Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 11set

    PARANÁ PORTAL/ ROGER PEREIRA

     

    Novas operações financeiras e atuação na campanha fizeram Moro decretar a prisão de Roldo

     

    Os fatos que embasaram a 53ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta terça-feira são basicamente os mesmos que já haviam motivado a denúncia, do Ministério Público Federal, já aceita pelo juiz federal Sérgio Moro, na semana passada.

    Entretanto a identificação de novas movimentações financeiras e o fato de o chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa (PSDB) estar, até hoje, trabalhando na campanha do tucano para o Senado motivaram o MPF a pedir a prisão.

    Em seu despacho autorizando a prisão, Sérgio Moro destaca que, o fato de Deonilson estar, mesmo que extraoficialmente, atuando na coordenação da campanha de Richa, faz necessária a prisão preventiva, uma vez que os crimes investigados terem relação com o recebimento de propina para a utilização em campanhas eleitorais, havendo, assim, na opinião de Moro, o risco de que os delitos podem seguir sendo praticados.

    “É certo que Deonilson Roldo não mais ocupa elevado cargo na estrutura do Governo do Estado do Paraná. Entretanto, permanece integrante do mesmo grupo político, com perspectivas de retorno a posição de poder e, por conseguinte, à prática de novos delitos associados à corrupção sistêmica”.

    “Como se não bastasse, há indícios do envolvimento atual de Deonilson Roldo em campanhas eleitorais”, frisou o magistrado, citando que Roldo atua de forma velada na campanha de Richa, como apurou a investigação do MPF.

    “Tendo os crimes em apuração sido praticados no contexto de campanha eleitoral, com obtenção, em cognição sumária, de vantagem indevida a pretexto de doação eleitoral, Deonilson Roldo tem, no presente momento, similares oportunidades para persistir na arrecadação de recursos ilícitos, no caso mediante promessas futuras, sem olvidar o risco, aqui também atinente a Jorge Theodosio Atherino, de utilizar recursos ilícitos guardados para despesas atuais de campanha”, concluiu o juiz para expedir o mandado de prisão preventiva de ambos.

    Moro destacou, ainda , já haver indícios de corrupção sistêmica no governo do Paraná, não se restringindo ao caso da obra da PR 323, alvo da Operação desta terça-feira.

    “Não se trata de um crime trivial, mas da utilização de sofisticado sistema de ocultação e dissimulação do produto do crime, inclusive com utilização de contas secretas no exterior e diversas transações subreptícias no Brasil. Além disso, após o recebimento do dinheiro, há prova, em cognição sumária, de que foram submetidos a complexas operações de lavagem em esquema criminoso que transcende o produto do crime de corrupção em questão”.

    Moro cita depoimento do delator Nelson Leal Júnior, que afirmou haver esquema de cobrança de propina em diversos órgãos do estado, como DER, Sanepar, Fomento Paraná, Porto de Paranaguá e  Receita Estadual, corroborado por outras investigações em andamento, que indicam o quadro de corrupção sistêmica.

    “Além disso, o volume das operações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas Deonilson Roldo e Jorge Theodocio Atherino parece transcender o crime de lavagem em relação vantagens indevidas recebidas no contrato da duplicação da PR 323, o que é indício de envolvimento em outros crimes de corrupção ou em lavagem de outros crimes de corrupção”, disse, citando que foi constada movimentação financeira de R$ 500 milhões pelas empresas de Jorge Atherino, enquanto a propina paga pela Odebrecht pelo contrato da PR 323 foi de R$ 4 milhões.



    Publicado por jagostinho @ 19:01



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.