• 16out

    VEJA.COM

     

     

    Sobrinho de Lula admite contrato de US$ 2 mi com a Odebrecht

     

    Taiguara Rodrigues afirmou à CPI do BNDES que recebeu o montante ao longo de quatro anos por meio de contratos firmados com a empreiteira

     

     

     

    Audiência pública para tomada de depoimento do proprietário da empresa de engenharia Exergia Brasil, Taiguara Rodrigues dos Santos - 15/10/2015
    Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho do ex-presidente Lula(Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados)

     

    Considerado uma peça-chave para explicar o envolvimento do ex-presidente Lula com a empresa Odebrecht, alvo de investigação no esquema de corrupção na Petrobras, o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho do petista, afirmou à CPI do BNDES nesta quinta-feira que, ao longo de quatro anos, recebeu de 1,8 milhão a 2 milhões de dólares em contratos firmados com a empreiteira em Angola.

    Taiguara negou a influência do petista nas obras, mas não convenceu os deputados ao tentar esclarecer como conseguiu firmar parceria com a gigante nacional.

    Conforme reportagem de VEJA revelou, Taiguara ganhou contratos de obras após o ex-presidente Lula ter viajado, com dinheiro da Odebrecht, para negociar transações para a empreiteira.

    O empresário é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, amigo de Lula na juventude e irmão da primeira mulher do ex-presidente, já falecida. Foi na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola, que o sobrinho de Lula, como é conhecido no meio empresarial, firmou contrato milionário com a Odebrecht.

    O acerto entre as partes foi formalizado no mesmo ano em que a empreiteira conseguiu no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento para realizar esse projeto na África.

    O episódio levou o Ministério Público a abrir inquérito para investigar a suspeita de tráfico de influência de Lula em benefício da empreiteira. O petista prestou depoimento ao MP nesta quinta-feira para dar explicações sobre o caso.

    Aos deputados, Taiguara admitiu outros contratos com a Odebrecht, um de 280.000 dólares – não deu detalhes do serviço prestado -, e outro de 750.000 dólares, para a reforma de uma casa de alto padrão em Angola.

    Questionado pelos membros da CPI, Taiguara negou as evidências e disse que o ex-presidente teve “influência zero” nos negócios. Para ele, a relação que mantém com o ex-presidente e o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, “não interfere em nada, nem positivamente nem negativamente”.

    O empresário, por outro lado, não conseguiu comprovar as credenciais que lhe aproximariam dos contratos milionários com a Odebrecht, a maior empreiteira da América Latina. Ao detalhar o currículo, Taiguara afirmou ser vendedor desde os 14 anos e negou ter formação acadêmica.

    “Com o passar dos anos, foram aparecendo oportunidades, como a que me fez chegar aqui, a de trabalhar em Angola”.

    “O senhor tinha uma relação de parentesco com o Lula. Esse era o seu capital. É isso que lhe abriu portas”, rebateu o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA).

    “Que razões o senhor acha que levaria uma gigante como a Odebrecht a contratar a sua empresa, que ocupava uma parte de um prédio de Santos com cinco funcionários, jamais teria realizado uma obra em São Paulo para trabalhar numa obra de ampliação de hidrelétrica em Angola? Me dê essa receita para que todos nós possamos saber como se consegue um negócio desses”, continuou o parlamentar. Não houve resposta convincente.

    O empresário também confirmou uma mudança nos seus padrões de vida: de um morador de um apartamento de um quarto, ele passou a viver em um duplex de 255 metros quadrados em Santos e a andar de Land Rover.

    Taiguara, no entanto, tentou novamente desvincular a influência de Lula na sua ascensão social.

    Agora, ele narra estar passando por momentos difíceis: “Nesse período em que eu estava em um quarto e sala eu estava bem melhor. De meados de 2014 para cá, com essa queda brusca do petróleo, Angola não tem trabalho. Nossa empresa está há muito tempo sem contrato”.

    O empresário tentou escapar do depoimento à CPI alegando dificuldades para pagar passagem e hospedagem.

    Segundo ele, sua defesa viajou a Brasília arcando os próprios gastos por uma “gentileza”.

  • 07out

    DIÁRIO DO PODER

     

    PRESIDENTE DA CPI DO CARF PEDE CONVOCAÇÃO DE LULA
    CPI DO CARF QUER CONVOCAR LULA E SEU FILHO SOBRE VENDA DE MP

     

     

    LULA E O FILHO LUIZ CLÁUDIO DA SILVA, QUE, NO GOVERNOCUJA EMPRESA RECEBEU PAGAMENTO MILIONÁRIO, NO NEGÓCIO DA VENDA DE MEDIDA PROVISÓRIA.

     

    O presidente da CPI do Senado que investiga esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), apresentou requerimentos para convocar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o filho do petista, o empresário Luís Claudio Lula da Silva e os ex-ministros Gilberto Carvalho e Erenice Guerra para falarem sobre as suspeitas de compra de uma Medida Provisória editada no governo do presidente Lula.

    Os pedidos foram apresentados após o Estado revelar o caso na semana passada.

