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  • 20set

    FOLHA.COM

    Alvo de ataques da campanha de Dilma Rousseff na TV, a candidata do PSB a presidente, Marina Silva, vai tentar “desconstruir” o marketing da presidente ao dizer que a propaganda petista tenta maquiar a realidade.

    Em uma peça de 30 segundos que começa a ser exibida durante a programação das emissoras de TV a partir deste sábado (20), a campanha de Marina dirá: “Por mais propaganda que a Dilma e o PT façam, não conseguem esconder a realidade”.

    “Não adianta maquiar. Dilma prometeu defender a Petrobras, e o Brasil inteiro sabe o que aconteceu”, diz um locutor no início da propaganda, enquanto uma mão passa um algodão sobre a tela para revelar uma reportagem da Folha que registra a queda do valor de mercado da estatal do petróleo.

    Trata-se de um ajuste na defesa de Marina diante dos ataques de Dilma a suas propostas, principalmente na TV. Até então, a candidata do PSB se colocava no papel de vítima de um “marketing selvagem”.

    Agora, a campanha tenta dizer com clareza ao eleitor que a propaganda do PT não representa a realidade.

    O vídeo também aponta que a propaganda do governo e da candidata petista escondem resultados negativos na educação e na economia.

    “Dilma disse que ia controlar a economia. A inflação voltou e o país está em recessão”, afirma a peça.

    ESTRATÉGIA DE DEFESA

    No comitê de campanha de Marina, a ordem é “resistir”. A avaliação é a de que a perda de substância de Marina nas pesquisas chegou ao limite e que o tom emocional, como o programa de TV em que a candidata falou da fome que passou na infância, teve efeito positivo e deve se repetir.

    De acordo com aliados da ex-senadora, o confronto direto com o PT ou com o PSDB não é a melhor estratégia para a presidenciável. Marina tem apenas dois minutos de propaganda na TV, contra onze de Dilma e pouco mais de quatro minutos de Aécio.

    Os programas devem ser usados, portanto, para explicar as propostas e também contar a história da candidata com ênfase em sua “postura ética”, quase sempre utilizando seus discursos públicos do dia anterior, para dar uma narrativa mais jornalística às peças. 

    Publicado por jagostinho @ 12:39



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