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  • 14set

    BLOG DO JOSIAS-UOL

     

    Lula não precisa mais de acusadores. Tornou-se um caso raro de autoincriminação. Ele se complica cada vez que tenta se defender.

    Encrencou-se ainda mais ao desqualificar o companheiro Antonio Palocci, que o acusou de receber propinas.

    ”Eu conheço o Palocci bem”, declarou Lula a Sergio Moro.

    “O Palocci, se não fosse um ser humano, ele seria um simulador. Ele é tão esperto que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. O Palocci é médico, calculista, é frio. […] Quem sabe ele queira um pouco do dinheiro que vocês bloquearam dele.”

    Nenhum outro petista teve mais poder sob Lula do que Antonio Palocci.

    Nomeado ministro da Fazenda, comandou os negócios do Estado com absoluta liberdade de ação.

    Depois que o mensalão derrubou José Dirceu da Casa Civil, os poderes de Palocci foram vitaminados.

    Não fosse pelo escândalo da violação da conta bancária do caseiro Francenildo, Palocci teria sido o sucessor de Lula, não Dilma Rousseff.

    Alçada do banco de reservas para a candidatura presidencial, Dilma teve de apurar Palocci como coordenador de sua campanha.

    Não gostava dele. Engoliu-o porque Lula impôs. Eleita, Dilma ouviu nova exigência: Lula não abria mão de acomodar Palocci na poderosa Casa Civil da Presidência da República.

    Dilma manteve Palocci atravessado na traqueia até o instante em que ele engasgou ao tentar explicar o inexplicável patrimônio que amealhara como pseudo-consultor de empresas.

    Queria afastá-lo nas primeiras manchetes sobre os milhões. Lula retardou a demissão até o limite do insuportável.

    Pois bem. Ao esculachar Palocci, Lula praticamente deu razão ao ex-amigo dedo-duro.

    Só um personagem reles entregaria os rumos da economia do Brasil a “um simulador”.

    Só um político inconfiável cogitaria lançar à Presidência um “sujeito tão esperto que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade.”

    Só um desonesto plantaria na Casa Civil de Dilma um “calculista frio.”

    De duas, uma: ou Lula não tem como se defender das acusações de Palocci ou escolheu a cadeia como projeto de vida.

    A única hipótese que não parece razoável é a manutenção da candidatura do réu ao Palácio do Planalto.

    Quantos Paloccis Lula acomodará na Esplanada dos Ministérios se for eleito pela terceira vez?



    Publicado por jagostinho @ 09:03



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