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  • 12dez

    ISTOÉ

     

    Movidos por interesses particulares, Leonardo Picciani, Renan Calheiros e Luiz Fernando Pezão integram a ala do PMDB que quer manter o partido a reboque do Planalto

     

     

    Mel Bleil Gallo e Marcelo Rocha

     

    Um verdadeiro tumulto tomou conta do plenário da Câmara dos Deputados na tarde da terça-feira 8.

    Contrariando a base governista, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acabara de anunciar novas regras para a eleição da comissão responsável por analisar o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

    Em vez de aberta, a votação seria secreta. Além disso, à revelia das indicações dos líderes partidários, candidaturas avulsas poderiam se inscrever.

    A derrota do governo se aproximava e, descontrolados, parlamentares aliados descontaram, literalmente, a indignação nas urnas e quebraram mais da metade dos equipamentos.

    Na tentativa de evitar que a votação ocorresse, eles ocuparam as cabines. Como se estivessem em uma praça de guerra, não no plenário do Congresso, rivalizaram com opositores, diante de seguranças atônitos.

    De um lado, gritos de “Golpe, golpe, golpe”, de outro “Petistas, vão pra Papuda”.

    Foram cenas protagonizadas por políticos que agem movidos por interesses próprios, seja a manutenção de poder na Casa seja por cargos no Executivo, hoje na berlinda diante do risco que corre a presidente de sofrer um impeachment.

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    Após a proclamação do resultado de 199 votos favoráveis ao governo e 272 contra, a ala do PMDB inclinada ao impeachment, liderada pelo deputado Lúcio Vieira Lima (BA), comemorou não só a nova derrota do Planalto, mas também o enfraquecimento do então líder da sigla na Casa, Leonardo Picciani (RJ), que evitara a indicação de nomes abertamente contra o governo para a comissão especial.

    Ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, Picciani compõe a tropa de choque do atraso contra o impeachment.

    Nos últimos dias, o trio fez toda a sorte de articulações no sentido de preservar a presidente.

    Ao contrário das alas do PMDB que querem retomar o protagonismo da legenda fundamental nas Diretas e para a redemocratização, construindo uma unidade nacional para tirar o Brasil da crise, esse grupo deseja que a sigla permaneça a reboque do Planalto.

    Não por um projeto de País, mas sim motivados por conveniências bem particulares.

    Em Brasília, Picciani passou a ser tachado de rei do fisiologismo, depois que se converteu ao governismo. Não por acaso.

    Além de endossar as indicações de Celso Pansera, para o ministério da Ciência e Tecnologia, e Marcelo Castro para a Saúde, Picciani emplacou afilhados políticos no Departamento Nacional de Produção Mineral, na Companhia Docas, na Companhia Nacional de Abastecimento e no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

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    Ao contrário de Picciani, que depois de destituído da liderança do PMDB na última semana passou a trabalhar incessantemente para recuperar o posto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem buscado ser discreto em meio ao cenário conturbado.

    Quer a crise longe da Casa. Não à toa, tratou de resolver em poucas horas o destino do colega Delcídio do Amaral (PT-MS), preso pela Polícia Federal acusado de sabotar a Operação Lava Jato.

    Aliado que é do governo, Renan não entrega seu apoio a preço de banana. Aproveita um governo tonto com as pancadas que tem levado para manter o apoio a Dilma em troca da influência em postos estratégicos em estatais e na Esplanada dos Ministérios.

    Não se sabe até quando, mas hoje o comportamento de Renan se guia pelos interesses do Planalto.

    Na avaliação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), Renan é um dos mais fiéis escudeiros do governo. Os tucanos acreditam que a tal Agenda Brasil, aquele o conjunto de propostas sugeridas pelo senador para tirar o Brasil do atoleiro, foi uma iniciativa pensada para desviar o foco da crise.

    Como se vê, não foi possível.

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    A atmosfera em Brasília nunca esteve tão pesada. Nem mesmo um jantar de confraternização entre senadores da base aliada e da oposição foi poupado do clima beligerante.

    O evento ocorreu na casa do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Num determinado momento, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o senador José Serra (PSDB-¬SP) protagonizaram um verdadeiro barraco.

    O tucano comentou ter ouvido que a ministra tinha a fama de “namoradeira”.

    Kátia Abreu não gostou, bateu boca com Serra e jogou uma taça de vinho no parlamentar. Virou bagunça.

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    Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino; Aílton de Freitas/Agência O Globo, André Coelho/Agência O Globo 



    Publicado por jagostinho @ 11:43



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