• 01out

    O ANTAGONISTA

     

    Um exemplo de como a recusa de Lula fere a lei e a lógica jurídica

     

    O absurdo da recusa de Lula em ir ao para o regime semiaberto, como se a decisão coubesse a ele e não à progressão prevista no Código Penal, foi exemplificado por um alto magistrado:

    “O Estado só pode impor a pena adequada. O juízo de adequação da pena vem da lei e do julgamento. Você não pode bater na porta da prisão e decretar o fim da de sua liberdade.”

    A recusa de Lula fere a lei e a lógica jurídica.

     

  • 09ago

    FOLHA DE LONDRINA

     

    Paulo Briguet

    Paulo Briguet

     

    Velho documento mostra pedido de desculpas ao filho de um militante de organização criminosa

     

     

    Prezado Senhor,

    Venho aqui publicamente pedir desculpas por ter ofendido a memória do seu pai. O fato de ter um alto cargo não me dá o direito de lançar dúvidas sobre as circunstâncias em que seu progenitor faleceu.

    Sim, seu pai era membro ativo da famigerada SA, a organização nazista que cometeu tantos crimes de sangue. Mas é necessário reconhecer que esse pormenor nada vale diante da dor de um filho que não conheceu seu pai.

    Poder-se-ia conjecturar sobre como seria o seu pai, caso não tivesse sido morto na época da ditadura. Quem sabe, ao sair da prisão, ele reconhecesse todos os erros e crimes cometidos pela sua organização criminosa, tornando-se um bom homem, trabalhador e devotado à família.

    Mas tudo isso pertence ao terreno das possibilidades. Nunca saberemos quem era o seu pai, no fundo da alma. O senhor tem, portanto, o benefício da dúvida; algo que eu jamais deveria contestar.

    É sabido que os membros da SA foram expurgados pelos companheiros nazistas, que o consideravam traidores de Hitler.

    O próprio Führer participou da execução do chefe da SA, Ernst Röhm, em 30 de junho de 1934. Outros 85 militantes morreram naquele expurgo. Ao dizer que seu pai estava entre eles, eu posso ter cometido um equívoco.

    O senhor sustenta, com base em relatos de testemunhas, que ele teria sido assassinado pelas tropas inimigas da nação. De qualquer modo, essa não é uma questão de natureza ética, mas informativa.

    Trata-se apenas de saber se ele foi morto pelos companheiros ou pelos inimigos. A dor do filho sem o pai é a mesma.

    Quando seu pai ingressou na SA, certamente já conhecia o caráter da organização, e estava informado sobre os crimes cometidos por seus membros, que vitimaram pessoas inocentes.

    Foi uma decisão pessoal. Não digo que ele tenha cometido assassinatos, mas participava de uma organização que não apenas os cometia como também os recomendava.

    Depois do adulto, o senhor — também por livre opção — filiou-se a uma organização partidária de cunho criminoso, responsável por inúmeros roubos, desmandos e vidas ceifadas.

    Essa organização levou nosso país à ruína, e tornou necessário o esforço sobre-humano de reconstruí-lo, no qual a maioria dos cidadãos se vê agora empenhada.

    O senhor, no entanto, tem feito esforços no sentido contrário: quer impedir as reformas decisivas para o nosso futuro. Persegue e calunia todos aqueles que tentam encontrar um novo rumo para a nação.

    Chegou ao ponto de chamar um dos homens mais respeitados do país de “chefe de quadrilha” e não mede consequências para retirar da cadeia o homem que realmente merece tal denominação.

    Filho de um nazista, o senhor quer ver no poder uma organização criminosa de caráter muito semelhante ao da velha SA.

    Entende-se por que o senhor se apega às tragédias do passado, como a morte de seu pai: é uma tentativa desesperada de ocultar as suas farsas do presente.

    De qualquer modo, peço perdão se confundi os tempos.

    Atenciosamente,

    Um Cidadão.

  • 16jul

    JORNAL DA CIDADE ONLINE

    Âncora da Band, não ouve a própria mãe, e ‘espuma’ ódio no Twitter contra Bolsonaro 

     

     

    O jornalista Fábio Pannunzio faz uma oposição cega, irresponsável e desrespeitosa ao governo e a presidente da República.

    O sujeito literalmente ‘espuma’ um inexplicável ódio e faz acusações carreadas de insanidade.

