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  • 07maio

    Correspondência recebida

    Companheiros e Companheiras,

    hp444Envio duas matérias publicadas no jornal Hora do Povo, edição de 6 e 7 de maio de 2015.

    A primeira, de autoria de Carlos Lopes, Vice-Presidente do PPL, denuncia que o Brasil pagou 143 bilhões de reais de juro só no 1º trimestre deste ano, 10,41% do PIB.

    A outra lembra que quem reprimiu a manifestação contra o leilão de Libra, mobilizando o Exército, a Força Nacional de Segurança e a Marinha, não tem como falar mal de Beto Richa.

    Mario Bacellar Filho

    Presidente do PPL/PR

    *
    Menos emprego, menos renda, menos direitos

     

    Brasil pagou 143 bi de juro só no 1º trimestre e Dilma quer o ‘ajuste’ para pagar muito mais  

     

    Lacraias querem elevar lucro dos bancos com a  fome e miséria do povo

     

    Enquanto corta a verba da Saúde, Educação – e qualquer setor que atenda ao povo – o governo Dilma procedeu, de janeiro a março deste ano, à maior derrama de juros para os bancos, fundos e demais rentistas, já ocorrida em um trimestre.

    O setor público transferiu, em juros, o equivalente a 10,41% do PIB: R$ 143,85 bilhões, duas vezes e meia o que foi drenado em juros durante o mesmo período do ano passado e quase metade dos 12 meses de 2014, que já fora o recorde em quinze anos, desde que o BC divulga esse dado.

     

    Em três meses, governo transferiu aos bancos 10,41% do PIB em juros

    Como parcela do PIB a vazão de juros mais que dobrou em relação ao mesmo período do ano passado

    De janeiro a março deste ano – portanto, em três meses – foi realizada a maior derrama de juros da História do país: o governo central forçou o setor público a transferir aos bancos, fundos e outros rentistas o equivalente a 10,41% do PIB, isto é, R$ 143,85 bilhões (ou, precisamente, R$ 143.847.234.817,81).

    Em termos monetários, é 2,5 vezes o que foi transferido em juros durante o mesmo período do ano passado (ou, percentualmente, +145%), e quase metade dos juros drenados durante os 12 meses de 2014 (R$ 311 bilhões).

    Como parcela do PIB – como parte equivalente à riqueza nacional adicionada pelo trabalho – a vazão de juros mais que dobrou: de 4,44% do PIB (janeiro-março de 2014) para 10,41%.

    Ainda existem alguns indivíduos – em geral, simplesmente bobos – que repetem o que dizem os patifes neoliberais sobre o pacote de Dilma: que o “ajuste” é para crescer, algo inédito em qualquer parte do mundo onde tal saque foi aplicado.

    Esses parcos economizam mais a sua massa cinzenta do que Harpagon – o avarento de Molière – economizava dinheiro.

    A ponto de tornar a dita massa cinzenta uma inutilidade. Mas acabam por resvalar, inevitavelmente, para o cinismo.

    A essa altura, se não sabem que o “ajuste” é para rebaixar os salários reais e drenar recursos da sociedade – do Estado e do setor produtivo – para a parasitagem financeira, sobretudo externa, é porque não querem saber.

    Dito de outra forma: se não sabem é porque estão se lixando para a Nação e para o povo brasileiro.

    Mas a verdade é que não têm como não saber.

    Tanto assim que todos eles fizeram um silêncio sepulcral diante do novo relatório de política fiscal do Banco Central, publicado na última sexta-feira, apesar de ser um documento escandaloso – exatamente porque é uma demonstração do gangsterismo rentista a que o país foi exposto por Dilma.

    O silêncio (melhor seria dizer: o abafamento) dessa trupe diante da hemorragia de recursos públicos – recursos do povo – bombeados pelo governo para os rentistas é, exatamente, a sua confissão de culpa, de cumplicidade (ou mais que isso) nos crimes que estão sendo perpetrados contra o Brasil.

    Uma pilhagem de R$ 143,85 bilhões – ou 10,4% do PIB! – em apenas três meses, é coisa que nem Fernando Henrique ou Collor ou Café Filho ou Campos Salles (ou qualquer outro algoz do povo brasileiro) conseguiram.

    É por isso que aqueles elementos, que hoje parecem repetir os portugueses do século XVIII (“mal por mal antes o Pombal”), estão somente representando uma farsa, pois é muito difícil, provavelmente impossível, encontrar um governo pior na História do Brasil que o atual.

    Por sinal, o marquês de Pombal, perto de Dilma, é o próprio Prometeu, logo depois de acabar com o monopólio olímpico do fogo e dá-lo aos seres humanos, diante de uma pulga de circo (nenhum xingamento na comparação; é apenas uma questão relativa às dimensões – ou seja, à estatura – de cada um).

    Observemos que, com R$ 143,85 bilhões por trimestre, mantido esse ritmo, a projeção até o fim do ano seria uma despesa com juros dos governos federal, estaduais, municipais e estatais – que constituem o setor público – de R$ 575 bilhões.

