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  • 20dez

    SENSO INCOMUM

     

    Marco Aurélio Mello enfrentará pedido de impeachment nesta quinta

     

    Os deputados eleitos Bia Kicis (PRP-DF) e Filipe Barros (PSL-PR) entrarão com pedido de impeachment contra o ministro Marco Aurélio Mello nesta quinta-feira 

     

    Os deputados eleitos Bia Kicis (PRP-DF) e Filipe Barros (PSL-PR) irão protocolar nesta quinta-feira (20) um pedido de impeachment do ministro Marco Aurélio Mello no Senado.

    Os deputados observam que o ministro do STF pode ter agido de maneira “articulada” com o PT para tentar tirar Lula da cadeia.

    Os elementos para o impeachment de Marco Aurélio Mello são bastante significativos.

    O ministro respondeu a um pedido do PCdoB, partido que pretende instaurar um totalitarismo maoísta no Brasil e foi vice do PT em mais de uma eleição.

    O habeas corpus que a defesa deveria preparar após ter notícia de um pedido do PCdoB, supostamente distante da defesa, já estava pronto quarenta e oito minutos depois da decisão do ministro, o que levanta a leve suspeita de que a peça já estava pronta antes, e a defesa já sabia do resultado da decisão do ministro com antecipação.

    Por fim, a obviedade: a questão, que já é óbvia por si (está na Constituição), já foi discutida três vezes pelo plenário do STF.

    Se o STF já decidiu, confirmou e reconfirmou, por que Marco Aurélio Mello, monocraticamente, deveria decidir sobre o preso que mais determina a segurança do restante do país?

    Por fim, deve-se ainda atentar que a decisão de estro único do ministro foi feita a toque de caixa, na véspera do recesso judiciário – ou seja, se passasse, supostamente não haveria tempo para alguma resposta e Lula estaria nas ruas por pelo menos alguns dias antes de novas reuniões do Judiciário.

    Os deputados eleitos Bia Kicis e Filipe Barros mostram que a nova leva conservadora entrando no Congresso não estará para brincadeira. 

    E o impeachment de um ministro do STF, previsto na Constituição mas nunca antes tentado, pode começar a mostrar ao Supremo que ele não é um poder acima dos outros e que pode legislar e decidir sem nenhuma conseqüência pelo que faz.

    Publicado por jagostinho @ 12:23



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