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    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Polícia Federal faz buscas e considera Cesare Battisti foragido

     

    Imagem: Gabriela Bilo | Estadão

    A Superintendência da Polícia Federal em São Paulo considera foragido o italiano Cesare Battisti, que teve a prisão determinada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.

    Segundo a corporação, agentes fazem buscas para tentar encontrar o terrorista, que mora em Cananeia (SP), mas não está em casa.

    Mais cedo, a PF disse que “o procurado encontra-se em local incerto e não sabido”.

    Como há um mandado de prisão em aberto e ele não foi localizado nem se apresentou, passou a ser considerado foragido da Justiça.

    O advogado Igor Tamasauskas, que defende Battisti, disse nesta sexta-feira que não consegue contato com o cliente desde a noite da quinta, quando foi a decisão do STF foi divulgada.

    “Normalmente nestas situações a gente acorda com a prisão feita. Ele deve ter tomado alguma decisão.

    É uma decisão personalíssima que só cabe a ele mesmo tomar.

    Cesare sabe quais são as consequências de se entregar ou não se entregar. Aí é ele com a consciência dele”, disse o advogado.

    Segundo ele, a defesa vai apresentar um agravo ao plenário do STF para tentar reverter a decisão de Fux.

    O argumento deve ser a insegurança jurídica, pois “não se pode submeter um sujeito aos humores do chefe do Executivo de plantão”.

    As fugas têm sido uma constante na vida de Battisti desde que ele escapou da prisão de Frosinone, na Itália, em outubro de 1981.

    Ele foi condenado a prisão perpétua pelo assassinato de quatro pessoas quando integrava o grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), nos anos 1970.

    De seu país natal ele foi para a França, México e novamente França, onde passou quase 20 anos sob a proteção do regime François Mitterrand.

    Depois da chegada de Jacques Chirac ao poder, ele fez um périplo pela Espanha, Portugal, Ilha da madeira, Ilhas Canárias e Cabo Verde até chegar em Fortaleza.

    No Brasil, recebeu apoio no governo Luiz Inácio Lula da Silva que em seu último dia como presidente assinou um decreto proibindo a deportação do italiano.

    No ano passado, já durante o governo Michel Temer, foi preso na fronteira com a Bolívia e acusado de evasão de divisas.

    De acordo com relatos de vizinhos e amigos próximos, ele tem tentado demonstrar tranquilidade mas não consegue esconder a preocupação desde a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

    Pouco depois da eleição ele esteve em São Paulo para discutir sua situação.

    Uma das primeiras medidas do presidente eleito foi prometer ao governo italiano a extradição do italiano.

    Publicado por jagostinho @ 12:26



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