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  • 21mar

    GAZETA DO POVO – Gabriela Ribeiro

    “Eles aceitaram a regra do jogo e não têm mais o que fazer”, diz Hélio Cury sobre opositores

    O presidente reeleito para a Federação Paranaense de Futebol falou com a reportagem da Gazeta do Povo e acredita que a chapa de oposição não vai buscar a Justiça para mudar resultado da eleição

     

     

    Hélio Cury foi reeleito presidente da Federação Paranaense de Futebol em disputa contra Ricardo Gomyde - Foto:- Ciciro Back/Tribuna do Paraná

    Hélio Cury foi reeleito presidente da Federação Paranaense de Futebol em disputa contra Ricardo Gomyde – Foto:- Ciciro Back/Tribuna do Paraná

    Hélio Cury começa mais uma mandato à frente da Federação Paranaense de Futebol.

    Eleito neste sábado (21) por 33 votos a 25 de Ricardo Gomyde, o presidente vai para o oitavo ano comando a entidade que rege o futebol no estado.

    E agora terá mais quatro anos.

    A reportagem da Gazeta do Povo conversou com Cury após a confirmação da vitória nas urnas. Ele falou sobre o processo eleitoral, fez uma avaliação dos sete anos na FPF e projetou o que espera fazer pelo futebol local no próximo mandato.

    O plano agora é construir uma sede para a Federação e zerar todas as dívidas herdadas da gestão de Onaireves Moura.

    Agora eleito, você teme algum tipo de ação judicial da chapa de oposição?

    Eu acho que não. Acho que eles aceitaram as regras do jogo nas eleições, entenderam que é um processo lícito, participaram do processo. Acredito que esse processo se encerrou.

    Acho que todas as possíveis ações já foram feitas nesse período eleitoral. Nós suplantamos tudo isso e o resultado é insofismável.

    Entendo que eles não têm [o que fazer]. Até porque eles aceitaram a regra do jogo, participaram do jogo, então não têm mais o que fazer.

    O senhor acredita que a presença do presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, na chapa de oposição foi bom para a sua reeleição?

    Na verdade, o Petraglia assusta muito. Não só o clube do interior. Assusta tudo.

    Você foi eleito em 2008. Qual a avaliação dos oito anos à frente da Federação?

    Eu acho que até a própria oposição sabe que nós fizemos uma gestão voltada para o pagamento das contas da Federação, porque se você não pagar, não consegue se movimentar.

    É claro que você precisa ter um departamento de marketing forte, claro que nós queremos. Mas se você não tiver com o nome limpo e com a estrutura da Federação montada, à medida que você for fazer um negócio, para por ali.

    Voltamos a liquidar as dívidas da Federação Paranaense de Futebol, não deixando nunca de acompanhar o futebol como um todo.

    A posição nossa é de administrar o futebol como gestor, mas ao mesmo tempo cuidar daquilo que é patrimônio da Federação.

    E financeiramente, como foi?

    Perdemos tudo [na Justiça], até porque são ações que não são minhas, são lá de trás. Conseguimos conciliar e ainda estamos pagando cerca de 70 milhões de dívida.

    E nós temos um ano e meio dois para zerar tudo e lidar com a Federação, já com o projeto de construção de uma nova sede.

    Agora, pagamos quase R$ 25 mil de aluguel durante o mês e isso dá R$ 300 mil no ano. Quanto eu poderia ajudar os clubes com isso?

    Principalmente ligas amadoras, categoria de base. É um projeto nosso porque a realidade da Federação é reverter o resultado que ela tem para o próprio esporte.

    Ela não tem fins lucrativos. Nós temos que investir no próprio filiado. Essa é a função da Federação.

    O que o senhor pretende fazer de novo a partir de agora?

    Primeiro, o projeto de construir a nova sede da Federação Paranaense de Futebol. Terminar as dívidas que a gente ainda precisa pagar [cerca de R$ 17 milhões].

    Também precisamos acertar R$ 10 milhões para a Prefeitura. Estamos encerrando com o governo Federal, entramos no Refis [Programa de Recuperação Fiscal].

    Quando entramos na Federação no final de 2007 já tinham leiloado o Pinheirão por R$ 11,2 milhões.

    Em dois anos, nós cancelamos esse leilão e conseguimos segurar vários leilões, pagando, até que chegou num ponto em que não conseguimos e, num leilão de R$ 5 milhões, acabamos sem o Pinheirão por R$ 57,5 milhões.

    Significa um valor palpável, que pudemos pagar as dívidas da Federação, contraídas pelo antecessor.

    Na eleição, Atlético, Coritiba e Paraná ficaram do lado de Ricardo Gomyde na eleição. O senhor vai tentar uma reaproximação?

    Nós estamos aqui para atender ao filiado. O clube, como a Federação, é uma instituição. Ela fica e nós somos passageiros. Nós não temos que atender apenas q um presidente.

    Temos que atender a todos, porque nós estamos atendendo quem? Ao futebol paranaense. Foi uma disputa democrática, que chegou ao fim e cada um vai ter que entender agora que o caminho é unificar o futebol do Paraná, que aliás tem certa dificuldade.