    Veja abaixo suas últimas postagens no Twitter:

     

     

     

    Sem dúvida um verdadeiro horror!

    Por oportuno, vale observar sua estreita ligação com o boquirroto Guilherme Boulos. É quase um fã!

    Veja o vídeo:

     

     

    Porém, caso Fábio Pannunzio tivesse a preocupação de ouvir a própria mãe, certamente teria opinião e posicionamento extremamente diferente, possivelmente sem rancor, sem amargura e com um pouco mais de inteligência.

    Basta ver a carta aberta elaborada por dona Martha Azevedo Pannunzio, a mãe do jornalista.

    Eis a íntegra:

     

    JAIR MESSIAS BOLSONARO,

    Saudações cordiais na manhã deste domingo lindo!

    Tomo a liberdade de escrever esta mensagem ao cidadão comum, meu compatriota, enquanto posso lhe falar sem as excelências que a presidência da República vai impor.

    Primeiro declaro que meu candidato era outro. Daqui do meu canto eu não vislumbrei sua candidatura. Na verdade pouco me interessei pelos programas desta campanha presidencial.

    Um país que permite a existência de mais de trinta partidos políticos não merece respeito.

    À medida que a campanha tomava corpo, que os candidatos começaram a vociferar, me chamou a atenção o discurso igual e feroz dos mais antigos, dos “velhos de guerra”. Todos contra um.

    O churrasquinho da vez era Bolsonaro. E quem era esse tal de Bolsonaro tão inconveniente, tão perigoso, tão perverso, tão careta, tão desastrado nas suas aparições?

    Por que todos desperdiçavam todo seu tempo de propaganda atacando o concorrente lanterninha? Eu queria conhecer o plano de governo de cada um, mas cada um só queria malhar o Judas. O que eles temiam?

    Será que aquela gente burra não percebia que o bombardeio cerrado fortalecia sua candidatura? Que eles estavam dando tiro no próprio pé?

    Curiosa, lúcida, politizada, anotei seu nome e número no meu caderninho. Jair Messias Bolsonaro n° 17

    O que me fez assumir sua candidatura foi a facada. Aquela tentativa de homicídio feriu seu corpo e bateu fundo em mim, ferindo meus brios de cidadã libertária.

    Os mandantes do crime pretendiam o quê? Os mandantes do crime temiam o quê? Ah, não teve mandante deste crime , não?

    Você acha que um paspalhão debilóide como aquele, teria a ideia, a iniciativa, a ousadia de praticar aquele tresloucado ato no meio da multidão, se não tivesse de antemão a garantia dos quatro advogados de defesa?

    Conta outra, Zé! Aquela facada deixou claro que nosso país estava à beira de um colapso.

    Infelizmente o voto útil se impunha. Foi então que eu mudei meu voto.

    Você não me deve nada, Jair Messias. Não me prometeu nada. Nem voto me pediu. Assim mesmo eu me dediquei a sua campanha com o melhor das minhas palavras, intensamente.

    Agora, eleito, peço licença para lhe apresentar minha pauta de sugestões.

    1 – Abra a caixa-preta da Loteria Federal, do BNDES, das estatais, dos Fundos de Pensão, das autarquias, do legislativo, executivo e judiciário em todas as instâncias, dos acordos “caridosos” firmados com os “amigos do peito” dos governos petistas aqui e no exterior;

    2 – Garanta a escola sem ideologia e sem religião, por favor;

    3 – Priorize a ferrovia e a hidrovia;

    4 – Humanize o tempo de carceragem, responsabilizando o apenado pela sua despesa. 700.000 presidiários são uma mão de obra irrecusável para modernização do escoamento de nossas riquezas. O exército pode cuidar disto com competência.

    5 – Recolha e cancele os cartões corporativos;

    6 – Reduza as comitivas oficiais dentro e fora do Brasil. Para reforçar seu compromisso com a transparência e a responsabilidade fiscal, faça uma visitinha à Croácia, onde uma linda presidente surpreendeu a humanidade na Copa do Mundo, na Rússia.

    Vou abrir um parêntese aqui para elogiar a simplicidade do café com bolo servido na sua garagem para o representante de Trump.

    50 milhões de brasileiros adultos se orgulharam de você, sabia, Jair? E 40 milhões morreram de inveja.

