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  • 26jan

    GAZETA DO POVO

    Teste de qualidade reprova 8 marcas de azeite vendidas no Brasil

     

    A associação de defesa do consumidor Proteste testou em laboratório 20 marcas que se dizem extravirgem; 40% delas foram reprovadas por trazer informações inverídicas no rótulo

     

    Azeite de oliva. Imagem ilustrativa. Foto: Visual Hunt/Reprodução

    Será que o azeite extravirgem que você compra no mercado é realmente extravirgem como informado no rótulo?

    Um teste de laboratório realizado pela associação de defesa dos consumidores Proteste com 20 marcas de azeite (nacionais e estrangeiras) vendidas no Brasil revelou que em 40% dos casos o rótulo traz informações inverídicas sobre o produto.

    Foram reprovadas no teste por não poderem ser considerados azeite de oliva as marcas Pramesa, Figueira da Foz, Tradição e Quinta d’Aldeia – em teste anterior da associação em 2013, as três últimas também foram desclassificadas.

    Já as marcas Qualitá, Beirão, Carrefour Discount e Filippo Berio são azeite de oliva, mas não podem ser considerados extravirgem.

    Marcas reprovadas no teste da Proteste: Pramesa, Figueira da Foz e Tradição. Foto: Proteste/Reprodução

     

    O teste em laboratório averiguou se há impurezas, umidade, presença de metais, outros óleos que não sejam de oliva, entre outros critérios.

     Segundo a associação, nem todas as informações que estão na embalagem são confiáveis: o azeite de oliva, por exemplo, é um dos produtos difíceis de serem avaliados antes de provar.

    Dos oito azeites reprovados, cinco são virgens, e não extravirgens, como diz o rótulo. Foto: Proteste/Reprodução

    Dos oito azeites reprovados, cinco são virgens, e não extravirgens, como diz o rótulo. Foto: Proteste/Reprodução

    No teste sensorial e de laboratório, as marcas aprovadas foram Cocinero, Olive, Cardeal, Gallo, La Española, Borges, Serrata, Taeq, La Violetera, Andorinha, Selmi Renata Superiore, Carbonell.

    A Cocinero, importada da Argentina e distribuída no Brasil pela Bunge Alimentos, foi considerada a melhor em custo benefício.

    Na avaliação da Proteste, houve uma mudança positiva nas opções de mercado: as marcas La Española, Carbonell, Serrata, Gallo e Borges, considerados virgens no teste de 2013, foram comprovados como extra-virgem na edição de 2016.

    A defesa

    O Grupo Pão de Açúcar, que produz o azeite Qualitá afirmou em nota que “o produto é importado e que o fornecedor cumpre com todas as especificações legais e de qualidade necessários para a comprovação da pureza do produto” de acordo com a resolução normativa do Ministério da Agricultura (nº 1 de 30 de janeiro de 2012).

    O Grupo afirma, ainda, que a partir de setembro de 2016 muda as embalagens para verde escura.

    A Dolagar, empresa responsável pelo azeite Figueira da Foz, disse em nota que “não há clareza sobre os métodos e metodologias e eventual interesse provado que motiva” a Proteste.

    Queixa-se que não foram notificados sobre a análise e que não sabem quais foram os lotes periciados.

    Mesma questão foi posta em nota oficial pelo grupo Carrefour, que produz o Carrefour Discount.

    A empresa também afirma em nota que seus fornecedores são auditados anualmente e que a última análise foi em 29 de janeiro de 2016, quando os “testes laboratoriais comprovaram que o lote da marca própria era extravirgem, resultado este diferente portanto do apresentado pela Proteste”.



    Publicado por jagostinho @ 19:00



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