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    Não há diferença entre o cérebro masculino e o feminino, diz estudo

     

    De acordo com o primeiro e mais abrangente estudo a procurar por diferenças entre homens e mulheres em todo o cérebro humano, somos formados de um ‘mosaico’ único de características, parte masculino, parte feminino

     

     

     

    Casal brigando
    A equipe de pesquisadores europeus também mapeou traços de personalidade ligados a estereótipos sexuais e concluiu que apenas 0,1% das pessoas apresenta o comportamento típico apenas de homens ou mulheres(Istock/Getty Images)

     

    Não existe um cérebro masculino e outro feminino, revela o primeiro estudo a buscar diferenças de gênero em todo o cérebro humano.

    A análise, uma das mais abrangentes a comparar características do cérebro de homens e mulheres, mostra que nossos cérebros são um “mosaico” de características femininas e masculinas que, em sua maioria, se sobrepõem.

    De acordo com a pesquisa, publicada nesta segunda-feira (30) no respeitado periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), os cérebros humanos não podem ser caracterizados em duas categorias distintas, o que poderia levar a uma nova perspectiva para os estudos neurocientíficos e comportamentais, em que o gênero sexual deixaria de ser considerado para as comparações estatísticas.

    O estudo – Para chegar a essa conclusão, uma equipe internacional de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, do Instituto Max Planck, na Alemanha, e da Universidade de Zurique, na Alemanha, fizeram ressonâncias magnéticas de mais de 1.400 cérebros de homens e mulheres de 13 a 85 anos e, com as imagens, mediram o volume de matéria cinzenta (o tecido cerebral que contém o corpo das células nervosas) e matéria branca (formada pela fibras nervosas que transmitem os sinais neuronais pelo sistema nervoso), a quantidade de conexões neuronais e espessura do córtex cerebral.

    Apesar de a maior parte das estruturas ser semelhante em homens e mulheres, os pesquisadores encontraram algumas diferenças – os homens, por exemplo, tendem a uma maior região associada às emoções mais primitivas, como raiva ou medo (amigdala), apesar de algumas mulheres também apresentarem essa característica e diversos cérebros masculinos apresentarem uma amígdala menor.

    Com isso, os cientistas construíram um gráfico com uma escala de características femininas e masculinas – no final da “zona masculina” foram retratadas as características mais comuns a homens, enquanto no final da “zona feminina”, as mais típicas a mulheres.

    Em seguida, os cientistas mediram onde os cérebros se encontravam. A porcentagem de cérebros que se encontrava somente em uma das pontas da escala variou de 0 a 8%, enquanto 23% a 53% dos cérebros se encaixava nas duas pontas. Ou seja, a maior parte deles é um “mix” único de características que pertencem aos dois sexos.

    “Cérebros com características apenas femininas ou masculinas são raros. Nossos resultados mostram que, apesar de existirem diferenças relacionadas ao sexo no cérebro, eles não fazem parte de duas categorias distintas”, afirmam os pesquisadores no artigo.

    Comportamento – Em seguida, os pesquisadores também mapearam traços de personalidade, interesses e atitudes ligadas a estereótipos sexuais de 5.500 indivíduos.

    Usando uma escala de características semelhante a que foi feita para os cérebros, os cientistas concluíram que apenas 0,1% das pessoas apresentava o comportamento característico apenas de homens ou mulheres – quase todos revelaram comportamentos que reúnem os estereótipos masculinos e femininos.

    “O sexo afeta o cérebro, mas como isso acontece depende de outros fatores. Os efeitos do gênero podem ser diferentes e até mesmo opostos sob diferentes condições. É por essa razão que alguém pode ser altamente masculino em uma característica e altamente feminino em outra”, afirma a psicóloga Daphna Joel, uma das autoras do estudo, em entrevista ao site do jornal britânico The Guardian.

    Efeitos – O estudo pode ter consequências importantes para as pesquisas científicas. Uma delas seria uma nova forma de construir os estudos – a comparação entre os cérebros do sexo feminino e masculino poderia se tornar dispensável no futuro.

    Para a comunidade científica, essa conclusão deve ser olhada com cuidado, pois o padrão sexual costuma ser um parâmetro importante para a análise das estruturas biológicas ou comportamentais.

    Os resultados encontrados pelos pesquisadores, no entanto, podem ser uma evidência a mais de que o sexo não é binário, mas múltiplo, além de revelar que as características variáveis do cérebro.

    “Se os resultados deste estudo forem replicados e relacionados ao pensamento e comportamento, este estudo não apoia a teoria de que os homens são de Marte e as mulheres de Vênus. Em vez disso, ele é uma evidência das ideias propostas pelo filósofo grego Platão e desenvolvidas pelo psiquiatra suíço Carl Jung, que nossas mentes seriam parte masculina e parte feminina”, disse Michael Bloomfield, psiquiatra da University College London ao The Guardian.



    Publicado por jagostinho @ 18:56



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