Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 12jan

    IVAN SANTOS – BEM PARANÁ

     

    Políticos terão que “passar a sacolinha” nas eleições deste ano

     

    Eleição de 2016 será a primeira sem financiamento de empresas; desafio será buscar apoio voluntário

     

    Leprevost: para deputado, “caixa 2” vai aumentar (foto: Franklin de Freitas)

     

    As eleições municipais deste ano trarão um desafio inédito para os candidatos a prefeito e vereador.

    Por decisão do Supremo Tribunal Federal, pela primeira vez o financiamento das campanhas não poderá contar com recursos doados por empresas, sendo limitado a pessoas físicas.

    A medida divide opiniões e preocupa partidos e possíveis concorrentes à disputa em Curitiba, que precisarão usar de muita criatividade para atrair apoios voluntários em meio a uma onda de rejeição popular à atividade política.

    Em setembro do ano passado, o STF decidiu que o financiamento privado de campanhas é inconstitucional.

    Em razão dessa decisão, a presidente Dilma Rousseff (PT) vetou lei aprovada pelo Congresso que mantinha a possibilidade de doações de empresas para partidos e candidatos.

    A mudança acontece em meio ao escândalo do esquema de desvio de recursos da Petrobras investigado pela operação Lava Jato, que levou à prisão alguns dos executivos das maiores empreiteiras do País, justamente aquelas que eram responsáveis pelo financiamento de grande parte das campanhas eleitorais ao longo das últimas disputas.

    Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos R$ 3 bilhões arrecadados pelos partidos em candidatos nas eleições de 2014, 76,47% vieram de doações privadas.

    Já nas eleições municipais de 2012, segundo levantamento do G1, dos R$ 751,8 milhões recebidos por 27 partidos para financiamento das atividades partidárias e das campanhas, 55,3%, ou R$ 416 milhões, vieram das empreiteiras.

    E outro levantamento, do jornal O Estado de São Paulo, apontou que seis dos dez maiores doadores privados para campanhas de prefeitos e vereadores em todo o País na última disputa municipal foram empreiteiras. 

    Caixa dois

    O fim do financiamento privado tem sido defendido como argumento para combater a influência do poder econômico nas eleições, e na administração pública, já que muitas vezes, o político eleito se sentiria compelido a compensar essas doações com contratos de obras e serviços públicos para as empresas que o apoiaram.

    O esquema na Petrobras, por exemplo, segundo as investigações, previa o repasse de parte do dinheiro obtido pelas empreiteiras com a estatal para partidos e políticos.

    Para muitos, entretanto, a proibição pura e simples, sem mudanças estruturais no sistema político, pode acabar tendo um efeito contrário. É o que pensa, por exemplo, o presidente do PSD de Curitiba, deputado estadual e pré-candidato a prefeito, Ney Leprevost.

    “Vejo como uma coisa problemática no atual sistema político brasileiro. Se tivéssemos o voto distrital, a eleição poderia ser bem mais barata”, avalia. “Do jeito que está, vai privilegiar os mesmos de sempre, os corruptos, que usam caixa 2, a máquina”, prevê.

    O deputado estadual e também pré-candidato a prefeito do PT, Tadeu Veneri, discorda. “A permissão das doações empresariais também não impedia o caixa 2. Cabe à Justiça fiscalizar e comparar as campanhas”, considera.

    Ambos concordam em um ponto: a saída será voltar aos tempos “românticos” da política e buscar o engajamento voluntário do eleitorado.

    “Como trabalhamos com formadores de opinião, vamos procurar mobilizar o maior número possível de voluntários para fazer uma corrente”, diz Leprevost.

    “Para o PT, será um teste de sobrevivência. Vamos ter que voltar ao que éramos e trabalhar com a militância”, afirma Veneri.



    Publicado por jagostinho @ 16:28



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.