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  • 26set

    pensador

    O resultado das pesquisas eleitorais apresentadas até agora para o governo do Paraná, pelos institutos DataFolha e Ibope tem colocado o atual governador Beto Richa, sempre com percentual acima dos 40%.

    Mas será mesmo que elas estão corretas, que realmente expressam a intenção dos 7.860.000 de eleitores, numa população de quase 11 milhões de habitantes?

    Os dois institutos têm se notabilizado nas últimas eleições por errarem a maioria dos prognósticos, seja, no primeiro turno, ou no segundo.

    Por que será que acontecem tais disparates?

    Incompetência, manipulação, má fé?

    As três questões parecem estar corretas.

    Mas como se dá esse processo, que pretende influenciar o voto dos indecisos? Será que os eleitores são muito suscetíveis a mudança, que muda de opinião como muda de camisa?

    Os institutos de pesquisas afirmam que qualquer fato novo influencia o voto do eleitor. Portanto, abusam desse quesito para justificar suas existências e importância.

    O simples registro na Justiça Federal não significa que a pesquisa é confiável, mesmo cumprindo todos os aspectos legais e técnicos. É muito fácil fraudar sem correr riscos.

    A margem de erro de cinco por cento apresentada nas pesquisas deste ano é um percentual que leva a interpretações errôneas.

    Com um eleitorado de 7.860.000 votos (eleitores no Paraná), os tais 95% de confiabilidade pode representar uma variação muito grande de 786.000 votos, ou seja, dez por cento de faixa de manobra. Já houve eleição vencida por apenas 10 mil votos.

    O TSE fornece o eleitorado de cada município, por sexo, faixa etária e outros diferenciais. A não obediência destes parâmetros, desvirtuam completamente a intenção de voto, o que permite aos institutos de pesquisas  atenderem aos interesses de quem contrata e paga por seus serviços.

    Na prática, funciona da seguinte maneira:

    Em determinado município os eleitores com menos de 34 anos, seguidores do candidato “A”, representam 30% do eleitorado e a pesquisa resolve entrevistar apenas 10% (dez por cento), pois o candidato “B” tem a preferência do eleitorado mais idoso.

    Esta pesquisa não representa a intenção do eleitorado, portanto, e pode atender ao interesse de quem paga e prejudicar o que não paga.

    A análise de pesquisas sequenciais de mesmo instituto confrontando os dados disponibilizados pelo TRE, os apresentados nas pesquisas e redutos eleitorais de candidatos, nas eleições anteriores, mostram que as variações ocorridas tendem a beneficiar a um determinado candidato pagante.

    Outra prática, igualmente ilegal, é a pesquisa não obedecer a proporcionalidade do eleitorado de cada município, ou bairro, ao entrevistar eleitores de forma desproporcional.

    Dada a dificuldade de se comprovar como atuam os entrevistadores (pois são vários), as entrevistas são pulverizadas. Quase sempre, realiza-se um número superior a amostra apresentada ao TRE.

    Ao se proceder dessa maneira, fica-se com uma margem, não detectada nos resultados, onde se pode escolher àquela que atende ao interessado nos resultados.

    Por exemplo, numa cidade determinada, o instituto contratado, colhe dados em 12 bairros, mas apresenta ao TRE, apenas os resultados de 10 bairros, eliminando, justamente os 2 bairros, reconhecidamente (por pesquisas anteriores) do candidato adversário.

    A falta dos dados destes 2 bairros eliminados em não apresentados no relatório final, justamente beneficia o pagante que não é votado ali.

    Considerando que qualquer pesquisa pode ser “fraudada” no seu conteúdo, pois os candidatos desonestos contratam o instituto, informam onde querem que ela seja realizada e qual o seu público alvo.

    Assim, a sondagem de opinião pública, registrada no TRE, é levada ao conhecimento do público sem estas observações. E dessa forma, acredita-se que ela é representação do universo total dos eleitores de determinado município.

    Quando as sondagens não conseguem prever as possibilidades de intenções de votos de determinado candidato, para mais ou menos, no intervalo da margem de erro, a questão está na qualidade e controle do trabalho de coleta, que podem estar disseminados em questionários tendenciosos, em descartes de dados pesquisados e em mudança de metodologias.

    A diferença nos resultados da pesquisa e da apuração não pode ser avaliada como erro humano, e acaba se atribuindo a culpa desses erros, ao eleitor.

    Algumas pesquisas que são divulgadas nos últimos dias ou nas vésperas das eleições deixam transparecer as famosas “ajeitadinhas” dentro ou fora da margem de erro, com a finalidade e exclusivo propósito de tentar confundir o eleitor na sua decisão de voto e mostrar, sobretudo que ocorreu uma “virada”, nas pretensões do eleitorado.

