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  • 20set

    O GLOBO

     

    Investigados na Lava-Jato compram imóveis em Portugal para obter visto permanente, diz jornal

     

    Propriedades teriam sido adquiridas em 2014, após o início das investigações, segundo o jornal inglês The Guardian

     

    Ex-presidente do Grupo Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo foi preso em junho de 2015. Oito meses depois, teve prisão domiciliar concedida, com duração de 18 meses GERALDO BUBNIAK / AGÊNCIA O GLOBO

    Executivos brasileiros envolvidos em escândalos de corrupção teriam comprado imóveis em Portugal, após o início das investigações, com o objetivo de obter vistos permanentes de moradia no país, de acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian.

    Entre eles estão Otávio Azevedo e Sérgio Andrade — respectivamente ex-presidente e um dos sócios do grupo Andrade Gutierrez — Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht, e Carlos Pires Oliveira Dias, vice-presidente do conselho administrativo do grupo Carmargo Correa.

    Todos teriam adquirido imóveis em Portugal no ano de 2014, depois, portanto, do início da operação Lava-Jato.

    programa de vistos permanentes do governo português permite que investidores comprem imóveis em Portugal, avaliados em pelo menos € 500 mil, em troca do visto de residência.

    Depois de cinco anos, o visto pode ser convertido em cidadania portuguesa, que dá o direito de moradia e trabalho em qualquer país da União Europeia

    Otávio Azevedo foi condenado a 18 anos de prisão domiciliar pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

    De acordo com o Guardian, dois anos antes de ser preso, ele teria comprado uma propriedade em Lisboa avaliada em €1,4 milhão e solicitado o visto permanente.

    Sérgio Andrade teria comprado um imóvel em Portugal por € 665 mil, em 2014. Pedro Novis seria o proprietário um imóvel em Lisboa avaliado em €1,7 milhão.

    Já Carlos Oliveira teria investido €1,5 milhão em Portugal, dentro do programa de residência no país.

    O jornal The Guardian procurou os envolvidos. Um porta-voz de Otávio Azevedo disse à publicação que o executivo ainda não foi informado sobre o resultado de seu pedido de visto de residência e que o imóvel foi comprado de acordo com a legislação portuguesa.

    A assessoria de Sérgio Andrade não negou a compra do imóvel em Portugal, mas alegou que ele não vive no país e nem tem planos para tal.

    A assessoria de Pedro Novis respondeu que suas atividades em Portugal são conhecidas pela Justiça brasileira. Carlos Oliveira confirmou que obteve visto de residência em Portugal.

    A reportagem cita, ainda, os nomes de executivos em empresas angolanas, também investigados por corrupção no país africano, que teriam obtido o direito de morar em Portugal.

    O programa português de concessão de vistos de residência já esteve no centro de um escândalo, em 2014.

    A polícia prendeu 11 pessoas na operação Labirinto, que investiga denúncias de que vistos de residência para estrangeiros teriam sido expedidos em troca do pagamento de propina.

    Em nota oficial, o governo português disse que o programa segue todos os procedimentos legais e de segurança e que todos os pedidos passam por um processo que inclui consulta a registros criminais em bases de dados nacionais e internacionais.



    Publicado por jagostinho @ 11:01



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