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  • 03mar
    CPI

    VEJA.COM – Marcela Mattos e Gabriel Castro, de Brasília

    Na semana em que a lista de políticos citados no petrolão será finalmente conhecida, colegiado começa a se agitar: já são mais de 200 requerimentos

     

    Movimentação da CPI da Petrobras

    Movimentação da CPI da Petrobras (Renato Costa/Folhapress)

    Na semana em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai enviar ao Supremo Tribunal Federal os pedidos de investigação contra políticos citados no petrolão, a CPI da Petrobras começa a se movimentar.

    Nesta segunda-feira deputados de oposição começaram a protocolar uma lista de pedidos de audiência com autoridades e executivos.

    Figuram entre os requerimentos os nomes do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, do tesoureiro da campanha da presidente Dilma Rousseff, Edinho Silva, além dos mensaleiros Delúbio Soares e José Dirceu.

    Todas essas propostas de oitiva foram apresentadas em formato de convocação – ou seja, se aprovadas, os depoentes serão obrigados a comparecer à comissão.

    Até a tarde desta segunda, foram protocolados mais de 240 requerimentos à secretaria da comissão de inquérito.

    A próxima reunião do colegiado será na próxima quinta, quando será apresentado o plano de trabalho pelo relator, o petista Luiz Sérgio (PT-RJ), e os requerimentos já podem ser votados.

    A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) quer que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu seja convocado para explicar sua menção como um dos beneficiários do esquema.

    Além de ter prestado consultoria para empreiteiras envolvidas no petrolão, ele é citado pelo doleiro Alberto Youssef como um dos favorecidos pelo pagamento de propina.

    O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), também pediu a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Dirceu nos últimos dez anos.

    O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pediu convocação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Como VEJA revelou, ele se encontrou com o advogado da empreiteira UTC, Sérgio Renault, e assegurou que haveria uma reviravolta nas investigações. 

    Há ainda requerimentos de convocação da presidente da Caixa, Miriam Belchior, e de Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como lobista do PMDB no esquema.

    Na lista, estão também os empreiteiros e executivos presos na operação Lava Jato, delatores do esquema como o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, e figuras como o ex-diretor internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

    Os oposicionistas pediram também a convocação de três ex-presidentes da Petrobras: José Eduardo Dutra, José Sérgio Gabrielli e Graça Foster.

    O primeiro requerimento protocolado, de autoria do PSDB, pede que sejam criadas três sub-relatorias dentro da CPI: uma de sistematização, uma para gerenciar a parte operacional e outra para lidar com o núcleo político do esquema.

    Estratégia petista – Embora a maioria dos pedidos tenha sido feita por parlamentares de oposição, o PT também apresentou requerimentos nesta segunda – mas, como esperado, não pediu a audiência de nenhum nome diretamente ligado ao partido.

    A ação segue estratégia de tentar vincular os escândalos de corrupção na estatal aos executivos e empresários, blindando a cúpula da legenda no esquema que sangrou os cofres da Petrobras.

    Com documentos assinados pelo deputado Afonso Florence (PT-BA), o partido pediu a audiência – mas apenas por meio de convite, quando a presença não é obrigatória – dos ex-presidentes José Sérgio Gabrielli e Graça Foster, e também do atual chefe da Petrobras, Aldemir Bendine.

    Por outro lado, Florence quer a convocação do ex-gerente da estatal Pedro Barusco e do ex-diretor Renato Duque.

    Em outra frente para blindar o partido, o PT também trabalha para ampliar o escopo das investigações para o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.

    Requerimento de Afonso Florence pede que a comissão faça uma devassa nos contratos da estatal firmados a partir de 1997.

    O plano original da CPI prevê apenas a apuração entre 2005 e 2015 – ou seja, nos governo Lula e Dilma, quando o assalto aos cofres da estatal foi institucionalizado. 

    Publicado por jagostinho @ 11:37



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