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  • 25set

    IMPRENSA REQUIÃO 15 GOVERNADOR

    Candidato tucano também foi denunciado ao MP por rodovia privatizada que terá tarifa abusiva de pedágio.

    beto-richaAo contrário do que vem anunciando em seus programas eleitorais – a duplicação de mais de 250 km de estradas estaduais no Paraná – o candidato Beto Richa duplicou até agora apenas 17,3 km de rodovias no Paraná.

    Foram concluídos até o momento, 12 km na PR-445 (duplicação da travessia de Londrina e Cambé), 2,8km na PR-323 (duplicação do trecho entre Maringá e Paiçandu) e 2,5km na PR-417 (duplicação entre Curitiba e Colombo).

    Além de induzir os eleitores ao erro nesta questão, Beto Richa também pode ter que se explicar diante do Ministério Público.

    É que o senador Roberto Requião, candidato ao governo do Paraná pela coligação Paraná Com Governo (PMDB/PV/PPL), protocolou na última segunda-feira (dia 22) pedido de providências ao Procurador de Justiça, Gilberto Giacoia, solicitando a averiguação da legalidade da PPP (Parceria Público-Privada) que privatiza a PR 323 e autoriza a empreiteira Odebrecht a cobrar por 30 anos uma tarifa pedágio 20% mais cara que as tarifas das rodovias pedagiadas pelo ex-governador Jaime Lerner.

     Segundo a denúncia de Requião, de acordo com o preço da tarifa, que será de R$ 15,60 (R$ 3,90 em cada uma das quatro praças de pedágio), dividido pelo trecho duplicado, o contribuinte paranaense vai ter que desembolsar 10,9 centavos por quilômetro rodado, contra 9 centavos que atualmente desembolsa em média nas estradas privatizadas por Lerner.

    Esse custo leva em conta os 7,1 centavos pagos pelo usuário da PR 323 mais os 3,8 centavos por quilômetro correspondentes à contrapartida de R$ 2,7 bilhões do Estado do Paraná, já que a obra é uma PPP.

    Anunciada pelo governador Beto Richa como uma obra “memorável”, a PR 323, no trecho de Maringá a Francisco Alves terá tarifa 276% mais cara que as tarifas das estradas pedagiadas pelo governo federal que cortam o Paraná.

    O cálculo leva em consideração os 163 km dos 220 km da estrada que serão duplicados em até 5 anos após o início das obras. O restante deverá ser duplicado somente no 16º ano dos 30 anos da concessão.

     PREJUÍZO AO ERÁRIO

    Requião pede ao Procurador que apure eventuais prejuízos ao erário, “bem como indícios de práticas ilegais adotadas pelos administradores públicos”, pois além da tarifa de pedágio abusiva, a duplicação da PR 323 custará caro mesmo para quem não utilizará a estrada.

    A duplicação da rodovia está orçada em R$ 7,8 bilhões, sendo R$ 5,1 bilhões oriundos da receita do pedágio e R$ 2,7 bilhões pagos pelo Governo do Paraná para a empreiteira Odebrecht.

    Ou seja, o contrato assinado por Richa determina que o governo do Paraná deposite R$ 95,7 milhões por ano à empreiteira, pelo período de 30 anos, em parcelas de quase R$ 8 milhões por mês.

    Para se ter uma ideia, R$ 95,7 milhões por ano é cerca de 25% do total de investimentos do Paraná em rodovias estaduais, uma malha rodoviária de mais de 11 mil quilômetros.

    Isso significa que com os R$ 2,7 bilhões desembolsados pelo Paraná para duplicar a PR 323 seria possível conservar todas as rodovias do Paraná por um período superior a sete anos.

    De acordo com cálculos de técnicos do próprio DER-PR, os R$ 2,7 bilhões que sairão dos cofres públicos para pagar a empreiteira Odebrecht poderiam servir para um plano de investimentos em mais de 1 mil quilômetros de estradas estaduais por ano, atendendo a todas as regiões do Estado.

     Enquanto as estradas do ex-governador Lerner foram privatizadas com uma praça de pedágio a cada 80 km, a estrada privatizada por Beto Richa conta com uma praça de pedágio a cada 55 km.

     (Assessoria de Imprensa/Eduardo Mira)

    Publicado por jagostinho @ 15:28



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