    7 – Reduza pontos facultativos, feriados, feriados emendados, lutos oficiais prolongados, dias santos…

    Com todo respeito pela religiosidade das pessoas, mas esta vagabundagem acaba prejudicando a indústria, o comércio, o agronegócio, o País como um todo.

    Alguém vai chiar, mas não se preocupe. A chiadeira faz parte do argumento dos folgados;

    8 – Diga NÃO com brandura e firmeza. NÃO é uma palavra poderosa. Pequena. E não dói;

    9 – Não dê milho a bode.

    Não responda perguntas cretinas.

    Eu sonho com um país próspero. Produtivo. Calmo. Com um presidente justo, austero e firme.

    Seja este mandatário. Seus eleitores votaram de graça, felizes. Eu nunca havia visto uma eleição assim, e olhe que eu tenho 80 anos!

    Desculpe se a conversa é comprida. Eu tinha que lhe falar estas coisas.

    Paro por aqui e prometo voltar a sua presença se for preciso.

    Lembre-se: enquanto a caravana passa, os cães ladram. Haverá ladrido de cães.

    Não se intimide. Nós estaremos por perto.

    Cuide-se.

    Que a solenidade de posse seja um cartão-postal para o mundo.

    A certeza de um novo Brasil.

    Feliz mandato!

    Que os anjos digam AMÉM ao seu governo, “SE FOR PARA O BEM DE TODOS E FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO!”

    Atenciosamente,

    Martha Azevedo Pannunzio

    Uberlândia (MG)

  • 05jul

    NOTÍCIAS R7

     

    Em carta, Léo Pinheiro diz que não sofreu coação para delatar Lula

     

    Ex-executivo da OAS foi uma das principais testemunhas no processo que levou à prisão do ex-presidente no caso do triplex do Guarujá (SP)

     

    Pinheiro está preso desde 2016

    Pinheiro está preso desde 2016/Agência Câmara – 26.5.2015

     

    ex-executivo da OAS, Léo Pinheiro, reafirmou as acusações que fez contra o ex-presidente Luiz Inácio da Silva e disse que não foi coagido a mudar suas declarações para conseguir um acordo de delação premiada com a Lava Jato.

    As declarações foram feitas em carta enviada ao jornal Folha de S.Paulo, divulgada nesta quinta-feira (4). 

    Esta é a primeira vez que Pinheiro fala à imprensa desde que foi preso, em 2016. Pinheiro foi uma das principais testemunhas do processo do triplex do Guarujá (SP), que levou à prisão do ex-presidente.

    Segundo o ex-executivo, suas declarações foram endossadas por provas. 

    “Afirmo categoricamente que nunca mudei ou criei versão, e nunca fui ameaçado ou pressionado pela Polícia Federal ou Ministério Público Federal”, diz.

    Pinheiro diz que conseguiu o acordo de delação antes de ser preso, dizendo que não sofreu pressão das autoridades.

    Para ele, delatar Lula foi uma “forma de passar a limpo erros”. O ex-executivo disse ainda que seu compromisso com a verdade é “irrestrito e total”. 

    “Não sou mentiroso nem vítima de coação alguma”, afirma. “A credibilidade do meu relato deve ser avaliada no contexto de testemunhos e documentos.”

    Apartamento era de Lula

    Na carta, o ex-executivo nega a mudança de versões: “A primeira vez que fui ouvido por uma autoridade sobre o caso denominado como tríplex foi no dia 20 de abril de 2017, perante o juiz federal Sergio Moro”.

    Na mensagem enviada em papel ao jornal, Léo Pinheiro assegurou que “o apartamento nunca tinha sido colocado à venda porque o ex-presidente Lula era seu real proprietário”, relembrando o que afirmou a Moro no depoimento.

    Em seguida, reforçou que as benfeitorias no imóvel seguiram as ordens de Lula e familiares. “Preciso dizer que as reformas não foram um presente”, disse.

    Léo Pinheiro ainda repetiu as acusações que fez ao ex-presidente nos processos judiciais, detalhou as idas ao tríplex e ao sítio junto com Lula e garantiu que os depoimentos dados ao Poder Judiciário foram feitos “de maneira espontânea e voluntária, sem qualquer benefício prévio pactuado, onde, inclusive, abri mão de meu direito constitucional ao silêncio”.

    Vazamento de mensagens 

    Em algumas mensagens, procuradores se mostraram desconfiados a respeito do empreiteiro.

