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  • 19set

     

    FOLHA.COM  

     

    MAURO PAULINO
    DIRETOR-GERAL DO DATAFOLHA
    ALESSANDRO JANONI
    DIRETOR DE PESQUISAS DO DATAFOLHA

    A pesquisa divulgada hoje confirma tendência de queda da candidata do PSB, Marina Silva, e de leve reação do tucano Aécio Neves.

    Os ataques que a ambientalista passou a sofrer desde que assumiu o protagonismo na disputa pela Presidência da República podem explicar o movimento de parte de eleitores que haviam abandonado a candidatura tucana.

    Os resultados da semana passada já retratavam o início do desgaste da ambientalista, que conhecia então sua maior taxa de rejeição.

    Agora, além de variar de maneira mais expressiva nas intenções de voto, a ex-ministra vê a reprovação a seu nome bater novo recorde, dobrando sua rejeição inicial. Esse aumento se deu especialmente em cidades menores, abaixo de 200.000 habitantes.

    Se na pesquisa anterior, a oscilação negativa do apoio a Marina, dentro da margem de erro, justificava-se pela concentração da queda em estratos de baixo peso quantitativo, como no dos mais ricos, a maior intensidade do movimento agora se deve ao alcance de vários segmentos, inclusive alguns de participação relevante na composição do eleitorado.

    Em dez dias, a candidata oscilou três pontos entre os que têm renda até 5 S.M, que correspondem a 77% da população, caiu quatro pontos entre os eleitores do Sudeste e três entre os que moram no Sul, que juntos somam 58% dos brasileiros.

    E quem mais se beneficiou da guerra entre Dilma e Marina foi justamente aquele que ficou fora dela. A estratégia da campanha de Aécio de reuni-las sob o rótulo do continuísmo e de se posicionar como o candidato da “mudança de fato”, parece ter surtido efeito em parte dos eleitores.

    Em 15 dias, o tucano oscilou positivamente três pontos percentuais, destacando-se entre os mais escolarizados e ricos. O candidato carece de melhor desempenho no Norte e no Nordeste, onde encontra-se bem abaixo de sua média.

    Mesmo com as alterações, os dados ficaram dentro da zona de variabilidade calculada pelo Datafolha no levantamento anterior e não provocaram por enquanto mudanças significativas no cenário.

    Sobre o futuro, as projeções para a próxima semana também sofrem oscilações. Caso não ocorram fatos de grande repercussão, o potencial de Dilma ficará entre 33% e 40%, o de Marina entre 26% e 33% e o de Aécio entre 15% e 21%.

    Para chegar ao segundo turno, Aécio deve torcer por um feito inédito em eleições presidenciais nesta etapa da disputa –sua candidatura crescer além de seu teto e Marina cair abaixo de seu piso.

    Publicado por jagostinho @ 08:27



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