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  • 16jan

    VEJA.COM

     

     

    Corrupção e crise política ‘travam’ o Brasil, diz Fórum de Davos

     

     

    Pesquisa realizada com 13 mil empresários mostra que 60% deles apontaram o “fracasso da governabilidade” como o maior risco para negócios no país

     

     

    Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça
    Na avaliação do fórum, o “fracasso na governança mina a competitividade dos países, a criação de empregos e o desenvolvimento econômico”(Reuters/VEJA)

     

    O maior obstáculo para se fazer negócios no Brasil neste ano é o fracasso da governabilidade do país.

    O alerta é do Fórum Econômico Mundial que, na próxima quarta-feira, inicia seu evento anual na estação de esqui de Davos, na Suíça.

    Num informe publicado nessa quinta, sobre os maiores riscos globais para o ano, a entidade apontou para a crise política brasileira e a corrupção.

    Numa pesquisa realizada com 13.000 empresários, 60% deles indicaram o “fracasso da governabilidade” como o maior risco para se fazer negócios no Brasil hoje.

    A taxa supera aqueles que consideram a falta de água ou de infraestrutura como os maiores problemas.

    No restante do mundo, porém, a questão da falência da administração pública aparece apenas como o quarto maior risco e é apontado como problema para apenas 27% dos 13.000 entrevistados.

    Os maiores riscos globais, segundo Davos, seriam a imigração e mudanças climáticas em 2016.

    “Fracasso na governança nacional é uma preocupação proeminente na América Latina, especialmente na América do Sul, onde a corrupção e a falta de confiança no funcionamento das instituições estão cada vez mais criando dificuldades para se administrar um negócio”, alertou.

    O risco, segundo explica a pesquisa, é proveniente da “incapacidade de governar uma nação, o que é a causa ou resultado de fatores como um fraco estado de direito, corrupção, comércio ilegal, crime organizado, impunidade e impasse político”.

    Outro obstáculo brasileiro e latino-americano é a situação da infraestrutura, considerada ainda como inadequada.

    Para Davos, novos investimentos no setor poderiam “estimular a economia e fortalecer a resistência da região a riscos globais”.

    Por fim, a queda nos preços de commodities também se apresenta como um risco numa região que tem suas exportações baseadas em minérios, petróleo ou produtos agrícolas.

    Participantes – A presidente Dilma Rousseff era uma das figuras mais aguardadas no fórum neste ano, já que parte dos 2.500 empresários esperava ouvir da brasileira o que ela pretende fazer para restabelecer a confiança em seu governo.

    Mas ela acabou cancelando sua viagem e o Brasil, neste ano, desembarca com uma delegação pequena.

    O governo brasileiro será representado pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho e o secretário de Inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Marcos Vinícius de Souza.

    Mais de cinquenta chefes de governo ou Estado estarão neste ano em Davos, entre eles o argentino Mauricio Macri, o mexicano Enrique Pena Nieto, o colombiano Juan Manuel Santos, mas também Alexis Tsipras (Grécia), David Cameron (Reino Unido), Joe Biden (Estados Unidos) e o canadense Justin Trudeau.



    Publicado por jagostinho @ 13:17



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