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  • 06nov

    VEJA.COM

     

    Prefeitura de Mariana confirma segunda morte em rompimento de barragens; bombeiros retomam buscam

     

    As duas vítimas fatais estavam no distrito de Bento Rodrigues e morreram em hospitais próximos horas depois do acidente

     

     

    A Prefeitura de Mariana, em Minas Gerais, confirmou no início da manhã desta sexta-feira a segunda morte causada pelo rompimento de duas barragens da mineradora Samarco.

    “As duas pessoas saíram com vida do local e foram internadas, uma no município de Santa Bárbara e outra aqui mesmo em Mariana, mas não resistiram. Várias outras pessoas foram internadas, mas ainda não temos como levantar esse número exato”, explicou o chefe do departamento de comunicação da Prefeitura de Mariana, Douglas Couto.

    Ele disse ainda que o Corpo de Bombeiros retomou as buscas às 8h. O sexo e o nome dos mortos não foi divulgado.

    O acidente ocorreu na tarde desta quinta-feira e provocou destruição no distrito de Bento Rodrigues, localizado entre Mariana e Ouro Preto, no interior de Minas Gerais.

    A lama se espalhou, arrastando carros e casas, e inundou o vilarejo – somente a parte alta escapou. O Corpo de Bombeiros busca outras vítimas soterradas no local, ainda há muitos desaparecidos.

    Em entrevista ao jornal da Globonews na manhã desta sexta feira, o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, que decretou estado de emergência na cidade, disse que as equipes que trabalharam na região durante a noite tiveram muitas dificuldades para se locomover por causa da lama e da destruição.

    “Infelizmente ainda não temos ideia do real tamanho dessa tragédia”, avaliou. “O local mais atingido é Bento Rodrigues, mas já sabemos que locais a 70 km de distância daqui também foram atingidos pela lama.”

    O Hospital Monsenhor Horta, em Mariana, confirmou uma morte e disse que recebeu outros quatro feridos. Os números do desastre, porém, podem crescer.

    O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase) informou que entre 14 e 15 pessoas podem ter morrido e outras 45 estariam desaparecidas.

    Já o coordenador de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual Carlos Eduardo Ferreira Pinto, fala em ao menos dez desaparecidos. “A situação é catastrófica. Muito delicada”, disse ele.

    Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Mariana, a lama avançou sobre uma comunidade com cerca de 560 habitantes e 170 casas.

    O governo ofereceu ajuda das forças federais para o socorro às vítimas.

    Três helicópteros dos Bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Civil e agentes da Guarda Municipal e da Defesa Civil Municipal realizam buscas no local. Dezenas de moradores ficaram desabrigados em consequência do rompimento.

    A barragem de rejeito é uma estrutura para armazenar resíduos da mineração. Em nota, a empresa informou que “não é possível, neste momento, confirmar as causas e extensão do ocorrido, bem como a existência de vítimas”.

    Diz o texto: “Por questão de segurança, a Samarco reitera a importância de que não haja deslocamentos de pessoas para o local do ocorrido, exceto as equipes envolvidas no atendimento de emergência”.

    Barragem – O rejeito consiste nas sobras do processo de mineração e beneficiamento do minério. Dada às pequenas concentrações de minério na rocha bruta, a exploração de uma jazida tende a gerar uma grande quantidade de rejeito, e sua disposição costuma onerar bastante o projeto.

    A natureza do rejeito pode variar bastante conforme o minério e o tipo de lavra, mas é bastante comum tratar-se de grandes depósitos de lama. Barragens de rejeito, como a que rompeu em Minas Gerais, são construídas justamente para a contenção e sedimentação desta lama.

    Por causa da plasticidade e contínua descarga da lama, essas estruturas de contenção exigem constante monitoramento.

    Como encarecem consideravelmente a operação da lavra, as barragens de rejeito nem sempre merecem a atenção e o investimento necessários da mineradora, em particular das pequenas e médias.

    Mapa da barragem que se rompeu em Mariana, Minas Gerais
    Mapa da barragem que se rompeu no distrito de Bentro Rodrigues, em Mariana, Minas Gerais(Arte/VEJA)

    Publicado por jagostinho @ 09:12



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