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  • 17set

    FOLHA.COM

    BARBOSA FORTENa primeira palestra após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal, o ex-ministro Joaquim Barbosa criticou o instituto da reeleição e listou uma série de ações para o desenvolvimento do país.

    Apontado como possível nova figura da política, Barbosa disse que há várias reformas no Brasil “à espera de uma liderança lúcida e capaz de implementá-las”.

    Porém, voltou a negar a intenção de ingressar na política “no momento” e recusou-se a falar sobre as eleições de outubro.

    Após ter deixado o STF em julho e viajar por 40 dias, Barbosa falou nesta terça (16) ao público do 13° Congresso Internacional de Shopping Centers, evento organizado pela Abrasce, entidade representativa dos shoppings, na zona sul de São Paulo.

    O ex-ministro foi aplaudido de pé antes e após a palestra, que teve como tema “Estabilidade Institucional e Desenvolvimento Econômico”.

    Barbosa disse que “em países em fase de consolidação institucional, a reeleição funciona como a mãe de todas as corrupções”.

    Para ele, a reeleição “leva o presidente da República a ter que negociar no varejo com gente que ele provavelmente jamais frequentaria.

    Essa é a necessidade que ele tem desde o primeiro dia em que pisa no Palácio. Presidente, governadores e prefeitos não pensam em outra coisa a não ser em reeleição. Isso corrompe o sistema”.

    O ex-magistrado prega a adoção de mandato de cinco anos em caso de fim da reeleição.

    Essa proposta já é defendida pelos atuais candidatos Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). A candidata Dilma Rousseff (PT) não trata do tema em sua campanha.

    Barbosa afirmou ainda que o período das campanhas eleitorais deve ser reduzido pela metade e que elas não levam informação aos eleitores. “Não acho que haja informação ao eleitor nesse sistema. Isso é um engodo”.

    Ele também defendeu a adoção do voto distrital e criticou o fato de o país ter mais de trinta legendas partidárias. Indagado sobre os partidos, disse que não escolheria nenhum deles.

    No fim da palestra, Barbosa listou ações necessárias para as áreas econômica, social, jurídica e internacional.

    Para ele, é necessário “forjar lideranças que conheçam bem o país e sua gente, e não apenas a classe social a que pertence”.

    No setor da economia, o ex-ministro disse que é preciso “atrair capitais e pessoas capazes de produzir”, “eliminar o capitalismo de compadre em várias áreas da economia nacional” e “integrar as grandes massas de excluídos no sistema produtivo”.

    No campo internacional, Barbosa afirmou que um dos desafios é “forjar lideranças não provincianas, que saibam se posicionar no mundo e reivindicar para nosso país o respeito e os direitos compatíveis com seu efetivo grau de desenvolvimento” e é preciso “promover mais abertura ao mundo”.

    O ex-magistrado enfatizou a necessidade de medidas na área social, como o investimento em ensino de qualidade e ações para reduzir desigualdades.

    Outra meta seria “simplificar e tornar mais aparente o aparato legal brasileiro em todas as suas dimensões, inclusive no que diz respeito à prestação da Justiça”.

    SAÍDA DO SUPREMO

    Primeiro negro a assumir a presidência do STF, Barbosa deixou o cargo no dia 1° de julho deste ano durante a última sessão plenária da corte deste semestre.

    Barbosa surpreendeu a todos quando anunciou no fim de maio a sua aposentadoria, onde poderia permanecer até 2024, quando completará 70 anos.

    Nos 11 anos em que esteve no tribunal, e em quase dois na presidência, Barbosa, escolhido pelo ex-presidente Lula, colecionou polêmicas: atacou jornalistas, discutiu no plenário com ministros, acusou advogados de conluio com juízes e as associações de magistrados de corporativismo.

    Durante sua despedida da corte, feita de forma discreta, sem discursos e homenagens, Barbosa definiu a sua atuação no STF como a de alguém que “comprou briga sempre que (…) havia tentativas de desviar-se do caminho correto, que é aquele traçado pela Constituição”. 

    Publicado por jagostinho @ 12:28



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