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  • 30set

    alexandre-garciaALEXANDRE GARCIA – http://www.sonoticias.com.br/

     

    Quando o governo do PT decidiu aceitar a sugestão do marqueteiro de criar a palavra-de-ordem O País de Todos, a Velhinha de Taubaté acreditou, e pensou que o Brasil fosse de cada um dos mais de 200 milhões de brasileiros.

    Ledo engano. De fato, o governo  apenas ironizava, enquanto se apropriava do botim, concedido por seus milhões de eleitores.

    Afinal, estava consagrado nas urnas, alforriado, legitimado pelos votos. Poderia fazer o que quisesse com a posse do país-continente. E fez.

    Ninguém entendia por que, pagando tanto imposto, não tivesse saúde, educação e segurança, no mínimo.

    Agora, pelo menos, graças à Lava Jato, a gente fica sabendo onde foi o dinheiro do suor destinado aos impostos.

    Foi desviado por gente que aproveitou a ignorância, a ingenuidade e os pobres do bolsa-família para encher as burras.

    Quanto dinheiro, meus deus! Bilhões! Quantos hospitais, quantas escolas – quantas prisões poderíamos ter para trancafiar a corja.

    Fizeram por ato-de-fé, convictos da infalibilidade de sua seita que mistura Marx com Trotsky e Gramsci, mais Fidel e Chavez e o tropical Lula.

    Seria comédia se não tivesse resultado numa tragédia. Não poderia ter sido outro o resultado. O sociólogo marxista FHC não foi o que mais privatizou?

    No país tropical não cabem fórmulas ou padrões. Aqui tudo é bagunçado. Veja se deu certo o princípio positivista de Ordem e Progresso posto na bandeira.

    Agora virou slogan de algum marqueteiro de Temer. E a gente fica sem condições de usar a bandeira, porque fica parecendo propaganda para o governo.

    Voltar ao País de Todos? Aí não dá, porque virou afronta, já que a realidade foi O país é nosso, para pegar a grana e nos locupletarmos. É a Lava Jato que demonstra; não sou eu.

    Fico me perguntando como conseguiram. O quanto somos incompetentes para perceber que por mais de uma década, foram metendo a mão no País que é nosso, como se fosse deles.

    Boca livre, justificada pelo voto que receberam para tomar conta do País que é nosso.

    Dinheiro, muito dinheiro rolou de nosso suor de contribuintes, para o bolso deles, inclusive para nos enganar e se manterem no poder para continuar a usufruir do País que deveria ser nosso.

    Hoje flagrados, descobertos, desnudados, protestam com arrogância, com se tivessem o direito adquirido de continuar o botim. São como traficantes do morro, que adquiriram o direito à soberania da área.

    Resta uma esperança. Não virão os marcianos, nem os chineses, nem a ONU nos libertar.

    Ficamos dependentes do juiz Sérgio Moro, dos jovens delegados e juízes federais. Mas ainda não ganhamos vergonha na cara.

    Porque continuamos dependendo da proteção dos outros. Esperamos que nos salvem, como cidadãos passivos e sem-vergonhas.

    A culpa é nossa, não fiquemos como bebês acovardados à espera de salvadores e só sendo corajosos nas redes sociais.

    Se assim somos, nem merecemos o Sérgio Moro. Que sejamos condenados a sermos assaltados, nossos filhos mal ensinados na escola, na nossa velhice mal atendidos nos hospitais e na previdência.

    Ou paremos de só viver novelas e futebol e  passemos a tratar do Brasil real.



    Publicado por jagostinho @ 11:34



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