• 04set

    CONEXÃO POLÍTICA / ARTIGO DE JULLIENE SALVIANO

     

    A questão da Amazônia e as forças ocultas em prol da sua internacionalização

     

    Desde Villegagnon, a França nunca desistiu de ter o seu pedaço do Brasil

     

    Luiz Claudio Marigo

     

    Desde pequena ouço falar que fora do Brasil, em muitos países, é ensinado nas salas de aula que a Amazônia é um território de todos, ou seja, internacionalizado. Se isso é, ou não, verdade, não posso dizer. Mas muito nos leva a crer que sim.

    A Amazônia representa 58,8% do território brasileiro e 67% da florestas tropicais do mundo.

    São 500 milhões de hectares; 1/3 das árvores do planeta Terra; 3,5 milhões de hectares de floresta virgem; 1/5 das águas doce do planeta; a maior bacia hidrográfica; o maior rio do mundo e ainda mais de 80.000 km de rios e mais de 1.500 espécies de peixes.

    São 17 milhões de hectares de reservas e parque nacionais, sendo a maior província mineral do mundo e obtendo 30% do estoque genético da Terra.

    A hiléia, que cobre a maior parte da região da Amazônia legal, corresponde a 31% da floresta tropicais do Planeta.

    Nela vivem cerca de 80 mil espécies vegetais e 30 milhões de espécies animais. Se fosse um país, ela seria o sexto maior do mundo.

    A nossa Amazônia, é, se não o território mais rico do planeta Terra, um dos mais ricos. Sua riqueza é tal que atrai a cobiça mundial, e faz tremer alguns governantes quando o Brasil ameaça desenvolver a região.

    Os hipócritas mundiais logo vem correndo impedir-nos sob pretexto de preservação ambiental. Mas a verdade é que há séculos que estrangeiros vem ao nosso país explorar e levar a nossa riqueza.

    Além disso, esses mesmos destruíram a Fauna e Flora de seus respectivos países e muitos ainda não chegaram a um consenso sobre a emissão de CO2, ou a poluição industrial.

    A região amazônica possui uma reserva de ouro suficiente para causar uma queda brusca no valor do mesmo. A exploração do estanho abalaria o mercado o qual a Inglaterra sempre dominou.

    Só a jazida do Pitinga, por exemplo, fez despencar o preço de U$$ 15 mil a tonelada para U$$ 3 mil. Além do ouro e do tungstênio, temos muitos outros minerais, como: diamante, estanho, cobre, chumbo, nióbio entre outros; e ainda muitas plantas que podem se utilizadas para fins medicinais.

    Certa vez o Presidente do Modecon, Barbosa Lima Sobrinho, afirmou durante a reunião do mesmo, que o nióbio existente na região da Amazônia “vale 6 vezes o valor da dívida brasileira”.

    Não é de hoje a preocupação francesa para com a preservação da nossa biodiversidade. Em 1991 o Presidente Francês, François Mitterrand, fez o mesmo movimento que Emmanuel Macron, no sentido da internacionalização da Amazônia, que hoje o faz sob o pretexto da preservação.

    Mitterrand chegou a propôr, o absurdo, de declarar a amazônia uma zona de interesse mundial e conferir ao Brasil “soberania restrita” sobre a região.

    Desde Villegagnon, a França nunca desistiu de ter o seu pedaço do Brasil – aqueles que prefeririam tal colonizadores. Hoje poderíamos ser um Suriname ou quem sabe uma Guiana.

    Em 16.08.91 o “Jornal de Brasília” publicou informação dada, durante depoimento na Câmara dos Deputados, pelo então Ministro de Relações Exteriores do Brasil, Francisco Rezek.

    Na ocasião, ele confirmou que o Itamaraty havia detectado alguns movimentos liderados pelos países desenvolvidos, no sentido da internacionalização da Amazônia.

    No mesmo ano, em 18 de dezembro, o “Diário Hora do Povo” publicou uma reportagem feita com o General Andrada Serpa, no qual o mesmo denunciava a “criação da nação Yanomami”.

