Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 28set

    ESTADÃO

    Em discurso a líderes de grupos religiosos, candidata do PSB disse que, diferente do ‘evangélico político’, o ‘‘político evangélico’’ usa a fé para influenciar as pessoas

    A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva

    A candidata à Presidência da República pelo PSB, Marina Silva (Ivan Pacheco/VEJA.com)

    Em um discurso para cerca de 300 líderes evangélicos nesta sexta-feira, em São Paulo, a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) defendeu o Estado laico e a bandeira da “diversidade” e afirmou que nunca, durante toda a sua trajetória de vida, misturou política e religião.

    Essa foi a primeira vez que a candidata se reuniu com lideranças evangélicas desde que assumiu a cabeça de chapa do PSB, após a morte de Eduardo Campos. O encontro vinha sendo cobrado por diferentes grupos religiosos.

    Durante o discurso, Marina diferenciou o que chama de “político evangélico” e “evangélico político”. Argumentou que o primeiro instrumentaliza a fé para influenciar as pessoas, enquanto o segundo sabe que não é correto fazer isso.

    A candidata, que é ligada à Assembleia de Deus, disse que não transformaria os púlpitos das igrejas em palanques ou os palanques em púlpitos. 

    Marina ainda disse que não vai adaptar o seu discurso para agradar a comunidade evangélica, mas ressaltou que não abre mão de professar a sua crença.

    “Quando eu digo, lá fora, que defendo a diversidade, eu a defendo também aqui dentro. Não tenho um discurso para cada ambiente, não tenho regra de conveniência e de circunstância.”

    Apesar de a agenda não ter sido divulgada para a imprensa, o discurso de Marina pareceu moldado para afastar a desconfiança que existe em relação às suas posições religiosas.

    O desconforto aumentou depois de a candidata retirar do seu programa de governo trechos relativos à defesa dos direitos da comunidade gay.

    A versão oficial da campanha é de que houve um erro de edição, mas perante a opinião pública prevaleceu a ideia de que Marina recuou após ter sido pressionada por pastores, como Silas Malafaia.

    Apoio — Marina terminou a sua fala pedindo orações para enfrentar o resto da campanha. Disse também que saía de lá com a certeza de que estava recebendo o apoio das diversas denominações não por ser evangélica, mas por ter apresentado as melhores propostas para o país.

    O tom usado pela maioria dos pastores que a saudaram, porém, foi outro. “Nós temos um projeto que vem de Deus e eu creio que Ele está aqui”, disse César Augusto, da Igreja Fonte da Vida. Já Renê Terra Nova, do Ministério Internacional da Renovação de Manaus, afirmou que considerava Marina “uma resposta de Deus” para essa geração.

    Publicado por jagostinho @ 18:47



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.