Junior reforçou a disposição do Paraná em atuar com o governo federal em prol da geração de empregos e reiterou a preocupação da administração estadual com a retomada do crescimento da economia do País e a consequente diminuição do desemprego no País.

    “O Poder Público tem que colaborar com o setor produtivo, buscando a modernização”, disse ele.

    O secretário especial, Carlos Alexandre da Costa, afirmou que o governador é um grande parceiro no projeto de simplificar a vida das empresas e melhorar o ambiente de negócios.

    “A verdade é que o empresário brasileiro é um herói, que ao longo dos anos sobrevive apesar de todos os problemas burocráticos”, acrescentou.

    PREVIDÊNCIA – O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, aproveitou a oportunidade para reforçar o apoio do setor produtivo à reforma da Previdência.

    Ele apresentou um documento que prega o “apoio incondicional para melhorar o ambiente de negócios, criando um ciclo virtuoso da economia”.

    APLICATIVO – Na solenidade, o Governo Federal lançou também o web aplicativo Mobiliza Brasil – canal pelo qual qualquer cidadão pode sugerir melhorias para o ambiente de negócios de sua localidade.

    A ferramenta já está disponível (mobilizabrasil.economia.gov.br) e permite reunir sugestões e organizar dados que servirão de subsídios para a elaboração de políticas públicas.

    Desde o dia 3 de maio, quando foi ao ar, o web aplicativo já recebeu mais de 10 mil participações. “É uma cruzada em busca de soluções para descomplicar o Brasil. O País está começando a destravar”, ressaltou o diretor do Sebrae nacional, Carlos Melles.

    PRESENÇAS – Participaram do lançamento o secretário nacional de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Serviços e Inovações, Caio Megale; o superintendente da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Bona; o secretário de Estado da Segurança Pública, Rômulo Marinho Soares; o diretor de Operações do BRDE, Wilson Bley Lipski; o diretor-Presidente da Agência Paraná de Desenvolvimento, Eduardo Bekin.

    Ainda, o presidente do sistema Ocepar e coordenador do G7, José Roberto Ricken; o diretor superintendente do Sebrae-PR, Vitor Roberto Tioqueta; o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Gláucio Geara; o presidente da Fetranspar, Sergio Malucelli, e os deputados estaduais Galo, Delegado Recalcatti, Soldado Adriano José e Subtenente Everton.

  • 03jun

    RENOVA MÍDIA

     

    Emprego com carteira volta a crescer após 16 trimestres de queda

     

    Depois de quatro anos seguidos de queda, o emprego no setor privado com carteira de trabalho assinada voltou a crescer no Brasil

     

    Emprego com carteira volta a crescer após 16 trimestres de queda

     

    O indicador cresceu 1,5% no trimestre encerrado em abril deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado.

    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram gerados 480 mil postos de trabalho formais no período, totalizando 33,1 milhões de trabalhadores nessa situação.

    Apesar da alta dos empregos com carteira de trabalho assinada, houve também uma alta nos empregos informais, isto é, aqueles sem carteira. 

    A alta foi 3,4%, ou seja, 368 mil pessoas a mais do que no trimestre encerrado em abril do ano passado. No total, 11,2 milhões de pessoas estavam nessa situação no trimestre encerrado em abril deste ano.

    Apesar das altas na comparação com abril do ano passado, os dois tipos de trabalho (formal e informal) mostraram estabilidade em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano.

  • 01jun

    EXAME.ABRIL

     

    Reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023

    • Segundo Ministério da Economia, renda per capta do brasileiro subirá R$ 5.772, caso novas regras para aposentadorias sejam aprovadas

     

     

    reforma da Previdência poderá criar 8 milhões de empregos até 2023.

    A estimativa consta de relatório divulgado nesta sexta-feira (22) pela Secretaria de Políticas Econômicas (SPE) do Ministério da Economia.

    Segundo a nota técnica, a renda per capta do brasileiro subirá R$ 5.772, caso as novas regras para aposentadorias e pensões sejam aprovadas.

    Para chegar a esses valores, o estudo comparou os efeitos da aprovação da reforma da Previdência sobre o crescimento da economia.

    Os cálculos mostram diferenças crescentes no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) nos cenários com e sem a aprovação das medidas.

    Caso as regras para a Previdência Social e dos servidores públicos não mudem, o país cresceria apenas 0,8% em 2019. N

    o segundo semestre de 2020, a economia voltaria a entrar em recessão, mas o país ainda fecharia o ano com expansão de 0,3%.