    Segundo ele, os países ricos estavam se preparando para decretar a independência da área reconhecida pelo G7 (o mesmo G7 no qual Macron buscou apoio em 2019). 

    “O governo Collor acaba de definir uma área de 9,4 mi de hectares para 3.500 índios Ianomâmis. A área está situada exatamente em cima da maior província mineral do mundo, rica em: ouro, diamante, estanho, cobre, chumbo, nióbio e tungstênio”.

    A Venezuela fez o mesmo – o que praticamente anula a fronteira entre os dois países – criando um enclave de quase 18 mi de hectares – o equivalente a dois Portugais.

    Em 20.09.1991, o mesmo jornal publicou uma manchete que dizia: “Todo uma Santa Catarina para 3.400 Ianomâmis”.

    “Países ricos e Collor usam índios para desmembrar o Brasil”. “Área definida é casualmente a mais rica do planeta”.

    Outro Presidente que andou a demarcar terras indígenas em território amazônico foi Luís Inácio Lula da Silva, juntamente com a então ministra Marina Silva. Lembram da questão envolvendo a Raposa do Sol?

    Essa é uma das maiores terras indígenas do país, com 1.743.089 hectares e Mil quilômetros de perímetro, região que faz fronteira com a Venezuela.

    As terras indígena representam hoje 13% do território nacional – equivalente a 109,6 milhões de hectares.

    A comprovação do interesse estrangeiro na riqueza existente pode ser comprovado quando feita uma pesquisa sobre patentes na região.

    O laboratório Aché desenvolveu um anti-inflamatório a partir da erva baleeira, usada há muito tempo pelas comunidades caiçaras do litoral da mata atlântica.

    O açaí, a acerola e o cupuaçu foram patenteados pela Asahi Foods do Japão. O Brasil está tentando retomar a patente da marca açaí.

    A patente japonesa do cupuaçu foi cancelada pelo governo brasileiro. A andiroba e a Stevia, um adoçante concorrente do aspartame também são patenteados por uma empresa japonesa.

    Já a copaíba, que é usada como conservante de alimentos, cosméticos, anti-inflamatório e anticancerígeno ficou com Technico-Flor S/A na França e no Japão.

    O cunani, que é estimulante do sistema nervoso central – um neuromuscular capaz de reverter quadros de bloqueio do coração e que age como ativador neuromuscular, anestésico local, estabilizador da membrana cardíaca e como um agente para recuperação coronária ficou com a Conrad Gorinsky (Oxford/Inglaterra).

    O  Bibiri, conhecido como um antifebril que impede recidivas de doenças como a malária, sendo útil no tratamento de tumores e no combate ao vírus da Aids, foi patenteada pela BIOLINK (Canadá) e como anticoncepcional pela Conrad Gorinsky (Oxford/Inglaterra).

    O ayahuasca, usado pelos adeptos do “Santo Daime”, que serve de base para uma série de produtos farmacêuticos, havia sido patenteado pela MILLER LOREN S, USA. A patente foi cancelada. E as pesquisas avançam para utilizar o cipó no combate ao câncer.

    Até hoje foram derrubadas 2 milhões de árvores do pau-rosa oriundo da Amazônia legal, cujo o óleo é usado como fixador de aroma, matéria-prima do perfume Chanel nº 5 e corre risco de extinção.

    Foi patenteado pelos EUA, França, Alemanha e outros países europeus.

    Os produtores da rapadura, que é genuinamente brasileira e produzida desde os tempos do Brasil Império, precisam pagar royalties a empresa alemã Rapunzel, que patenteou marca “rapadura”, para poderem usar o nome do doce.

    A mandioca, que segundo Dilma Rousseff deveríamos saudar, teve uma substância que foi patenteada pelo laboratório canadense Biolink. Tal substância pode ser usada em delicadas cirurgias de coração.

