Boatos disparados por quem tem ligações de proximidade dizem que Pepe Richa estaria na Espanha, o que explicaria a dificuldade que oficiais de justiça estão encontrando para entregar a ele a decisão do juiz Fernando Fischer, da 13.ª Criminal de Curitiba, de torná-lo réu no âmbito da Operação Rádio Patrulha.

Em despacho que assinou no início de novembro, o juiz, após as várias tentativas frustradas de citar Pepe, disse suspeitar que ele estivesse se escondendo, já que não atendia ligações em nenhum dos telefones e/ou e-mails indicados por sua defesa e nem mesmo era encontrado no seu endereço residencial.

Irmão do ex-governador Beto Richa, José Richa Filho exerceu o cargo de secretário de Infraestrutura e Logística, uma das pastas que administravam o Programa Patrulhas do Campo.

O Ministério Público Estadual (Gaeco) constatou desvios de recursos neste programa e Fernando Fischer decretou a prisão temporária de 15 envolvidos.

Beto, Pepe, o primo-distante Luiz Abi Antoun, Ezequias Moreira, Deonilson Roldo, o amigo Jorge Atherino e outros chegaram a cumprir quatro dias de prisão, mas foram liberados por ordem do ministro Gilmar Dias no mesmo dia em que o juiz Fernando Fischer estava convertendo a prisão temporária em preventiva.

Os três últimos continuam presos na Polícia Federal, mas em razão de outra investigação, a Operação Integração II.

Luiz Abi aproveitou para viajar para o Líbano, de onde não pode voltar porque continua acometido de acessos de tosse.

Pepe Richa também não foi mais visto, suspeitando-se que também tenha deixado o Brasil.