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  • 04dez

    COLUNA DE AUGUSTO NUNES – VEJA.COM

     

    Não há lugar para dilmas e cunhas no Brasil que vai brotar dos escombros do lulopetismo

     

     

    Cunha - Dilma Cortado

     

    O pedido de impeachment formulado por Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal foi entregue em 21 de outubro ao presidente da Câmara, que certamente leu o documento antes de dormir.

    Por que demorou tanto para descobrir que os argumentos arrolados pelos dois juristas tinham solidez suficiente para justificar a abertura do processo?

    Por que deixou para fazer neste 2 de dezembro o que poderia ter feito há 40 dias?

    Porque o terceiro homem na linha de sucessão não tem tempo para pensar no país, nos brasileiros ou em qualquer outra irrelevância semelhante.

    Eduardo Cunha só pensa em Eduardo Cunha.

    O presidente da Câmara dos Deputados foi denunciado por corrupção, em 10 de agosto, pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

    De lá para cá, nem mesmo em feriados e dias santos deixou de aparecer no noticiário político-policial.

    Para livrar-se da enrascada em que se meteu com a descoberta das contas na Suíça, virou exportador de carne enlatada (para países africanos), namorou a oposição, flertou com o PT e por pouco não voltou a amasiar-se com o governo.

    Por que Dilma demorou 100 dias para descobrir que Cunha fez o que não param de fazer seus bandidos de estimação? Porque só pensa em manter o emprego.

    Nesta quarta-feira, Cunha fez a coisa certa porque deu errado o acordo que lhe garantiria o apoio do PT no Conselho de Ética.

    Melhor assim. Mas é preciso deixar claro que o Brasil decente não lhe deve nada.

    O que está em curso é uma ofensiva do país que presta contra um fantasma que zanza pelo Planalto.

    É um confronto entre a nação com cérebro e uma nulidade desmoralizada pela corrupção e pela inépcia.

    Esse embate não pode ser reduzido a um duelo entre filhote do baixíssimo clero e a mãe do Petrolão.

    O Brasil que há de brotar dos escombros do lulopetismo não tem lugar para nenhum dos dois.

    O Congresso sempre acaba fazendo o que o povo quer, repetia Ibsen Pinheiro, presidente da Câmara durante o processo de impeachment de Fernando Collor.

    Também desta vez assim será. Os cunhas e as dilmas não passam de figurantes destinados ao confinamento em asteriscos nas páginas escritas por milhões de indignados.

    Esses sim são os reais protagonistas da História ─ e desta história.

    Eles sabem que o fim da era da canalhice ─ e da mais aflitiva crise econômica imposta ao país desde 1930 ─ começa pela remoção do poste que Lula instalou no coração do poder.



    Publicado por jagostinho @ 14:37



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