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  • 17dez

    VEJA.COM

     

     

    PF apura fraudes no fundo Postalis de R$ 180 mi

     

     

    Ex-gestor dos fundos de investimento teve a prisão preventiva decretada; como não foi encontrado, seu nome foi incluído na lista vermelha da Interpol; PF ainda faz buscas em três Estados

     

     

    Sede Postalis
    Sede Postalis (VEJA.com/Divulgação)

     

    A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma operação que apura um esquema de desvio de dinheiro na gestão de recursos do Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

    Segundo nota da PF, as fraudes podem ter gerado um prejuízo de 180 milhões de reais.

    Um mandado de prisão preventiva foi expedido contra Fabrizio Neves, ex-gestor dos fundos de investimento do Postalis.

    Segundo a PF, ele pediu um passaporte italiano e estaria vivendo nos Estados Unidos.

    Como não foi encontrado, o seu nome foi incluído na lista de procurados da Interpol e a PF pediu cooperação das polícias americana e italiana.

    Entre os investigados, também está o ex-presidente do fundo Alexej Predtechensky e o ex-diretor financeiro Adilson Florencio da Costa.

    A operação, batizada de Positus, também cumpre sete mandados de busca e apreensão em três Estados e no Distrito Federal – São Paulo (2), Brasília (3) Belém (1) e João Pessoa (1).

    De acordo com a PF, as buscas visam colher novas provas para identificar o destino do dinheiro desviado.

    As irregularidades no fundo, que é controlado pelo PT e pelo PMDB, teriam ocorrido entre 2006 e 2011.

    As apurações começaram em 2012, quando os investigadores identificaram que dois fundos de investimentos do Postalis, com mais de 370 milhões de reais em aplicações, foram geridos de forma fraudulenta, segundo a PF.

    A fraude consistia em obter títulos do mercado de capitais, por uma corretora americana, que os revendia por um valor maior para empresas com sede em paraísos fiscais.
     
    Depois, os títulos eram adquiridos pelos fundos do Postalis com um aumento ainda maior.
     
    Deste modo, em poucos dias, o título era negociado por um preço quase 60% maior do que o seu valor real de mercado.
    Os investigados são acusados de crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, apropriação de recursos de fundos e lavagem de dinheiro.

    Imóveis dos alvos da operação também bloqueados, visando o ressarcimento dos prejuízos causados ao fundo.



    Publicado por jagostinho @ 15:19



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