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  • 09dez

    AUGUSTO NUNESCOLUNA DE AUGUSTO NUNES – VEJA.COM

     

    Fachin entrou em campo para manter no cargo a mulher a quem deve o emprego

     

     

    Por anos a fio, Luiz Fachin foi simultaneamente procurador do estado e advogado militante.

    A essa acumulação de funções, proibida pela Constituição paranaense e portanto ilegal, somou-se uma agravante só contornada por gente dotada do dom da ubiquidade: Fachin continuou a dar aulas na universidade.

    E o duplo emprego virou triplo.

    Em numerosos artigos, entrevistas e discursos, o doutor em extravagâncias bacharelescas deixou claro seu menosprezo pelo preceito constitucional que garante a propriedade privada no Brasil.

    Nunca escondeu os laços afetivos com o MST, uma velharia comunista que não tem existência jurídica.

    E sempre defendeu enfaticamente a desapropriação de terras produtivas para fins de reforma agrária, sem o pagamento de indenização aos proprietários lesados.

    Indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal por Dilma Rousseff, Fachin superou a sabatina no Senado com a ajuda militante do cabo eleitoral Álvaro Dias.

    Na discurseira em que se derramou em elogios e rapapés ao sabatinado, o parlamentar tucano advertiu os que lastimaram a deserção do até então combativo oposicionista: todos iriam arrepender-se quando Fachin começasse a agir no Supremo.

    Nesta terça-feira, em decisão monocrática, o magistrado dos sonhos de Álvaro Dias suspendeu a comissão do impeachment que a Câmara começou a montar horas antes.

    A palavra final caberá so plenário do tribunal, que examinará a pendência na próxima quarta-feira.

    Mas agora está claro que Fachin entrou em campo para manter no cargo a presidente a quem deve o emprego.

    Na conversa gravada pelo filho de Nestor Cerveró, o senador Delcídio do Amaral e seus comparsas se mostram muito animados com a informação de que determinado caso seria julgado por Fachin.

    A interrupção do processo de impeachment ajuda a entender o entusiasmo da turma empenhada em desmoralizar a Operação Lava Jato.

    Para devolver à condição humana ministros convencidos de que a toga transforma advogados em divindades, basta que os milhões de indignados retomem as ruas e mostrem claramente o que o país que presta pensa de gente assim.

    O Congresso fará a vontade do povo.

    O STF não ousará desafiá-la com atrevidas manifestações de gratidão ao padrinho.

    Ou madrinha.



    Publicado por jagostinho @ 10:07



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