    Segundo a Folha, as mensagens indicam que Léo Pinheiro só passou a ser considerado merecedor de crédito após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento de Guarujá que a empresa afirmou ter reformado para o líder petista.

    Pinheiro teria mudado sua versão de depoimento duas vezes até que, em 2017, afirmou que o triplex seria de Lula. O ex-executivo disse que as obras no apartamento e no sítio de Atibaia eram financiadas pela OAS e descontada de propina ao PT. 

    Defesa de Lula

    Em nota, a defesa do ex-presidente Lula, afirma que carta encaminhada por Léo Pinheiro ao jornal Folha de S. Paulo, no dia 4 de julho, é incompatível com os diálogos de procuradores da Lava Jato divulgados pelo próprio jornal e pelo “The Intercept” e em momento algum abala o que sempre foi demonstrado pela defesa do ex-presidente.

    A defesa reafirma que na prisão, Pinheiro fabricou uma versão para incriminar Lula em troca de benefícios negociados com procuradores.

    “A pressão sobre Léo Pinheiro para incriminar Lula, tal como revelado pelos citados diálogos, é compatível com os acontecimentos da época”.

  • 28jun

    BEM PARANÁ

     

    Em carta, Petraglia defende Diniz e critica torcedores, imprensa e dirigentes

     

     

    Em carta, Petraglia defende Diniz e critica torcedores, imprensa e dirigentes

    Petraglia: mais um texto polêmico (Foto: Geraldo Bubniak)

     

    O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético Paranaense, Mario Celso Petraglia, divulgou uma carta no site oficial do clube avisando que vai se afastar do departamento de futebol.

    No texto, ele defende o trabalho de Fernando Diniz, demitido no último domingo (dia 24) à noite. Para Petraglia, o treinador acabou demitido por pressão de parte da torcida, de sócios, de conselheiros e da diretoria do clube. 

    “A pressão veio de todos os lados, todos com os últimos resultados debaixo do braço como a cristalina verdade que anunciava o fracasso do projeto.

    Análises da parte, não do todo, baseadas em medo, temor e vaidade, que vieram de torcedores, sócios, conselheiros e até de parte da diretoria administrativa, que numa reunião interna à revelia resolveu, por unanimidade, que seria a hora de mudar o planejamento inovador e partir para as velhas fórmulas e saídas conservadoras, com menores riscos”, afirmou Petraglia.

    O texto também critica parte da imprensa. “O clima negativo tomou conta do cenário, a pressão tomou proporções insuportáveis, o desafio se tornou gigantesco e nenhum de nós estava disposto a enfrentar essa guerra passional e fomentada por uma mídia sem visão de futuro que não tem capacidade de ver muito além do último jogo”, escreveu o dirigente.

    Veja o texto de Petraglia, na íntegra:

    “CONSERVADORES”

    É fora do comum que em um terreno de extremo conservadorismo como é o futebol, o Atlético Paranaense tenha conseguido inovar tanto. Se tivéssemos tido medo de dar a cara à tapa lá no início, há 23 anos atrás, talvez ainda estivéssemos paralisados, presos à rivalidades locais que hoje são tão pouco significativas que não precisamos mais do que um time de aspirantes para prevalecer.

    Não houve nesse tempo todo uma só tentativa de trazer a modernidade que não tenha enfrentado fervorosa oposição, interna e externa.

    Mas conseguimos, fomos provando pouco a pouco que a inovação é o único caminho que temos para seguir, a única forma de fazer a diferença. Para se avançar tanto e em um tempo histórico tão pequeno, a desconfiança é o preço.
     
    Vendo o que conseguimos, valeu a pena pagar para ver. O que temos hoje é a melhor infraestrutura para treinamento, para formação, o melhor e mais barato estádio do Brasil e um clube que deixou de ser a terceira força de um estado nulo representativamente para figurar hoje em 9º lugar no ranking de clubes nacionais, mesmo sendo apenas o 13º quando falamos de faturamento.

    Os oito clubes à frente de nós faturam três, quatro, cinco vezes mais.
     
    É quase impossível subverter o status quo, a não ser surpreendendo. Sem orçamento que nos permita contratar os melhores jogadores e treinadores, temos que criar algo novo.

    Pois está claro que as condições são desiguais e que a ordem do futebol tende a perpetuar o que está estabelecido desde o século passado.