    Posteriormente com os resultados das urnas comparecem na mídia, os responsáveis pelos institutos de pesquisas, atribuindo a culpa ao eleitor, os erros das pesquisas, com alegação escusa e tangente.

    Esses flagrantes erros, falhas e fraudes das pesquisas eleitorais podem ser definidos como estelionato eleitoral.

    As disparidades entre os resultados das pesquisas e os resultados das urnas, tem demonstrado a parcialidade dos institutos de pesquisas em relação a esses resultados, que sempre são divulgados com algum tipo de ingerência no questionamento da pesquisa.

    A maioria delas não respeita os princípios da teoria da amostragem estatística, por utilizarem o método da amostragem por quotas, de caráter não probabilístico e pouco sustentável teórica e empiricamente, por não utilizarem regras adequadas e coerentes, sem qualquer cautela ou cuidado, nas suas etapas.

    As pesquisas eleitorais com ocorrências de erros, falhas e fraudes, além de influenciar substancialmente o processo eleitoral, também causa uma polarização, por não deixar o eleitor totalmente livre, que acaba sendo condicionado (influenciado) a abandonar a sua decisão de votar em certo candidato para votar em outro que aparece à frente nas pesquisas, migrando para um voto útil.

    Atitude desta natureza, constitui-se em manipulação do processo eleitoral.

    Erros históricos

    Exemplos destes erros, falhas e fraudes, que vêm acontecendo desde 1982, são as da disputa do governo do Rio de Janeiro entre Moreira Franco e Brizola.

    Os institutos apontavam vitória de Moreira Franco no primeiro turno com Brizola aparecendo apenas com 2% das intenções de voto.

    O resultado das urnas mostrou um Brizola eleito ainda no primeiro turno com 34,2% dos votos, contra 30,6% de Moreira Franco.

    Em 1990, o IBOPE apresentava Antônio Carlos Magalhães, na Bahia, já vitorioso nas pesquisas de boca de urna com 60% dos votos válidos.

    Abertas as urnas, Magalhães teve apenas 51%, um erro de quase 10%. Ainda em 1990, para o Governo da Paraíba, o IBOPE dava como vitorioso no primeiro turno Wilson Braga. Abertas as urnas, Braga perdeu no segundo turno para Ronaldo Cunha Lima.

    Em 2004, na disputa para a prefeitura de Curitiba entre Beto Richa, Vanhoni e Rubens Bueno, os institutos cravavam apenas 10% das intenções de votos para Bueno. Abertas, as urnas, embora perdendo, Rubens Bueno atingiu 20,04%.

    Em 2006, nas eleições presidenciais, os institutos, restando 3 dias para o primeiro turno das eleições diziam que Geraldo Alckmin tinha apenas 27% das intenções. Alckmin teve 42% dos votos válidos ainda no primeiro turno.

    Em 2010, para o governo de São Paulo, tanto IBOPE, quanto DataFolha e Vox Populi, erraram em suas pesquisas.

    Entre 18 e 21 de setembro daquele ano, Alckmin teve reduzido o percentual das intenções de 49% para 40%, Mercadante elevou de 17% para 28% (Vox) e de 24% para 26% (IBOPE); o DataFolha dizia que Alckmin tinha 55% e Mercadante 28%.

    As urnas mostraram Alckmin eleito com 50,63% e Mercadante com 35,23%, um erro, no caso de Aloisio Mercadante de mais de 7% dos votos válidos.

    Ainda em 2010, na disputa para o Senado, no Paraná, os institutos apontavam uma diferença de 20% entre Roberto Requião e Gustavo Fruet, abertas as urnas a diferença foi de apenas 1,74% para Requião.

    Com a proclamação dos resultados nas eleições municipais de 2012, ficou comprovado que a maioria das pesquisas não foi confirmada nas urnas.

    Em Foz do Iguaçu, a pesquisa IBOPE divulgada na véspera da eleição apontava Chico Brasileiro com 49% e Reni Pereira com 42%. Quando foram abertas as urnas o resultado foi Reni Pereira com 53% e Chico Brasileiro com 44%. Uma diferença de 11% no caso de Reni Pereira.

    Em Curitiba, a pesquisa de boca de urna do IBOPE apontava que Luciano Ducci com 29% disputaria o segundo turno com Ratinho Júnior. No segundo turno, o eleito foi Gustavo Fruet contra Ratinho Júnior.

    Publicado por jagostinho @ 10:35



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