Todos os governadores do Paraná no último meio século procuraram exercer influência na eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa – atitude sempre tomada como normal e coerente com os costumes da política e da relação entre os Poderes.

Nunca, porém, qualquer desses governadores do passado mostrou preferência e/ou agiu em favor da escolha do presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Pela primeira vez na história, a exceção está se dando agora: o governador Ratinho Jr. vem tentando cabalar votos para eleger o deputado Fernando Francischini (PSL) para a estratégica posição.

Em contatos individuais, Ratinho tem pedido voto em favor de Francischini visando a impedir a recondução do deputado Nelson Justus (DEM), que há oito anos mantém-se à frente da CCJ e, se depender da preferência dos parlamentares mais experientes da Casa, vai ser reeleito por mais dois anos.

O resultado espelhará o poder político do governador – para o bem ou para o mal.

O resultado das articulações será conhecido até sexta-feira (1.º), quando será eleita a nova Mesa e, ao mesmo tempo, constituídas por meio de acordos entre as bancadas as comissões temáticas.

O governador já vem amargando os efeitos da escolha do deputado suplente Hussein Bakri para líder do Governo, que assumirá um novo mandato graças à nomeação das secretários de Estado de dois deputados titulares (Guto Silva na Casa Civil e Marcio Nunes no Meio Ambiente).

Considerado despreparado para a função, Bakri vem se notabilizando nos últimos 30 dias por atritos pessoais com colegas – como aconteceu no agressivo bate-boca que manteve semana passada com o deputado Soldado Fruet (PROS) quanto à paternidade de uma obra pública em Foz do Iguaçu.