    Em 40 anos de exploração, estima-se que foram extraídos 2,5 mi de árvores de mogno, avaliados em US$ 4 bi. 2/3 da madeira mais valiosa do País foram para EUA e Inglaterra – nem todos pelo caminho da legalidade.

    Nem o Pau-Brasil escapou. Sobraram poucos exemplares no Brasil para contar a história da árvore que dizem ter dado nome ao País (coisa que não acredito).

    O Pau-Brasil é conhecido por fornecer uma madeira resistente e nobre. Uma das patentes dessa madeira, pertence ao Canadá.

    Um fóssil raro de uma planta de 130 milhões de anos foi anunciado na Suécia como uma grande descoberta. Só esqueceram de revelar que ele foi levado ilegalmente da Chapada do Araripe, no Ceará.

    Finalmente chegamos a seringueira. Em 1876, o Sir Henry Alexander Wickham, passando-se por colecionador de orquídeas, roubou sementes e mudas e levou-as para o cultivo na Malásia.

    Em 1910, o local se tornou no seu maior produtor mundial, provocando a decadência e o fim do “Ciclo da Borracha” na Amazônia.

    O Brasil passou a importar borracha e Sir Henry, a serviço do governo inglês neste trabalho, foi condecorado como Cavaleiro do Rei.

    Desde de os anos 60, 12 mil amostras de sangue Yanomami estavam sendo estocados em Universidades americanas para pesquisas com DNA.

    Essa amostras foram parar em modernos laboratórios ou bancos de células norte-americanos. A posse desse sangue foi contestada pelas tribos envolvidas Suruí e os Yanomami.

    Os responsáveis pelo roubo do sangue Yanomami são os geneticistas James Neel e Napoleon Chagnon, que escreveu um best-seller em que os Ianomâmis são retratados como um povo feroz e dotado de uma espécie de gene da violência.

    O roubo virou uma batalha judicial e ativista, (nos últimos anos, companhias farmacêuticas, têm pedido patentes sobre genes humanos). Os mesmos geneticistas foram acusados de causar uma epidemia de sarampo na comunidade.

    Uma das finalidades (das 12 mil amostras de sangue) era o estudo das relações entre estrutura genética e doenças, assim como o povoamento do continente.

    Claro, também queriam estudar o tal gene da violência. Somente 4 décadas depois, em 2005, o 2.693 frascos de sangue foram repatriados.

    Desde frutas para a indústria alimentícia até sangue. O Brasil vem sendo roubado a luz do dia, há séculos, e muito disso vem sendo acobertado pelo governo (os anteriores) e pela mídia.

    Somente o desenvolvimento da região amazônica poderá ter um efeito satisfatório na frenagem de tais atos.

    Que aqueles brasileiros que tem apoiado as iniciativas estrangeiras repensem seu posicionamento.

  • 31ago

    JORNAL DA CIDADE ONLINE

     

    ARTIGO DE 

     

     

    A ida de Kim Kataguiri à Embaixada da França para “pedir desculpas” pelo “comportamento” do Presidente Bolsonaro, bem como a sua atuação na redação do destaque inserido no projeto da “lei das fake news”, que criou o crime de denunciação caluniosa eleitoral, me fez lembrar dessa foto dele (abaixo).

    A imagem flagrou o jovem Kim, já deputado federal, eleito pelo DEM-SP, sentado à mesa com Marcelo Freixo, do PSOL-RJ, confabulando sabe-se lá o que.

    Dizem alguns que o político tem que “ser amigo” de todo mundo; tem que construir relacionamentos e socializar; em português claro, tem que ser “vaselina”.

    Pois eu já penso diferente: um político tem que ser fiel a seus próprios princípios, e tem que ter extremo cuidado com a sua imagem e credibilidade. Um de seus maiores valores deve ser a coerência à própria ideologia (ou melhor, à própria inclinação política).

    Dito isso, lembro que existem 513 Deputados Federais e 81 Senadores no Brasil. Reúnem-se todos no prédio do Congresso Nacional, que funciona quase como uma “cidadela”, com uma população de diferentes regiões e culturas.