    Nós unidos já temos dificuldades, imagina separados…

    E com a CBF?

    Estive na CBF há pouco tempo, conversando com o [presidente eleito Marco Polo] Del Nero, que vai assumir agora em abril.

    Eu sempre digo uma coisa: nós não temos nada contra a CBF. O que a CBF fizer, que venha de encontro ao futebol brasileiro.

    Agora, aquilo que for em desacordo com o futebol brasileiro, aí temos que mostrar o nosso posicionamento.

    Nós temos que botar uma postura e temos que ter personalidade. Futebol paranaense tem trabalhado forte.

    Nós temos que mostrar que o Paraná tem força. Então, a CBF já entendeu nossa postura, tive essa conversa e vou marcar uma nova reunião com a CBF após as eleições.

    Nós vamos conversar e colocar nossa posição. Não temos nada contra ninguém, nós queremos o melhor para o futebol brasileiro e em especial para o futebol do Paraná.

    O que fazer para fortalecer o futebol amador e do interior?

    Nós estamos procurando ajudar de todas as maneiras. O futebol amador, por exemplo, tem advogado pago pela Federação.

    Nós temos o registro de atletas gratuito, bolas para o campeonato. Estamos procurando ajudar todos. Lógico que se nós sairmos das nossas dívidas a tendência é crescer muito mais e consequentemente dar mais apoio para amador, profissional, categoria de base.

    É onde que nós temos que investir, que eu sei que a categoria de base para o profissional só tem uma diferença: o salário.

    O garoto come, bebe, viaja. O custo é igual. A única diferença é o salário que não é igual ao profissional.

    A Medida Provisória que vai parcelar as dívidas dos clubes foi assinada nesta semana. O senhor acredita que vai ser uma boa para os clubes?

    Primeiro ponto que eu sou favorável é o direito a uma reeleição só. Já dei uma entrevista sobre isso. Eu acho que tem que ser uma reeleição só, porque oito anos está bom para cada presidente.

    Tanto é que quando eu assumi a Federação Paranaense de Futebol, depois de seis meses, fiz uma assembleia geral, falando sobre aprovar o direito a uma só reeleição.

    Lógico que eu não vou retroagir ao mandato que eu estou passando: daquele momento em diante, tem que aplicar dali pra frente.

    Então, eu tenho direito a mais uma reeleição só. Quando, na verdade, o estatuto era para ter reeleição eterna.

    Eu acabei com isso aqui. Já antecipei o que hoje estão fazendo. Agora, vários pontos ali eu entendo que são necessários, fundamentais.

    O que temos que frisar muito bem é que não se use mais uma vez o Refis, para acabar ninguém pagando, como aconteceu o primeiro, o segundo.

    Inventaram Refis de tudo e ninguém pagou ninguém. Como eu vi um presidente de clube profissional dar uma entrevista há uns seis meses atrás e disse que não está mais pagando o INSS, porque “vai ter o Refis mesmo”.

    Espera aí, isso é uma brincadeira. Os caras não estão cumprindo porque lá na frente vai ter um acerto. Se for realmente forte nesse sentido de responsabilidade do gestor e que o clube sofra um monte de sanções, a Federação é favorável.

    Até porque tem que ser isso mesmo. Já que eu vou facilitar sua vida, então cumpra suas obrigações. Sou completamente favorável que se tome uma posição radical ou não vamos moralizar o futebol brasileiro nunca mais.

    Se não, não estaria aqui gastando R$ 70 milhões de um dinheiro de investimento para pagar conta daquilo que foi cerceado da Federação e dos nossos filiados.

    *******

    Eleição FPF – Nota da oposição

     

    NOTA À IMPRENSA

     

    Hoje ocorreu a Assembleia Geral da Federação Paranaense de Futebol. Essa assembleia foi precedida de um processo eleitoral totalmente dirigido e viciado, no qual até o colégio eleitoral foi escondido, tendo sido revelado somente após medida judicial.

    Todo o processo foi montado para reconduzir o atual presidente ao poder, apesar de ser inelegível. A inscrição da chapa de oposição também só concorreu após ordem judicial, expedida na véspera da eleição.

    Apesar de se tratar também de uma assembleia de prestação de contas, os filiados não tiveram acesso aos documentos fiscais da entidade, o que também é objeto de disputa judicial.

    Sendo assim, um processo antidemocrático resulta em um produto contaminado, vazio e sem valor. Tivemos uma chapa devidamente inscrita, que obteve vinte e cinco votos válidos, contra uma chapa liderada por uma pessoa inelegível e que confessa se beneficiar indevidamente da entidade.

    Diante deste quadro, incapazes de nos omitirmos perante esta injustiça e do receio de um futuro sombrio, continuaremos lutando pelo fortalecimento do futebol paranaense.

    Agradecemos a todos aqueles que colaboraram com este movimento e àqueles que ainda pretendem contribuir.

    Curitiba, 21 de março de 2015.

     

    CLUBES UNIDOS. FUTEBOL FORTE

    Chapa FPF Forte e para todos os filiados. Oposição de Verdade.

    Publicado por jagostinho @ 21:55



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