    A vinda do Fernando Diniz foi uma tentativa de fazer o diferente, de buscar um modo de atuar que fosse novo e próprio.

    Que nos fizesse depender menos dos mais caros profissionais do mercado e que colocasse a criatividade à serviço dos resultados. Assim poderíamos diminuir e ajustar essa lacuna.
     
    Depois de inovar tanto na estrutura, inovar também na bola. Mas foi aí que enfrentamos as piores barreiras para pôr em prática esta iniciativa: o fanatismo e a paixão que cega até os atleticanos mais racionais.

    A pressão veio de todos os lados, todos com os últimos resultados debaixo do braço como a cristalina verdade que anunciava o fracasso do projeto.

    Análises da parte, não do todo, baseadas em medo, temor e vaidade, que vieram de torcedores, sócios, conselheiros e até de parte da diretoria administrativa, que numa reunião interna à revelia resolveu, por unanimidade, que seria a hora de mudar o planejamento inovador e partir para as velhas fórmulas e saídas conservadoras, com menores riscos.
     
    Após conversa pessoal com o Fernando Diniz, em comum acordo, decidimos que seria o momento de descontinuarmos o planejado.

    O clima negativo tomou conta do cenário, a pressão tomou proporções insuportáveis, o desafio se tornou gigantesco e nenhum de nós estava disposto a enfrentar essa guerra passional e fomentada por uma mídia sem visão de futuro que não tem capacidade de ver muito além do último jogo.
     
    O medo da mudança, o medo da vergonha, o medo do que os adversários vão falar, medo do que a mídia vai dizer, medo dos comentários em grupos fechados de whatsapp, medo, medo, medo.

    Não há nada que se possa fazer quando o medo domina a maioria, estabelece suas “verdades”, absorve até os cérebros que pensávamos ser imunes à auto depreciação.

    No futebol, vence o de sempre. Com pesar, abandonamos este projeto de criar um jeito próprio de jogar, que não foi implantado sem base científica, estudos e respaldo técnico.

    Não era a hora de declinar desta proposta. Sabemos que iniciativas como esta levam um pouco mais de tempo para darem o retorno que esperamos. Há a necessidade da compreensão de várias partes envolvidas.
     
    Se poderia dar certo? Não tenho dúvida que sim. Vimos este time, com esta mesma proposta, chegar a ter momentos brilhantes no início.

    Jogos que fomos muito bem, que nos fez ser tema de debates e que despertaram a curiosidade pelo simples fato de termos surpreendido a todos.

    Quem garante que com ajustes não poderíamos manter o planejado? Se chegamos a jogar tão bem por que não poderíamos corrigir e voltar à rota?
     
    Mas tudo isso não foi em vão. Plantamos a semente, apresentamos um caminho e preparamos o terreno para a mudança que em breve vai varrer o “de sempre” do mapa.

    Como o meteoro para os dinossauros. O perfil dos novos torcedores mudou, o modelo de torcidas organizadas como exércitos beligerantes também não tem mais lugar, e o formato dos campeonatos vai mudar radicalmente com o novo Mundial de Clubes, com 24 times.

    O futebol se tornou uma atração global, campeonatos locais já não têm o menor apelo. Temos dito isso desde a primeira vez que jogamos o campeonato estadual com um time alternativo, já ha alguns anos.

    Qual foi a reação? Conflito, oposição e falta de compreensão do que está por vir. Se não inovarmos, vamos ficar de fora dos grandes eventos, que hoje com a tecnologia se tornaram dominantes e em escala global.
     
    O trem bala está passando mais uma vez e não tivemos o apoio para subir à bordo.

    Espero que o Atlético Paranaense siga fazendo a transformação que esperamos também no futebol, se antecipando e sendo protagonista das mudanças.

    Temos que nos antecipar ao meteoro. Quem se negar a entender, vai virar fóssil.
     
    Estou saindo das quatro linhas, mas ninguém pode dizer que me faltou coragem para propor o novo.

    Meu sentimento no momento é de tristeza, mas minha consciência nunca esteve tão tranquila, ciente de que fiz o que pude antes que sejamos engolidos pela mudança.
     
    Espero, de coração, que o amor incondicional ao clube se torne maior do que a paixão cega e fanática. Assim, poderemos continuar evoluindo.
     
    “É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota” – Theodore Roosevelt.

   



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