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  • 23fev

    GAZETA DO POVO

     

    Qual é o tamanho do exército brasileiro

     

    O Brasil tem mais pessoas e mais armamentos do que qualquer outro do continente. Na comparação com a Venezuela, ganha em qualquer quesito. Mas o Brasil está ficando para trás porque não investe o suficiente em equipamentos modernos

     


    O Brasil é a 14ª força militar mais poderosa do planeta – e a mais bem colocada da América Latina Tomaz Silva/Agência Brasil

     

    Quando se fala em poderio militar da América Latina, os números são amplamente favoráveis ao Brasil.

    Para ficar na comparação com a Venezuela, cujas fronteiras vivem um momento de altíssima tensão, as forças armadas brasileiras contam com 16 vezes mais militares na ativa.

    O total de aviões militares é 2,5 vezes maior. O Brasil tem ainda 3,4 vezes mais lançadores de foguetes e 2,2 vezes mais embarcações militares. 

    De todos os países da região, apenas a Colômbia tem mais helicópteros militares — 273, contra 255.

    Só Cuba supera o total de veículos terrestres disponíveis, com 1.830 contra 1.707.

    Colômbia, com 234, e México, com 143, vencem em total de embarcações, com a Colômbia mantendo 11 submarinos, contra os cinco brasileiros.

    No mais, o Brasil suplanta todas as nações, em todos os demais quesitos.

    O total de aviões militares, por exemplo, supera a soma da capacidade militar aérea de Argentina, Chile, Paraguai e Peru, somados. 

    Boa posição 
    Não é nada comparável com o desempenho dos Estados Unidos, que têm 18 vezes mais aviões, 22 vezes mais veículos terrestres e 3,7 vezes mais embarcações militares.

    Mas os números reforçam o fato de que o Brasil é uma potência militar entre seus vizinhos. 

    Os dados são compilados pela GlobalFirepower, que desde 2006 analisa a situação do poderio militar de 136 países do mundo.

    No ranking global, listado a partir de um indicador produzido como resultado de uma combinação de fatores, que levam em conta quantidade de pessoal e quantidade e qualidade de armamentos, os Estados Unidos lideram, seguidos por Rússia, China, Índia e França.

    O Brasil está em 14º – é o mais bem colocado da América Latina. A Venezuela ocupa a 46ª posição.

    Na região, perde também para México, Argentina, Peru e Colômbia. 

    O país alcança esses números expressivos investindo um percentual menor de seu Produto Interno Bruto, na comparação com outros vizinhos.

    De acordo com o Stockholm International Peace Research Institute, uma instituição que compara países do ponto de vista do investimento com as forças armadas, o Brasil vem mantendo, desde 2003, gastos na casa do 1,5% do PIB – entre o fim dos anos 80 e ao longo da década de 90, esse total ficava em torno dos 2%. 

    Falta de atualização 
    Em 2017, o Brasil registrou gastos de 1,4% do PIB. O Chile, por exemplo, investiu 1,9%. A Argentina, 0,9%. A Colômbia, 3,1% e o Equador, 2,4%.

    Em consequência de sua grave crise econômica e política, a Venezuela vem reduzindo drasticamente seus investimentos, de 1,7% em 2013 para 0,5% em 2016 e em 2017. 

    Por outro lado, apesar da quantidade de pessoal e de armas e veículos inferior, a Venezuela vem contando com suporte do governo russo no sentido de melhorar a qualidade de seus armamentos.

    Atualmente, o país mantém um bom sistema de proteção aérea, com caças Sukhoi-30 e lançadores de mísseis de longo alcance. 

    Fornecidos para o governo venezuelano nos últimos anos, os tanques russos T-72, por exemplo, estão entre os mais avançados do continente.

    Bem armado, esse exército vem dando sustentação ao governo de Nicolás Maduro. 

    Segundo o Carnegie Endowment for International Peace, a situação da Venezuela vem facilitando a presença russa no continente.

    O estudo da organização cita uma fala do então chefe de gabinete americano John Kelly, durante audiência no Senado americano:

    “Periodicamente, desde 2008, a Rússia tem ampliado sua presença na América Latina através de propaganda, armamentos e equipamentos, acordos contra o tráfico de drogas e comércio. Sob o governo do presidente Putin, temos visto um claro retorno a táticas da Guerra Fria”.

    “Como parte de sua estratégia global, a Rússia está usando sua projeção de poder de forma a diminuir a liderança americana no hemisfério ocidental”. 

    Já as forças armadas brasileiras se preocupam com a defasagem.

    No relatório Cenários da Defesa 2039, produzido pelo Ministério da Defesa, aponta que o país está perdendo a corrida pela aquisição de drones, robôs marítimos e robôs de cargas, entre outros equipamentos já utilizados em cenários de guerra em diferentes pontos do globo. 

    “Do ponto de vista estritamente militar, a região amazônica é vulnerável; é esparsamente povoada e a fronteira de 9 mil quilômetros é mal definida e defendida”, aponta o relatório State and Soldier in Latin America, produzido pelo United States Institute of Peace.

    Lembrando que a fronteira de 2.200 quilômetros com a Venezuela está inteiramente dentro da Amazônia.

    Publicado por jagostinho @ 10:54



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