A oferta de apoio do MDB à candidatura de Osmar Dias (PDT) contém uma cláusula que os pedetistas consideras difícil de engolir: o senador Roberto Requião exige que o candidato a vice na chapa tenha também o sobrenome Requião – no caso, o irmão Maurício Requião, seus ex-secretário da Educação e quase conselheiro do Tribunal de Contas.

Este pode ser um dos impasses para a continuidade das conversas entre os dois partidos, mas não o único.

É que, enquanto o senador e presidente estadual do partido faz gestos de aproximação à governadora Cida Borghetti, candidata à reeleição, emedebistas do interior do Paraná, como o deputado Hermes Parcianello (o Frangão) articulam debandada em favor de Ratinho Jr.

A ansiedade do MDB em pressionar Osmar Dias para que aceite toda e qualquer exigência para ter o valioso apoio do partido (mais tempo de tv, mais estrutura, mas prefeitos etc.) tem por trás também uma outra razão: o MDB só conseguirá manter ou aumentar suas bancadas na Assembleia e na Câmara se tiver na coligação um candidato forte a governador, um “cabeça de chapa”, para puxar as legendas.

Para conseguir este objetivo – eleger mais deputados – a candidatura “avulsa” de Requião ao Senado, embora líder nas pesquisas, não lhes parece suficiente.

A primeira opção foi desde sempre a candidatura de Osmar Dias, por representar oposição ao grupo tucano-pepista que comanda o governo estadual há quase oito anos.

Diante das reticências do PDT, porém, o MDB busca outras opções, ainda que estas violentem o mínimo de coerência política que se poderia esperar.

Só há um remédio, bom para as duas partes: o MDB reduzir o nível de sua adrenalina, acalmar os nervos e diminuir suas exigências para se tornar mais palatável para o outro lado.