Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 25mar

    GAZETA DO POVO – Amanda Audi e Diego Ribeiro

     

    Dinheiro na casa de ex-coordenador do TC indica ‘propina parcelada’, diz Gaeco

     

    Envelopes de R$ 59.950 teriam sido entregues em datas anteriores à prisão em flagrante de Luiz Bernardo Dias Costa

     

    Envelopes com dinheiro vivo foram encontrados pelo Gaeco.

    Envelopes com dinheiro vivo foram encontrados pelo Gaeco.

     

    Cinco envelopes recheados com dinheiro vivo, somando R$ 59.950, foram encontrados na casa do ex-coordenador-geral do Tribunal de Contas do Paraná (TC) Luiz Bernardo Dias Costa, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em junho de 2014.

    Segundo o Gaeco, braço do Ministério Público, os pacotes indicam que a empreiteira Sial, que havia recentemente vencido uma licitação no tribunal, estaria pagando propina de forma parcelada a servidores do TC.

    Os envelopes teriam sido entregues em datas anteriores à prisão em flagrante do ex-coordenador, após receber uma mala com R$ 200 mil de executivos da Sial, em junho.

    O montante seria mais uma “parcela” da propina – que ao final ultrapassaria R$ 2 milhões, segundo o Gaeco.

    A Gazeta do Povo obteve as imagens da prisão de Costa. O vídeo mostra o ex-coordenador saindo da sede da Sial com uma mala.

    Ao ser abordado pelos agentes, ele a abre e mostra maços dinheiro, que afirma serem “honorários”.

    Os pagamentos seriam uma contrapartida pelo fato de a Sial ter vencido uma licitação de R$ 36,4 milhões para construir um prédio anexo ao tribunal no ano passado, mesmo sem cumprir todas as exigências do edital.

    As informações constam de denúncia do Ministério Público.

    “Propinão” e ameaça

     

    Segundo a investigação, teria sido justamente o alto preço cobrado de propina que teria afugentado outras empresas com interesse na obra.

    Uma gravação encontrada no celular do filho do proprietário da Sial, Pedro Henrique Rossi, e juntada na denúncia, mostra uma tentativa de dissuadir a construtora RAC (que havia apresentado a proposta mais vantajosa) de continuar na concorrência.

    Rossi dá a atender que a única empresa com capacidade para cumprir a exigência seria a própria Sial. “Eles pediram um valor alto, altíssimo”, disse, se referindo ao tribunal.

    “A gente pode cumprir com este acordo. É pesado, é antecipado”, afirmou.

    Pedro Henrique antecipa à RAC que todas as propostas seriam inabilitadas pelo TC e apenas a Sial retornaria (o que de fato ocorreu).

    Ele então pede para que a empresa não entre com recurso contestando a decisão, porque isso poderia “melar todo o processo”.

    Em seguida, o executivo da Sial faz uma ameaça velada: “Como volto a dizer, é o Tribunal de Contas. A retaliação vai vir mais cedo ou mais tarde por parte deles”.

    “Extremamente grave”

     

    Apesar das provas coletadas, a denúncia foi suspensa, mas não extinta, pelo Tribunal de Justiça na semana passada, até o julgamento do mérito de reclamação da Sial.

    “A situação é inigualavelmente grave, eis que é justamente o Tribunal de Contas quem fiscaliza, por exemplo, as contratações e licitações realizadas pelo Poder Público”, diz uma parte da denúncia.

    Os advogados dos envolvidos alegam que as provas que fundamentaram a denúncia do MP não são válidas.

    Isso porque elas teriam sido originadas em interceptações telefônicas que foram anuladas pelo TJ no ano passado.

    O TC informa que a licitação foi cancelada e nenhum pagamento efetivado.

    Publicado por jagostinho @ 09:13



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.