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    PORTAL TERRA

    “Brasil passou da efervescência para a melancolia” em quatro anos, diz colunista

     

    Recessão na economia, inflação alta, escândalos na Petrobras são alguns dos motivos para Dilma não ser reeleita  (Foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

    Recessão na economia, inflação alta, escândalos na Petrobras são alguns dos motivos para Dilma não ser reeleita
    (Foto: Ricardo Matsukawa / Terra)

    Sob o comando da presidente Dilma Rousseff, o “Brasil passou da efervescência para a melancolia”.

    Essa é a opinião de Anderson Antunes, colunista da revista americana Forbes, que elencou cinco motivos para os brasileiros não reelegeram a petista para a Presidência da República nas eleições de 5 de outubro.

    De acordo com a artigo, o Brasil, nos últimos 20 anos, passou por uma “transformação social e econômica” que tirou “dezenas de milhares de pessoas da extrema pobreza”, além de alcançar o sétimo lugar entre as maiores economias do mundo.

    Entretanto, essas conquistas se devem aos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva, antecessores de Dilma que conseguiram se reeleger.

    A recessão técnica da economia – após duas quedas consecutivas do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiro e segundo trimestres deste ano -, a inflação que persiste em se manter ao redor do teto da meta do Banco Central e escândalos da Petrobras são alguns dos motivos que, segundo Anderson Antunes, fazem o governo Dilma Rousseff não ser mais o ideal para o País.

    Confira os cinco motivos do colunista da Forbes para que Dilma Rousseff não seja reeleita:

    1 – O Brasil não cresceu como poderia e deveria durante o governo Dilma

    Segundo o colunista, a economia do País cresceu 7,5% em 2010, último ano de Lula na presidência, com o Brasil sendo um dos maiores exportadores de produtos manufaturados e agrícolas, além de minério de ferro.

    Desde então, esse cenário não se repetiu, e a economia entrou em recessão técnica neste ano.

    “É a primeira vez em cinco anos que a economia retraiu”, escreveu o colunista.

    “Até o fim de seu mandato neste ano, o crescimento do Brasil sob Rousseff esperado é de dois pontos percentuais menor do que o crescimento médio da América Latina entre 2010 e 2014. É a primeira vez em 20 anos que o Brasil é deixado para trás comendo a poeira de seus vizinhos.”

    2 – Maior empresa do País, a Petrobras está sendo seriamente danificada

    Em 1997, a Petrobras ganhou uma nova força quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acabou com o monopólio estatal e abriu o capital da empresa para investimento privado, diz Antunes.

    Dez anos depois, a petroleira descobriu o pré-sal, o que seria uma prova de que “Deus é realmente brasileiro”, citando uma afirmação do ex-presidente Lula.

    Sob o governo petista, a estatal tem enfrentado diversos escândalos. Além das investigações, o valor de mercado da companhia caiu de US$ 190 bilhões para US$ 119 bilhões em quatro anos.

    O colunista também critica o fato de a Petrobras ser utilizada para controlar a inflação, segurando reajustes nos preços de combustíveis e agregados.

    3 – Abordagem de Dilma para manter a inflação alta a fim de manter empregos é questionável

    Um consenso dos analistas é que inflação e desemprego baixo funcionam quando há crescimento econômico, diz o colunista.

    No Brasil, a inflação tem piorado pelo fato de que nos últimos anos os salários têm aumentado em um ritmo constante, enquanto o lucro das empresas tem declinado.

    “Para Rousseff, a solução seria elevar os juros, apertar a política fiscal e permitir que os preços se ajustem, acelerando a inflação antes que a situação se normalize. Isso não é uma tarefa fácil, já que o consumo representa a maior parte da economia do País – 63%.”

    Antunes acredita, no entanto, que Dilma não tomará essas medidas, já que seria atípico para um “governo populista”.

    4 – Dívida Pública do Brasil continua crescendo, e as economias nacionais ainda são baixas

    Antunes diz que, apesar de a dívida pública do País ser relativamente baixa – cerca de 35% do PIB -, esse percentual tem crescido.

    “O orçamento federal está constantemente em déficit, e Rousseff se comprometeu a cumprir uma meta de superávit primário de 1,9% do PIB neste ano e 2% no próximo ano”, se reeleita.

    Antunes ressalta que, nos primeiros seis meses do ano, o superávit primário – espécie de economia para pagar os juros da dívida – atingiu R$ 29,4 bilhões, o menor valor da história.

    5 – Dilma não promoveu as reformas necessárias para tornar a vida das pessoas, especialmente dos pobres, melhor

    O PT se autoproclama como o partido que tem a missão de defender os pobres e os socialmente excluídos. As reformas necessárias para isso, no entanto, não têm acontecido no governo Dilma, afirma o colunista.

    Ele diz que o Brasil, além de não estar mais crescendo como deveria, reduziu sua distribuição de renda.

    Com base no coeficiente de Gini, uma medida da dispersão estatística que classifica a distribuição de renda em uma escala entre 0 e 1, a distribuição de renda no Brasil parou em 2012, quebrando “uma série de dez anos de progresso”. 

    Publicado por jagostinho @ 14:37



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