Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 07maio

    O GLOBO

    Venezuelanas se encontram com senadores, mas não são recebidas pelo governo

    Mitzy Capriles de Ledezma e Lilian Tintori se reunirão com líderes da Câmara e do Senado
    Lilian Tintori, mulher do preso político Leopoldo López, em São Paulo Foto: Marcos Alves / Agência O Globo
    Lilian Tintori, mulher do preso político Leopoldo López, em São Paulo – Marcos Alves / Agência O Globo

    BRASÍLIA — Em busca de apoio do Congresso e do governo brasileiros para a libertação dos líderes oposicionistas presos na Venezuela, Antônio Ledezma e Leopoldo López, suas esposas Mitzy Capriles de Ledezma e Lilian Tintori, iniciaram nesta quarta-feira uma série de encontros políticos em Brasília e falarão nesta quinta na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

    O primeiro encontro, nesta quarta-feira, de Mitzy Ledezma e da filha, que tem o mesmo nome, foi com o senador José Serra (PSDB-SP).

    Logo após o encontro, senadores do PT e do PDT discursaram protestando contra o PSDB e o PMDB, que aprovaram nessa terça-feira uma moção cobrando do Itamaraty que tome providências contra o governo da Venezuela pelo descumprimento do Protocolo de Ushuaia, assinado pelos países membros do Mercosul — Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai — se comprometendo com a defesa da democracia.

    As famílias de López e Ledezma esperam que o Congresso pressione o governo brasileiro a tomar uma posição contra as prisões que dizem ser arbitrárias.

    Ledezma, prefeito de Caracas e segundo autoridade civil mais importante da Venezuela, depois de Nicolás Maduro, passou por um problema de saúde sério na prisão, completa 76 dias de encarceramento e terá seu primeiro julgamento no próximo dia 12.

    — Quando os 120 agentes da inteligência chegaram para prender Ledezma em seu escritório privado, ele perguntou porque estava sendo preso. Só responderam que estava sendo preso e ponto — contou a esposa, Mitzy Capriles.

    — Esperamos muito do governo brasileiro, porque a presidente Dilma sofreu muito quando esteve presa injustamente e sabe o que estamos passando — apelou a filha.

    Segundo Serra, que tem uma relação de amizade com Ledezma, na conversa tentou tranquilizá-las, alegando que a economia venezuelana está arruinada, o que pode agilizar a queda da “ditadura” comandada por Maduro.

    — Estamos tentando forçar o governo a tomar uma posição em relação ao Protocolo de Ushuaia. Trata-se de um País vizinho que está quebrando as regras democráticas dessa maneira.

    Quando o Paraguai afastou o ex-presidente Lugo dentro das regras, sem prender um papagaio, o governo brasileiro usou o protocolo para retaliar a afastar o País do Mercosul.

    Que o Itamaraty se posicione , agora, em relação aos presos políticos da Venezuela. Eles deveriam pelo menos receber essas famílias, não vai comprometer o ajuste fiscal — ironizou Serra.

    Ontem as mulheres receberam o apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Nesta quarta, as esposas se encontrariam ainda com o ex-presidente José Sarney.

    Nesta quinta se encontram ainda com os presidentes da Câmara e Senado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

    Publicado por jagostinho @ 15:37



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.