Consequência dos aditivos generosos que o governo do ex-governador Beto Richa concedeu às concessionárias de rodovias do Paraná, as novas tarifas de pedágio que entrarão em vigor dia 1.º de dezembro vão subir à estratosfera.

Em quase todos os casos, os reajustes serão acima da inflação – em alguns, muito acima.

Os Termos Aditivos assinados incluíram obras e criaram “degraus tarifários”, aumentos que se somam aos índices inflacionários, o principal fator previsto nos contratos para a imposição dos reajustes anuais.

Todas as concessionárias vão aplicar a inflação, mas, além de dele, recompor a receita perdida pelos “eixos suspensos ” que os caminhoneiros ganharam durante a greve e, em alguns casos, ainda aplicar o degrau tarifário relativo às obras realizadas.

No caso da Viapar, a concessionária que administra o trecho de 400 quilômetros que sai de Apucarana e Arapongas (Norte do estado), passando por Maringá até chegar em Cascavel (Oeste), só para citar um exemplo, devem ser aplicados aumentos que incluem a inflação de 4,5%, um degrau tarifária de 12,5% e a perda de receita pelo eixo suspenso de cerca de 7% ou 8%, o que daria um aumento total superior a 25%, podendo chegar a 27%.

No caso da BR-277, administrada pela Ecovia no trecho Curitiba-Paranaguá, a perda de receita estaria estimada em 13% só considerando o “eixo suspenso”, já que os caminhões descem carregados e, normalmente, sobem vazios, com eixos suspensos.

A governadora Cida Borghetti concordará com estes aumentos ou deixará uma nova pendência judicial a ser resolvida pelo sucessor Ratinho Jr.?