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  • 16set

     

    PAULO CASTELO BRANCO/DIÁRIO DO PODER

     

    Assisti a um dos programas eleitorais do Partido dos Trabalhadores em que Lula ressurgiu como se estivesse na porta das fábricas, no início da sua vida política.

    Lula vestia uma camisa vermelha, que poderia ter sido emprestada pelo Faustão pela intensidade da cor. Além da cor espalhafatosa, a camisa era repleta de suaves botões brancos, como se fossem detalhes idealizados por atelier de costureiro famoso.

    O discurso ensandecido lembrava, não só a veemência de outrora, como, também, as características das falas do companheiro Hugo Chávez.

    A voz rouca do líder petista pedia água para não impedi-lo de falar. Lula falava a eleitores de Dilma como se ele fosse o candidato, só se lembrando da companheira no final do discurso, quando a mencionou como Dilma Rousseff, minimizando o nome de campanha da candidata e reforçando o sobrenome.

    Detalhes como este são comuns em campanhas políticas. No Distrito Federal, nas eleições de 1994, um personagem, agora excluído da vida pública como “Ficha Suja”, concorreu ao Senado Federal  em parceria com Márcia Kubitscheck.

    Naquela época eram permitidos outdoors que se espalhavam pelas vias da cidade. O candidato esperto, para camuflar a colega de chapa, filha de JK, colocava nos anúncios o nome de Márcia K.

    Ele se elegeu, e ela não; numa evidência de que o uso de nome diverso do reconhecido pelo eleitor pode prejudicar a eleição do mencionado; é como se Lula estivesse na disputa, e um, dos dezenas de partidos da coligação, colocasse nas propagandas o nome do candidato como Luiz Inácio da Silva.

    A entrada explosiva de Lula na campanha de Dilma sinaliza o medo que se instalou nos bastidores do Poder.

    Os estrategistas e marqueteiros devem ter constatado que a presença e o discurso da candidata oficial é insuficiente para colher eleitores indecisos, daí as agressões diárias feitas contra Marina Silva, fundadora do PT que se afastou do partido por discordar da forma de condução do país.

    Quando rompeu com os companheiros, Marina, fiel aos princípios da sustentabilidade nas ações governamentais, se filiou ao Partido Verde, e teve mais de 20 milhões de votos na última eleição presidencial, despontando no cenário político como uma reserva moral da nação.

    Nestas eleições, Marina, aliada a Eduardo Campos, não conseguiu transferir os seus votos para a chapa. Com a morte de Campos, Marina assumiu a candidatura e subiu nas pesquisas eleitorais, chegando a superar Dilma em um provável segundo turno.

    A determinação do Partido dos Trabalhadores foi retomar as antigas disputas e cair de pau naqueles que estiverem contra o partido. Os líderes começaram a pancadaria para tentar diminuir a importância da adversária.

    Não tiveram sucesso, daí chamar o “criador” do Brasil moderno, como afirma Lula, para enfrentar a fisicamente frágil Marina.

    A agora chamada “dessacralização” da candidata veio forte, especialmente pelas informações privilegiadas sobre Marina, que os antigos companheiros guardam a sete chaves. 

    É de se esperar que a munição que está abastecendo os canhões da candidatura oficial irá atingir Marina sem dó ou piedade.

    O resultado da ação é imprevisível, com certeza, não diminuirá; ao contrário, enquanto houver túneis que abastecem o PSB, a artilharia não cessará e as bandeiras vermelhas voltarão às ruas para manter os milhares de cargos comissionados na administração pública.

    É bom lembrar, ainda, as falas dos outros candidatos que concorrem à presidência,pois, em seus programas, mostram o descontrole dos petistas, cavam trincheiras e atiram em direção ao partido que mudou de cara e procedimentos. A batalha não acabou.

    Quanto à ação de Lula, ele próprio, no discurso, mencionou o câncer que o atingiu, afirmando que ficou curado.

    Deve ser verdade, pois o Sírio-Libanês é o melhor complexo hospitalar da América Latina, e seus profissionais reconhecidos mundialmente; no entanto, Lula deve se recordar das recomendações médicas para não exagerar em seus discursos e se manter calmo, o que não está acontecendo.

    Publicado por jagostinho @ 14:38



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