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  • 25set
    MARCIO COIMBRA/DIÁRIO DO PODER

    As pesquisas deixaram muito claro aquilo que havia explicado neste espaço. Marina tem seu patamar na casa dos 30%. Dilma, assim como qualquer candidato petista, também varia neste nível.

    Aécio segue na busca dos seus 30%. Chegou ontem a 19%, mas até o momento não tem mostrado os predicados que o ajudariam a chegar no segundo turno. Precisaria ser mais firme, mas prefere manter os punhos de renda de seu partido.

    A campanha, portanto, tomou a forma que havíamos previsto nesta coluna desde o falecimento de Eduardo Campos. Marina usou a musculatura que havia adquirido nas manifestações e catapultou seu nome para um patamar perto de 30%.

    Ela ainda é o principal veículo da tradução dos movimentos de insatisfação popular que tomaram as ruas em 2013. Fora dos grandes partidos, encarna o que decidiu chamar de “Nova Política”.

    Já Aécio, como oposicionista, dentro de uma estrutura partidária tradicional, não conseguiu mostrar-se como o líder desta parcela da população e começou a desidratar quando Marina entrou no jogo. Faz completo sentido.

    Na condição de fenômeno, Marina se tornou alvo de uma imensa campanha negativa. O efeito foi duplo. Na medida que perdeu uma pequena quantidade de votos, também empurrou a rejeição de Dilma para cima.

    Sim, pois o eleitor identificou a fonte dos ataques no petismo e começou a desconfiar de sua candidata. Assim, Dilma, que oscilou um pouco para cima no Datafolha e já mostrou sinais de desgaste no Ibope, acusou sinais de rejeição aguda: 42%.

    E aqui fica um lembrete: Nenhum candidato se elege com esta rejeição no segundo turno.

    Marina, principal foco da propaganda negativa promovida por Dilma, também sentiu o golpe. Sua rejeição subiu de 12% para 25%, que oscilou de volta para 19%.

    Mas no palco do segundo turno, onde as rejeições são fatores essenciais, Marina venceria com certa facilidade. Dilma alcançou 42% de rejeição, que oscilou para baixo, ajustando-se em 32%.

    O fato é que este duelo chegará na segunda fase com o acirramento das pancadas de cada um dos lados. O eleitorado de Marina tende a sentir mais rápido e veremos isto nas pesquisas.

    Quando Marina apanha, vemos logo nos números. Entretanto, quando Dilma sofrer ataques, o tempo de sedimentação para seu eleitorado é maior, tanto em função da renda, quanto da geografia do voto. Isto deve ser levado em consideração pelos marineiros em sua estratégia futura.

    O fato é que a polarização entre Dilma e Marina deixou Aécio em segundo plano. O tucano não soube polarizar com o petismo e acabará amargando um terceiro lugar, potencializado pelo fato de que perderá o controle de seu reduto eleitoral, Minas Gerais, para os adversários.

    Será trágico para Aécio e será difícil não usar a palavra vexame para classificar sua estratégia eleitoral.

    O que esta campanha nos ensina é que precisamos de menos palpites e mais análise séria. Se enxergarmos com atenção as planilhas das pesquisas da época das manifestações, assim como do começo deste ano, vemos a consistência de um eleitorado que optava por um nome novo.

    Escolheu Marina. Poderia ter sido Joaquim Barbosa, mas foi Marina que se apresentou como candidata. O eleitor não enxerga nela a velha política, por mais que tenha sido Ministra, Senadora e por aí vai, por quase 30 anos.

    Marina encarna o que eleitorado pediu. Vivemos um período em que o eleitor, cansado do que enxerga, busca o novo e rejeita o velho.

    Por isso digo, desde 13 de agosto, que Marina seria a candidata, que o PSB precisava dela e ela do partido, que ela subiria para o patamar dos 30% e agora digo, se não errar, vai vencer.

    Publicado por jagostinho @ 14:51



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