    Os requerimentos apresentados na CPI são de convocação, o que significa que se forem aprovados na sessão desta quinta-feira, 8, todos serão obrigados a comparecer, ao contrário do que ocorreria se fossem convites.

    O senador Ataídes Oliveira disse ter concluído que há um “link muito forte” entre personagens investigados pela CPI e os que atuaram na suposta compra da MP.

    “O fato é gravíssimo, envolve os poderes Executivo e Legislativo. Pessoas investigadas pelo esquema de corrupção no Carf estão muito comprometidas com essa possível negociata”, disse.

    Segundo ele, a ampliação do objeto da CPI nesse caso está respaldada em decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    “Essa ampliação do objeto da CPI em função de fatos novos surgidos no curso da investigação é perfeitamente admissível e cabível, como se vê, por exemplo, do Inquérito nº 2.245, de que foi relator o Ministro Joaquim Barbosa, do MS 23.639, de que foi relator o Ministro Celso de Mello e do HC 71.039, de que foi relator o Ministro Paulo Brossard”, argumentou.

    O tucano afirmou que decidiu pedir a convocação do filho do ex-presidente Lula para que ele “explique o motivo de ter recebido dinheiro de uma consultoria envolvida no suposto esquema de compra da MP e já investigada na Zelotes”. 

    O Estado revelou que a Marcondes & Mautoni pagou R$ 2,4 milhões à LFT Marketing Esportivo, de Luís Claudio Lula da Silva. A consultoria, especializada no setor automotivo, e Luís Claudio disseram ao Estado que o valor se refere a projeto contratado na área de esporte.

    A Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam os pagamentos feitos pela consultoria Mautoni.

    Documentos mostram que o escritório também fez seis pagamentos a Paula Abreu Barcellos, mulher do pecuarista Jonas Barcellos, amigo do ex-presidente Lula, no valor de R$ 5,9 milhões, entre dezembro de 2011 e maio 2012.

    O escritório afirmou que comprou um imóvel de Paula Abreu e que “a escritura está de posse da Polícia Federal, que poderá confirmar a veracidade da informação”. Paula não foi localizada. Reportagem da revista Época revelou que o marido dela foi um dos empresários que cedeu seu avião para viagens de trabalho do ex-presidente Lula.

    O primeiro a defender que a CPI investigue o suposto esquema de compra da MP foi o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que chegou a interpelar o lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, sobre o assunto na última reunião do colegiado. Segundo documentos aos quais o Estado teve acesso, APS teria atuado para viabilizar a MP.

    Uma agenda dele descreve o passo a passo das discussões sobre a norma e reunião com Gilberto Carvalho. O ex-ministro nega o encontro.

    Na Câmara, o PPS também apresentou requerimentos para ouvir os envolvidos, incluindo o ex-presidente Lula. O PSDB pediu para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, investigue o caso. (AE)

  • 10set

    PARANÁ PORTAL

     

    O deputado federal Fernando Francischini (Solidariedade) requereu na quarta-feira (9), a convocação do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, para prestar depoimento à CPI do BNDES, sobre suposto tráfico de influência para celebrações de contratos, assim como, extorsões junto a empresas e empresários brasileiros em troca de facilidades de financiamentos. (Julio Cesar Lima)

  • 03set

    TV UOL

    O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque chamou Augusto Mendonça, ex-executivo da Toyo Setal e delator do esquema do petrolão, de mentiroso durante acareação promovida nesta quarta-feira (2) pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras em Curitiba.

    Assista:-

     

  • 27ago

    FOLHA.COM

     

    A CPI da Petrobras aprovou nesta quinta-feira (27) a convocação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para ser ouvido na próxima segunda-feira (31) em Curitiba.

    A convocação do ex-ministro foi aprovada em bloco com outros requerimentos e não teve a resistência do PT.

    A Folha apurou que, como Dirceu estava preso, os deputados do partido consideraram que não teriam como evitar seu depoimento.

    Dirceu foi preso pela Polícia Federal no início deste mês, em mais uma etapa da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina da Petrobras por meio de consultorias prestadas a empreiteiras investigadas.

    O ex-ministro nega a acusação e diz que os serviços foram efetivamente prestados.

    Também foi aprovada a convocação de Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura, também preso na Operação Pixuleco 2, apontado pelas investigações como lobista suspeito de representar Dirceu na Petrobras.

    Isso porque a CPI está indo a Curitiba na próxima semana ouvir os presos na Operação Lava Jato.

    Isso inclui os representantes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, cujas convocações já haviam sido aprovadas.

    A CPI também aprovou a convocação do ex-diretor da Petrobras, Jorge Zelada, do ex-gerente Celso Araripe, e de outros que trabalharam para a Odebrecht: Alexandrino Alencar, que é próximo do ex-presidente Lula, César Ramos Rocha e Márcio Faria.

    Também foi aprovado o depoimento de Elton Negrão de Azevedo, da Andrade Gutierrez.

    Parlamentares discutiram a convocação dos presos na Operação Lava Jato ligados ao setor elétrico, como o almirante Othon Pinheiro, mas o presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), considerou que fugiam ao escopo da CPI, por ser focada na Petrobras.

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