    Óbvio que o comportamento natural de qualquer ser humano, em uma situação dessa, seria aproximar-se dos que têm afinidade, nessa pequena “cidadela”: essa lenda de que “os opostos se atraem” é uma das maiores mentiras já inventadas. São os iguais que se atraem.

    Mas não é assim para Kim. Ele, que se diz um liberal de Direita, não vê qualquer problema em se sentar à mesa com Marcelo Freixo, um político de extrema-esquerda, para – repito – confabular sabe-se lá sobre o que, quando seu discurso político é diametralmente oposto ao que prega o outro parlamentar.

    Óbvio que a convivência pacífica, que manda que todos mantenham relações respeitosas e amistosas no ambiente de trabalho (vamos substituir por Câmara dos Deputados), é muito diferente do que uma reunião dessas, à mesa um do outro, para conversar intimamente sobre algo.

    Ninguém tem dúvida que um deputado federal como Eduardo Bolsonaro, Marcel Van Hattem ou Filipe Barros, jovens também como Kim (mas não tão jovens como ele), certamente cumprimentariam com um “bom-dia” ou “boa tarde” seus colegas parlamentares de extrema-esquerda, quando se cruzassem nos corredores do Congresso.

    Mas jamais sentariam à mesa deles para conversas ao pé do ouvido.

    Certamente, a coerência política passa longe desse rapaz Kim, que, a continuar assim, vai se transformar em um parlamentar de único mandato.

    Esse mesmo discurso vale também para Alexandre Frota (ex PSL-SP), flagrado em uma mesa dessa daí, igual a do Kim-Freixo, com o deputado esquerdista Tulio Gadelha (mais conhecido como ‘namorado da Fatima Bernardes’), do PDT-PE.

    Mas de Frota não se trata de incoerência: é que ele realmente não sabe o que o define, politicamente.

    No fundo, é a mais pura aplicação daquela velha frase da sabedoria popular: “quem anda com porcos, acaba chafurdando na lama”.

  • 26ago

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    ARTIGO DE GUILHERME L. CAMPOS

    Tentou se salvar com os seus às custas da soberania da casa dos outros, mas ninguém parece ter comprado.

    Se desse certo seu plano, teria conquistado um respiro político em seu país, manchado a imagem da direita mundial e quem sabe até ajudar a esquerda-green-new-deal em sua narrativa contra Trump.

    E de quebra, ainda emplacaria mais interferência do que já existe na Amazônia.

    Deu tudo errado.

    Até a Alemanha, da Merkel, aquela que treme mas não cai, deu com o chucrute na cara do francesinho e não apoiou seus planos.

    Reino Unido, Espanha, Israel, Estados Unidos (e contando), também deram um chega pra lá nesse plano napoleônico-do-século-21.

    Macron acabou por lembrar da posição em que Napoleão perdeu a guerra, se levantou e parou de fazer ceninha.

    O desfecho da investida do Franquistão (antiga França, terra da Catedral de Notre-Dame, arrasada por um incêndio em abril último) poderia ter sido catastrófica se outros países não parassem para pensar, mas pensaram e pararam o francesinho garnisé.

    Agora o mocinho já fala em “ajuda”, fala em “todos países amazônicos” e em “respeitar soberanias”.

    Abaixou e muito o tom de voz.

    A imprensa fez o que pôde = ajudando a abastecer a esquerda mundial com todo tipo de mentira possível.

    Ongueiros e a esquerda em geral piraram; snossa Secom soltou uns tuítes — pois é.

    Até parte da imprensa, enquanto isso, já começa a denunciar mentiras contra o Brasil — apontando os exageros, as fotos e vídeos falsos — lembrando que a África neste exato momento arde mais em chamas do que toda a região amazônica sem que ninguém ligue, sem que ninguém se dignifique em oferecer uma interferenciazinha, umas sançõeszinhas ou boicotinhos. 

