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  • 19fev

    CONEXÃO POLÍTICA

     

     

    Caso Bebianno não é crise do Governo, é compromisso com o eleitor

     

    Não existe um único eleitor de Jair Bolsonaro que tenha tomado a decisão de conceder seu voto ao então candidato à presidência da república considerando qualquer tipo de benefício na figura do senhor Gustavo Bebianno.

    O ex-presidente do PSL representou sim, durante a campanha eleitoral de 2018, apoio significativo, mas limitando-se à esfera da estruturação partidária, sem gozar de qualquer tipo de prestígio e reconhecimento com o eleitor comum, e isso só não é evidente para aqueles que desejam utilizar o caso do momento como pano de fundo para uma crise plantada.

    Não há muito o que dissertar sobre quaisquer qualidades de Bebianno à frente da Secretaria-Geral da Presidência, o período do ministro até sua exoneração, publicada hoje no Diário Oficial da União, foi muito curto para avaliarmos com profundidade quais vantagens seus serviços trariam ao governo em médio e longo prazo.

    Sobretudo, em que pese sua liderança dentro do partido que elegeu o presidente, Bebianno nunca figurou entre os principais nomes que formatavam a tropa de elite ministerial, nem antes e muito menos depois das eleições.

    Entretanto, o desgaste que culminou em sua demissão nos deixa a certeza de que velhas práticas do corporativismo político formam um lugar comum no portfólio de Bebianno.

    Diante da eclosão de denúncias envolvendo o PSL e repasse de R$ 400 mil do fundo partidário para suposta candidata laranja durante as eleições, Bebianno não hesitou em imediatamente tentar buscar a proteção presidencial para blindar-se de ter que conceder prontamente os devidos esclarecimentos públicos sobre a polêmica.

    Além disso, levar até o presidente queixumes e alaridos durante uma recuperação médica delicada, demonstra no mínimo uma falta de sensibilidade mesquinha, para não dizer outra coisa.

    Tendo isso posto, não é de se surpreender que Gustavo Bebianno tenha fabulado três ligações para Bolsonaro, e pior, tenha afirmado ter conversado com o presidente, explicitamente, sobre a suposta denúncia envolvendo o PSL e seu fundo partidário.

    Um ministro que não consegue ter o mínimo discernimento para lidar com uma notícia plantada por uma mídia categoricamente mal intencionada não teria estrutura para administrar os ataques deliberados que ainda virão ao longo do mandato.

    Apenas por isso, sua exoneração já é plenamente justificável, mas existe outro agravante que valida ainda mais essa decisão, e aí, trata-se de um compromisso com o eleitor.

    O presidente Jair Bolsonaro foi taxativo e incondicional durante a campanha eleitoral de 2018 ao afirmar que teria tolerância zero com integrantes da equipe de governo que por ventura sofressem acusações de corrupção de qualquer natureza.

    Grave seria se o presidente optasse por seguir o caminho oposto ao de fato adotado, concedendo à Bebianno uma proteção institucional consolidada no prestígio presidencial.

    Estamos tão pessimamente acostumados neste país, após 8 anos de social democracia fabianista de FHC e 14 anos de socialismo petista de Lula e Dilma, estes sempre protegendo seus condiscípulos e capatázios não importando o nível chocante de gravidade das denúncias de corrupção, que nos escandalizamos quando um presidente da república cumpre o que promete e despacha um ministro mediante situação que possa prejudicar os projetos e reformas do governo, ou seja, quando coloca os interesses do povo que o elegeu à frente dos interesses do partido.

    Não resta qualquer dúvida de que Bolsonaro errou ao nomear o ex-presidente do PSL para ministro de qualquer coisa, mas antes um erro corrigido agora do que um desastre no futuro.

    O presidente nos deve desculpas por ter viabilizado Gustavo Bebianno.

    Alain Ibrahim, 18 de Fevereiro de 2019.

    Publicado por jagostinho @ 09:22



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