    O que é mais que toda a receita tributária (impostos + taxas) prevista no Orçamento de 2015 (R$ 453,352 bilhões) ou 45% da previsão de receita total do Orçamento Fiscal, isto é, todas as receitas menos as da Previdência (cf. LOA 2015, art. 2º, inciso I e Anexo I.

    A comparação entre o gasto do setor público com juros e a receitafederal prevista no Orçamento, é possível porque 94% das transferências de juros (o correspondente a 9,78% do PIB ou R$ 135,203 bilhões) foram feitas, no primeiro trimestre, pelo governo federal.

    Mas não precisamos de projeção alguma. Basta o que já aconteceu nos primeiros três meses do ano:

    o gasto com juros no primeiro trimestre (R$ 143,85 bilhões) foi mais que a verba para o ano todo da Saúde (R$ 121 bilhões) ou da Educação (R$ 103,36 bilhões) ou da Defesa (R$ 81,57 bilhões) ou do que os R$ 75,3 bilhões do Ministério do bolsa-família ou mais que os R$ 105,869 bilhões que são a soma dos orçamentos de investimento de todos os Ministérios para todo este ano (cf. LOA 2015, Anexo I).

    Entretanto, essas comparações têm um grande problema: são feitas com a dotação orçamentária aprovada pelo Congresso, na Lei Orçamentária Anual de 2015 (LOA 2015), e não com o que o governo realmente gastou (ou irá gastar, depois de “contingenciar” – ou seja, bloquear os recursos – ferozmente).

    Na verdade, se nos atermos ao primeiro trimestre, o governo liberou apenas R$ 24,859 bilhões para “ações e serviços públicos de saúde” e R$ 13,471 bilhões para “manutenção e desenvolvimento do ensino”.

    No mesmo período em que “liberava” R$ 143,85 bilhões em juros para bancos, fundos e demais rentistas.

    O “ajuste” de Dilma consiste em fazer todo mundo pagar – ou passar fome – para que alguns poucos privilegiados tenham sua vida dourada.

    Algo muito semelhante, ideologicamente, àquele sistema que, antes da Revolução Francesa, fazia com que a população inteira da França sustentasse uma ínfima camada de vagabundos afetados, que se reuniam em Versalhes para o ócio e mais ócio e mais…

    Toda decadência é muito parecida com outra decadência.

    Resumindo: o país está paralisado (ou, pior, caindo no abismo); as falências entre as médias empresas – o principal contingente das empresas nacionais – aumentaram, no acumulado do ano, +140% em janeiro, +145,5% em fevereiro e +131,6% em março; o desemprego deu um salto e, com toda probabilidade, irá para além de 10% até o próximo mês; os salários estão em queda em todas as regiões do país.

    Enquanto isso, os juros básicos – o piso dos juros – foram aumentados pela quinta vez seguida, apesar de já serem maiores do que aqueles de qualquer parte do mundo, e o BC promete continuar aumentando-os.

    A indústria – o setor decisivo para o crescimento, e, portanto, para os salários, vale dizer, para a distribuição de renda – continua sendo destruída: segundo o último resultado das Contas Nacionais, do IBGE, a participação da indústria de transformação no PIB caiu para 10,9% em 2014.

    Somente durante o governo Dilma, essa participação caiu em 4,1 pontos percentuais.

    Para que essa terra arrasada, onde, se Dilma fosse até o fim dessa loucura, 200 milhões de brasileiros sustentariam, e, mais do que hoje já fazem, enriqueceriam um punhado de parasitas – alguns que jamais nem pisaram no país?

    Exatamente para isso: aumentar a pilhagem financeira, o que implica em quebrar a produção, separar os empresários nacionais das suas empresas, desempregar e arrochar quem trabalha.

    Um de nossos escritores – por sinal, também um político – afirmou que “há uma miséria maior do que morrer de fome no deserto: é não ter o que comer na terra de Canaã”.

    Talvez seja uma boa descrição do que a submissa Dilma pretende para o Brasil.

    CARLOS LOPES

    *

    Quem reprimiu manifestação contra leilão de Libra não tem como falar mal de Beto Richa

    A presidente Dilma afirmou, em pronunciamento feito na internet, que o país vive uma democracia e que não é correto o uso da repressão como forma de solucionar os conflitos ou para impedir protestos de qualquer setor da sociedade.

    A fala foi uma referência crítica à brutal repressão aos professores, ocorrida na semana passada no Paraná.

    Entretanto, a mobilização pela própria Dilma do Exército, da Força Nacional de Segurança e da Marinha para reprimir violentamente o protesto de trabalhadores contra o vergonhoso leilão de Libra, em 2013, é um fato que retira dela toda e qualquer moral para criticar, agora, a estúpida repressão ordenada pelo governador do Paraná, Beto Richa.

    Ou seja, não está certo defender sua repressão – para entregar o pré-sal – e criticar a repressão dos tucanos contra as reivindicações dos professores.

    No caso nenhum dos dois tem razão.

    Publicado por jagostinho @ 12:01



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