    O acordo Mercosul-UE segue adiante, e no meio de toda guerra midiática contra o Brasil um novo acordo comercial fechado, com EFTA (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça), 9° maior bloco comercial do mundo, PIB de 1 trilhão de dólares.

    Outros dois acordos comerciais se avizinham: com o Canadá e com a Coréia do Sul.

    E nada mais nada menos que um terceiro e inédito acordo comercial com os EUA vem aí.

    Macron range os dentes.

    A Amazônia será preservada pelo Brasil.

    O ministério da Justiça já iniciou apuração para se certificar se alguém deu algum empurrão nos incêndios naturais e recorrentes para a época na região.

    Ou seja: girafas, baleias, ursos polares e schnauzers com chapeuzinho de festa serão salvos.

    Outra coisa que deverá se manter bem preservada no fim de tudo é a rejeição de 75% a 80% dos franceses a Emmanuel Macron.

    Brasil segue no baile e Macronzinho vai ter que sair à francesa.

  • 25jul

    GAZETA DO POVO/ALEXANDRE GARCIA

     

    Não se engane! Lula não foi absolvido no processo de Angola

     


    O ex-presidente Lula ainda é acusado por lavagem de dinheiro e tráfico de influência no processo que envolve um financiamento do BNDES.| Foto: Miguel Schincariol/ AFP

     

    Vocês lembram do tempo em que Sergio Moro era notícia o dia inteiro? Pois, na quarta-feira (24) quem foi notícia o dia inteiro foi o juiz Vallisney de Oliveira, o titular da 10ª Vara Federal de Brasília.

    Estavam falando das prisões temporárias dos hackers e sobre um processo no qual o ex-presidente Lula é réu.

    Vallisney retirou duas acusações no caso de Lula porque elas já estavam em outro processo. Nesse caso o ex-presidente seria julgado pelos mesmos crimes, que são: formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

    O juiz retirou sete dos 11 réus do processo. Dos quatro que ficaram estão lá: Marcelo Odebrecht, Luiz Inácio Lula da Silva, Taiguara dos Santos, sobrinho da primeira mulher de Lula, e um empregado de Taiguara chamado Emmanuel Ramos.

    O processo se refere a negociatas envolvendo o BNDES – a famosa caixa preta que a gente está esperando para ser aberta – em negócios da Odebrecht em Angola.

    Lula continua acusado de tráfico de influência e corrupção passiva nesse que é mais um dos tantos processos em que figura como réu. Ele já foi condenado em segunda instância em um e em primeira instância em outro.

    O segundo processo de Lula provavelmente já sairá sentença na segunda instância e se espera em breve uma sentença no terceiro processo de uma série de mais de meia dúzia de processos.

    Antecedentes criminais
    Esse mesmo juiz foi quem decretou a prisão temporária de quatro hackers, dos quatro tem uma mulher.

    O que se sabe é que a mulher é a única deles que não tem antecedentes criminais. Os três homens têm antecedentes de falsificação de documento, roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e estelionato.

    Walter Delgatti Neto, mais conhecido como “Vermelho”, confessou que invadiu os celulares de Moro, Deltan Dallagnol, procuradores, juízes, delegados federais e jornalistas. Ele tem condenações por estelionato, falsificação e roubo.

    Segundo a polícia, o grupo fez 5.616 ligações para acessar o aplicativo Telegram de autoridades, inclusive desembargadores. Agora estão buscando quem patrocinou essa gente.

    Sabem por quê? Porque o casal tem uma renda de R$ 5 mil por mês e em quatro meses movimentou R$ 627 mil. Alguém está pagando isso.

    Moro fez uma postagem dizendo: “esse é o tipo de gente que outros receberam informações dizendo que tinham fontes confiáveis para revelar as conversas de Moro e Dallagnol”.

    Glenn Greenwald disse que nunca revelou a fonte e portanto ele não reconhece esses quatro como fonte.

