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  • 05ago

    CETICISMO POLÍTICO – LUCIANO HENRIQUE AYAN

     

    Conforme está na Carta Capital (até lá, acreditem caso queiram), o Brasil 247 aparece enroladíssimo nas investigações da Lava Jato:

    O despacho do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão do ex-ministro José Dirceu nesta segunda-feira 3, traz acusações que envolvem também o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o site de notícias “Brasil 247″.

    Segundo o documento, em sua delação premiada, o lobista Milton Pascowitch afirmou que repassou 180 mil reais à Editora 247 Ltda., a pedido de Vaccari.

    Ainda de acordo com o depoimento de Pascowitch para a Operação Lava Jato, a propina tinha como objetivo dar “apoio” ao site.

    Os recursos teriam sido desviados da Petrobras, e outras empresas, e entregues por meio da empresa do lobista, a Jamp Engenheiros.

    A operação era feita com contratos simulados entre a Jamp e a Consist Software. Esta, por sua vez, teria acertado contratos com o site Brasil 247.

    O pagamento ainda teria sido acertado após reunião entre o lobista e jornalista Leonardo Attuch, responsável pelo site.

    Neste encontro Pascowitch afirma que ficou definido que não haveria nenhum serviço prestado pela Consist que justificasse a transferência do valor. A verba teria sido entregue em quatro pagamentos.

    Abaixo vou deixar a explicação de Felipe Moura Brasil, que descreve com exatidão o que estamos assistindo:

    Pascowitch admitiu que não havia serviço a ser prestado e que o contrato serviria apenas para dar uma aparência de legalidade às transferências financeiras no auge do período eleitoral.

    Vaccari o encaminhou para uma reunião com Attuch e pediu que o valor pago ao site fosse descontado da empresa Consist, outro braço do esquema de lavagem de dinheiro do petrolão.

    Ou seja, não existiu serviço algum prestado. Mesmo assim, com o cinismo típico da blogosfera petista, o Brasil 247 se defende do seguinte modo:

    Em decorrência do noticiário desta segunda-feira 3 sobre a Operação Lava Jato, a Editora 247 esclarece que foi contratada pela Jamp, por meio do senhor José Adolfo Pascowitch, para a produção de conteúdo sobre o setor de engenharia.

    Os serviços foram efetivamente prestados, as notas fiscais foram emitidas e os impostos recolhidos como em qualquer transação comercial legal e legítima.

    A Editora também esclarece que a linha editorial do Brasil 247, veículo de referência na internet brasileira, com alguns dos principais nomes do jornalismo nacional, será mantida, pautando-se sempre pela independência, pela pluralidade e pela defesa das empresas brasileiras e dos interesses nacionais.

    Até porque a Constituição brasileira assegura o direito à liberdade de expressão como uma de suas cláusulas pétreas.

    Nós já sabemos o que Pascowitch disse. Depois disso, como pode o Brasil 247, do Sr. Leonardo Attuch, ter a cara de pau de dizer que recebeu verba “para a produção de conteúdo sobre o setor de engenharia”?

    Essa é uma desculpa tão ridícula, tão patética, tão cínica que por si só já merecia cadeia. Quem quer que acompanhe o Brasil 247 sabe que só há um tipo de expertise dessa gente: conteúdo político.

    O Luís Nassif até, vá lá, produz algum conteúdo com críticas artísticas e textos diversos. Mas o Brasil247 não.

    Então é evidente que eles não produziram “conteúdo para engenharia”, até porque não possuem a menor condição de fazê-lo.

    Seria a mesma coisa se eu dissesse que “produzi conteúdo para culinária”.

    Basta ouvir esse papo e conhecer o que publico para cair no chão rolando de rir diante de tal desculpa.

    O mesmo vale para o Brasil 247.

    Fiz até essa pergunta naquele site:

    lhrayan

    Por enquanto, só ouço o barulho do grilo. Então é isso: essa conversa de “conteúdo para engenharia” simplesmente não cola.

    Tudo bem que esta segunda foi um dia tenso e alguém deve ter se saído com uma do tipo: “bem, foi o que deu pra arranjar, e quem não gostar que vá reclamar com o bispo”.

    Mas esse não é o momento para tirar sarro da Lava Jato com uma explicação tão cínica e vergonhosa.

    Seja como for, já sabemos algo: Attuch é tão bom produzindo “conteúdo de engenharia” quanto dando explicações quando é pego de calças curtas.

     Que feio, Attuch. Ficou muito, mas muito feio…

    Publicado por jagostinho @ 18:56



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