    Nos anos seguintes, o recuo seria maior: -0,5% em 2021, -1,1% em 2022 e -1,8% em 2023.

    Num cenário que considerou a aprovação da reforma da Previdência conforme enviada ao Congresso Nacional, o PIB cresceria 2,9% ao ano em 2019, 2020 e 2021.

    O ritmo de expansão se aceleraria para 3,3% ao ano em 2022 e 2023.

    Apenas em 2023, a diferença entre as estimativas de crescimento do PIB nos dois cenários se situaria em 5,1 pontos percentuais.

    O estudo trabalhou com um cenário intermediário, que considera a aprovação parcial da reforma da Previdência nas condições previstas pelas instituições financeiras.

    Nessa simulação, chamada de “consenso de mercado”, o PIB cresceria 2,5% em 2019, 2,4% em 2020 e 2,3% ao ano de 2021 a 2023.

    A renda per capita (por habitante) subiria em ritmo menor, com expansão de R$ 4.642 até 2023.

    A estimativa sobre a criação de empregos nesse cenário com aprovação parcial não foi divulgada.

    Ciclo virtuoso

    Segundo o relatório da SPE, o crescimento da economia após a aprovação da reforma da Previdência decorre de um ciclo virtuoso proporcionado pela diminuição dos gastos públicos e pela alocação de despesas obrigatórias, como a da Previdência Social, em outros ramos, como o investimento (obras públicas que melhoram a infraestrutura).

    Isso ocorre porque a redução dos gastos com a Previdência faz o governo se endividar menos, o que permite a redução dos juros e  acarreta expansão do PIB.

    A alta da produção, do investimento e do consumo estimula a criação de empregos. Esse processo melhora a arrecadação porque as pessoas pagam mais tributos sem que a legislação precise mudar.

    Com mais receitas, a situação das contas públicas melhora, permitindo o ressurgimento do superávit primário (economia do governo para pagar os juros da dívida pública) e a contenção do endividamento público.

    De acordo com o estudo, o Brasil sairá de um déficit primário de 1,6% do PIB em 2018 para um superávit de 1,1% em 2023 (com aprovação total da reforma) ou de 0,6% (com aprovação parcial).

    Com a manutenção das regras atuais da Previdência, o país encerraria 2023 com déficit primário de 1% do PIB. A dívida bruta do governo geral, que fechou 2018 em 77,1% do PIB, cairia para 76,1% em 2023 com aprovação total, mas subiria para 80,5% no cenário de aprovação parcial e para 102,3% sem nenhuma reforma.

    A taxa Selic (juros básicos da economia), atualmente em 6,5% ao ano, cairia para 5,6% ao ano até 2023 com a aprovação total, mas subiria para 8% ao ano no cenário de aprovação parcial e para 18,5% ao ano caso a reforma não seja feita.

  • 19dez

    JOVEM PAN

     

    Governo deve baratear folha de pagamento para gerar empregos, diz futuro chefe da Receita

     

    Arquivo/Agência Brasil

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    Futuro secretário da  Receita Federal, Marcos Cintra disse nesta terça-feira (18), que está conduzindo um estudo que pretende baratear o custo da folha de pagamento de salários e tem como principal objetivo gerar mais empregos.

    O economista vai integrar a equipe do futuro ministro Paulo Guedes no governo de Jair Bolsonaro.

    “O custo da folha de salário hoje é onerado em 20% de contribuição patronal ao INSS e mais 6,5% aproximadamente do Sistema S”.

    “E é esse estudo que está sendo objeto agora de uma avaliação muito precisa, porque o principal objetivo é gerar empregos, fazer com que a folha de salário seja menos onerada”, afirmou, após reunião com a equipe de transição.

    No Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, Cintra afirmou que o estudo não envolve apenas reduzir a alíquota do Sistema S, mas envolve contribuição patronal ao INSS e “tudo aquilo que onere a folha de salários”.

    Esse sistema é o conjunto de entidades corporativas voltadas para treinamento profissional, assistência social e técnica, consultoria e pesquisa.

    “Não existe política mais regressiva, que cause mais desemprego do que você tributar o salário. E que acaba resultando em 13 milhões de desempregados, fora a economia informal”, declarou.

    Na segunda (17), Guedes afirmou que era preciso “meter a faca” no grupo que inclui Sesc, Senai, Sesi e Senac. A proposta envolve cortar até 50% dos repasses.

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