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  • 07jul

    VEJA.COM

     

    Em vídeo, amigo de Beto Richa admite mesada a delator da Quadro Negro

     

    Empresário Jorge Atherino, ligado à família do ex-governador do PR, é acusado de fazer pagamentos mensais a ex-diretor de secretaria da Educação

     

    O empresário Jorge Atherino, amigo pessoal da família do ex-governador paranaense Beto Richa (PSDB), confirmou, em depoimento aos promotores responsáveis pela Operação Quadro Negro, ter feito repasses mensais em dinheiro ao engenheiro Maurício Fanini, ex-diretor da Secretaria da Educação.

    A operação investiga fraudes em licitações da pasta para construção de escolas.

    Fanini está preso desde setembro do ano passado e é personagem central da operação. 

    O engenheiro apresentou ao MP uma proposta de delação premiada na qual afirma ter repassado parte do dinheiro da propina arrecadada no esquema para Atherino, a mando de Richa.

    Ainda na delação, Fanini afirma que, depois de ser demitido e com o avanço da investigação, ouviu do próprio governador que deveria pedir ajuda para o empresário.

    Segundo ele, Atherino, conhecido como “Grego”, pagou a ele uma espécie de mesada de até 12.000 reais, para “tê-lo na mão”.

    Em um dos pagamentos, segundo relato de Fanini , o genro de Atherino disse a ele para “ter calma” e “não fazer cagada”.

    ‘Ponto fraco’

    No depoimento obtido por VEJA, o empresário confirma os repasses mensais ao engenheiro, mas diz que deu o dinheiro ao ex-diretor para que ele “ajeitasse a vida porque todos têm direito a uma segunda chance”.

    Ele nega, no entanto, que tenha dado dinheiro a Fanini a mando do governador ou de alguma pessoa ligada a ele.

    “Um dia comentei com o Ezequias [Moreira, ex-secretário de Cerimonial e Relações Internacionais do governo] e ele só me olhou. Depois encontrei o governador e ele falou que eu não devia ter ajudado. Ele não gostou que eu ajudei.”

    Segundo Aherino, Fanini o procurou quando a investigação da Quadro Negro já era conhecida na imprensa. O contato teria ocorrido em uma igreja de Curitiba.

    Na oportunidade, Fanini disse estar “desesperado e sem dinheiro para pagar o colégio dos filhos e o condomínio”.

    Aos promotores, ele disse que o pedido de Fanini pegou em seu “ponto fraco”, porque ele mesmo já havia passado por dificuldades financeiras quando suas contas foram bloqueadas para o pagamento de dívidas trabalhistas.

    O empresário declarou ainda que não fez nenhuma pergunta sobre as denúncias contra Fanini, que naquele momento já era apontado na imprensa como sendo peça-chave de um esquema.

    “Fiz apenas uma exigência: que ele procurasse um padre amigo meu.” O empresário afirma que queria o”fortalecimento espiritual” de Fanini.

    Etapas

    Atherino explica que os pagamentos foram feitos em duas etapas. Primeiro, no seu próprio escritório.

    “Ajudei ele umas quatro, cinco, até seis vezes, em que ele foi no escritório para pegar dinheiro para pagar as contas”, disse.

    O empresário diz que em cada oportunidade foram pagos entre 4.000 e 5.000 reais em dinheiro vivo.

    Depois, Atherino diz ter repassado a mesma quantia a Fanini mais “três ou quatro vezes”, por meio do genro, em um clube de Curitiba. 

    O empresário diz ainda que indicou ao engenheiro o contato de um amigo que trabalhava com construção civil e que poderia dar um emprego ao engenheiro.

    Ainda segundo o depoimento do empresário, os repasses e o contato foram interrompidos quando ele viu que “Fanini não ia pra frente, não ia se ajudar”.

     Apesar do auxílio financeiro, Atherino admite que não tinha amizade com Fanini e que o conhecia pela proximidade de ambos com Beto Richa. 

    “Nunca tive assim um relacionamento próximo a ele. Mais social”.

    Outro lado

    O ex-governador Beto Richa afirmou que a divulgação da delação de Fanini parece ser “uma manobra arquitetada às vésperas do período eleitoral, na tentativa de nivelar todos os políticos por baixo”.

    O tucano diz jamais ter recebido dinheiro desviado de cofres públicos. “Espero que a Justiça apure e esclareça rapidamente essa questão, para que os culpados sejam punidos de forma exemplar.”

    O advogado Carlos Farracha, que defende Jorge Atherino, disse que não poderia fazer comentários sobre o processo, que  está sob segredo de Justiça. A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de  Maurício Fanini.

     

    Atherino fala de sua relação com o governador Beto Richa:

    O empresário fala de sua relação com Maurício Fanini:

    Atherino fala sobre o pedido de dinheiro feito por Fanini:

    Atherino fala sobre os repasses feitos para Fanini:

    Atherino diz comentou com Richa sobre a ajuda a Fanini:

    Publicado por jagostinho @ 11:35



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