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  • 17mar

    VEJA.COM

    Do tamanho à espontaneidade dos participantes, por que os atos contra e a favor da presidente Dilma Rousseff são tão díspares

     


    1 – Foram 12 mil contra 1 milhão

    Só o protesto na Av. Paulista, em São Paulo, contra o governo de Dilma Rousseff, no dia 15 de março, reuniu 1 milhão de pessoas, segundo a Polícia Militar (PM).

    Quem apoiou o ato a favor da presidente, dois dias antes, acusou a PM de inflar a estimativa, e o Datafolha contou 210 mil pessoas.

    Mas basta comparar com outros grandes eventos na avenida para se convencer de que a estimativa da polícia está mais próxima da realidade.

    A Parada do Orgulho Gay já chegou a reunir mais de 1 milhão de pessoas. O Réveillon da Paulista contou com 2 milhões de participantes em 2014.

    Quem já foi nos dois eventos e também esteve na avenida domingo sabe que na manifestação contra a Dilma o aperto era equivalente ou até maior.

    Já a manifestação do dia 13 em São Paulo teve 12 mil pessoas segundo a PM, 41 mil segundo o Datafolha e 100 mil de acordo com os organizadores.

    Ainda que estes estejam certos, o número representa apenas um décimo do que se viu no protesto contra o PT.

    2 – Balões de sindicatos contra cartazes escritos à mão

    Nos protestos anti-Dilma, predominavam os cartazes com palavras de ordem feitos com cartolina e caneta.

    Esta é a melhor medida da espontaneidade dos participantes. Este fato ficou demonstrado também pela chegada das pessoas à Av. Paulista: o que se viu eram casais ou famílias vindos a pé ou de metrô.

    No ato das organizações ligadas ao PT, as pessoas chegaram em grupos ou ônibus fretados.

    E predominavam os balões dos sindicatos, um recurso conhecido para dar a impressão de volume.

    Ou seja, para dar a ilusão, nas fotografias, de que há muito mais gente do que de fato há.

    3 – Uns ganharam diária para participar; todos os outros foram de graça

    Para ir ao ato pró-Dilma, muitos manifestantes receberam entre 35 e 50 reais de diárias dos organizadores (Central Única de Trabalhadores, MST e movimentos de sem-teto).

    Trata-se de uma medida bem de acordo com a tradição desses grupos de explorar a miséria do povo.

    Já nos protestos anti-Dilma, não houve registro de pagamento para os participantes.

    Eles até gritavam, com orgulho: “Eu vim de graça!”

    4 – Os pró-Dilma ganharam marmita; os anti-Dilma levaram ou compraram sua própria comida

    O kit protesto distribuído pela CUT e pelo MST incluía pão com mortadela ou uma marmita mais reforçada.

    No protesto do dia 15, o povo teve que se virar com as poucas opções oferecidas pelos vendedores de cachorro quente e de churrasquinho de carne de terceira (para não falar nos felinos).

    Depois de uma hora de protesto, já não havia mais água ou refrigerante para comprar dos ambulantes, que subestimaram o tamanho da clientela.

    5 – Havia mais radicais, proporcionalmente, no ato pró-Dilma

    Na manifestação do dia 15, havia um carro de som e um ônibus em frente ao Parque Trianon com inscrições e oradores pedindo intervenção militar.

    Ao redor, num raio de 20 metros, havia no máximo 100 pessoas fazendo coro ao apelo aos militares – o que representa apenas 0,01% do total de manifestantes reunidos na avenida.

    Dali para trás, a multidão olhava com curiosidade e desaprovação para os defensores do golpe.

    Já no ato pró-Dilma, entre os participantes mais numerosos estavam os militantes do MST, grupo que recebe treinamento da Venezuela para instaurar uma ditadura socialista no Brasil.

    6 – O ato do dia 13 foi financiado com dinheiro público; o do dia 15, não

    Só as cooperativas e assentamentos do MST receberam, desde 2004, 300 milhões de reais dos cofres públicos.

    Em comparação, não há registro de que os movimentos que organizaram o protesto do dia 15 sejam financiados por dinheiro do contribuinte.

    “Nós existiamos exclusivamente graças a doações individuais privadas. Até os empresários relutam em doar dinheiro para nós”, diz Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre.

    Publicado por jagostinho @ 15:37



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