    Olhando o conjunto da obra a gente se pergunta como senadores, a câmara alta, a câmara dos gerontes, a câmara revisora, a câmara dos seniores caiu nessa e convocou o ministro Sergio Moro para um interrogatório de oito horas com base em dados fornecidos supostamente por uma quadrilha com antecedentes criminais e condenações.

  • 01jul

    BLOG DO JOSIAS /UOL

     

    Amorim cospe no prato em que já não pode comer

     

     

    Ex-chanceler do governo Lula, Celso Amorim ainda não leu o acordo celebrado entre o Mercosul e a União Europeia. Mas não gostou. 

    Acha que a aliança comercial chegou em má hora. “O momento é o pior possível em termos da capacidade negociadora do Mercosul, porque os dois principais negociadores, Brasil e Argentina, estão fragilizados política e economicamente”, disse ele à BBC.

    Curioso, muito curioso, curiosíssimo.

    Amorim comandou o Itamaraty durante os dois mandatos de Lula. Já teve a oportunidade de classificar o seu ex-chefe, momentaneamente preso em Curitiba, como o presidente mais extraordinário da história republicana.

    Mas o ex-chanceler não foi capaz de costurar o acordo com a União Europeia nesses oito anos em que imagina ter compartilhado de uma exuberância política e econômica propiciadas por Lula. E não foi por falta de tentativa.

    Em 2004, segundo ano de Lula no Planalto, Amorim desperdiçou parte do seu tempo à negociação de um acordo do Mercosul com a União Europeia. Deu em nada.

    Ele alega que, nessa época, o setor industrial considerou que o acerto não era vantajoso.

    Por quê? Os benefícios oferecidos para a área agrícola não eram suficientes para compensar as concessões feitas à turma da indústria. Como se agora a situação fosse diferente.

    Num ponto, a crítica de Amorim soa paradoxal. O ex-chanceler avalia que alguém fez papel de bobo. Mas parece ter dúvidas sobre quem levou a melhor.

    Num instante, o ex-ministro de Lula manifesta o temor de que os negociadores europeus tenham passado a perna nos sul-americanos.

    Acha que a União Europeia teve pressa em fechar o acordo “porque sabe que estamos em uma situação muito frágil. E quando se está em uma situação frágil, se negocia qualquer coisa.”

    Noutro ponto, Amorim avalia que a turma do Mercosul é que deu uma rasteira nos europeus. Para ele, não passa de conversa mole o compromisso assumido por países como o Brasil de respeitar cláusulas que preveem a proteção ambiental, as metas do Acordo de Paris e os direitos trabalhistas.

    “Qual é o valor disso? A gente não cumpre nem as normas da OIT. Me espanta que os europeus acreditem nisso. Se acreditaram e aceitaram, é porque estavam com muita pressa e com muita vontade.”

    Amorim realça que não é contra a ideia de um acordo do Mercosul com a União Europeia. Não, não, absolutamente.

    O que o preocupa são os pormenores diabólicos. “Recebo a notícia com um pé atrás porque o diabo mora nos detalhes, e a minha suspeita é que os detalhes não devem ser bons.”

    De fato, num acordo tão vasto como o que acaba de ser celebrado, decerto haverá detalhes passíveis de aperfeiçoamento.

    Não é por outra razão que a vigência da aliança comercial depende de acertos complementares e da aprovação dos legislativos dos países signatários.

    A coisa só deve engrenar daqui a uns dois anos. Entretanto, em meio às dúvidas, há na praça três certeza absolutas:

    1) O governo Lula não teve interesse genuíno em associar o Mercosul à União Europeia.

    2) Na gestão de Dilma Rousseff, o interesse foi ainda menor. A prioridade de madame era empurrar a Venezuela e seus interesses tóxicos para dentro do bloco sul-americano.

    3) Ao criticar o acordo impulsionado sob Michel Temer e assinado sob Jair Bolsonaro, Celso Amorim, ex-chanceler do governo Lula e ex-ministro da Defesa da gestão Dilma, apenas cospe num prato em que já não pode comer.

     

    ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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