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  • 22mar

    VEJA.COM – 

    Relatório enviado ao governo mostra cooptação de brasileiros pelo Estado Islâmico

     

    Segundo ‘O Estado de S. Paulo’, o grupo terrorista busca jovens na América do Sul.

    Até agora, mais de dez aderiram no Brasil.

     

    Imagem tirada de um vídeo mostra o líder do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Bakr al Baghdadi
    Imagem tirada de um vídeo mostra o líder do grupo jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Bakr al Baghdadi(AP/VEJA)

     

    O governo brasileiro recebeu relatórios de diferentes órgãos de inteligência que detectaram tentativas do grupo terrorista Estado Islâmico de recrutar jovens brasileiros no país, segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo.

    De acordo com os documentos, o grupo tem procurado potenciais “lobos solitários” brasileiros.

    Essa classe de insurgente é caracterizada por jovens capazes de arquitetar e executar ataques com facilidade, passando incólumes pela polícia justamente por não constarem de listas internacionais de terroristas.

    Segundo os relatórios, a situação é de “luz amarela”.

    A reportagem do jornal afirma que houve reuniões sobre o tema na Casa Civil ao longo da última semana.

    Representantes da pasta analisam os riscos de recrutadores tentarem driblar a segurança no período que antecede os Jogos Olímpicos de 2016.

    Os textos dos órgãos de inteligência apontam que, apesar de os maiores riscos envolvendo o evento esportivo recaírem sobre as manifestações e as possíveis greves, a maior preocupação é, mesmo, o terrorismo.

    Segundo os relatórios, apesar da aparente tranquilidade do governo em relação à ameaças, o país é alvo significativo.

    O Estado Islâmico, que tem buscado seus recrutas exclusivamente na Europa, teria a intenção de expandir o campo de procura para a América do Sul.

    Diante de tal risco, policiais europeus estiveram no país e fevereiro para se reunir com autoridades.

    Os documentos detalham que o governo brasileiro estaria seguindo uma estratégia de prevenção direcionada às famílias, e não apenas aos jovens.

    Com isso, órgãos como a Abin e a Polícia Federal poderiam detectar focos de cooptação e alvos mais suscetíveis.

    Ainda de acordo com o jornal, as autoridades teriam encontrado mais de dez brasileiros convertidos se utilizando de redes sociais para estimular sírios deslocados pelo conflito a se juntar ao grupo terrorista.

    A intenção dos jovens, segundo a investigação, não é aderir à luta armada no exterior – mas convencer os sírios dissidentes a voltar.

    O agravante, apontam os documentos, é que devido à ausência de uma lei antiterrorismo no país, o poder das autoridades em situações como essa é limitado a um acompanhamento das atividades dos suspeitos.

    Publicado por jagostinho @ 12:08



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