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  • 07set

    FOLHA.COM

    É com o apoio dos eleitores de uma crescente direita e centro-direita que Marina Silva (PSB) assegura seu empate com a presidente Dilma Rousseff no primeiro turno da eleição presidencial e, sobretudo, derrota a petista na simulação de embate final.

    Dilma tem 35% das intenções totais de voto contra 34% de Marina, mostrou a pesquisa Datafolhafinalizada na última quarta, dia 3.

    Se o primeiro turno fosse só entre os eleitores de direita ou de centro-direita, porém, a vantagem numérica não seria de Dilma, mas da ex-ministra do Meio Ambiente.

    Marina, no entanto, fica nove pontos atrás da petista no grupo dos eleitores de esquerda. E aparece ligeiramente atrás quando são analisadas as preferências dos eleitorados de centro e de centro-esquerda.

    Isso tudo ocorre porque as intenções de voto em Dilma crescem conforme o eleitor tende à esquerda.

    Com o senador tucano Aécio Neves (14% das intenções totais de voto), a tendência é oposta: quanto mais à direita estiver o eleitor, melhor é seu desempenho (confira no gráfico abaixo).

    Na simulação de segundo turno mais provável da atual disputa, as inclinações dos esquerdistas por Dilma e dos direitistas por Marina aparecem ainda mais acentuadas.

    No universo de eleitores de esquerda, Dilma ganha o embate final por 50% a 43%.

    Mas conforme o eleitorado caminha para a direita, aumenta a vantagem de Marina. Entre os eleitores de centro-direita, a diferença pró-candidata do PSB é de 12 pontos. Entre os de direita, atinge 14 pontos (49% a 35%).

     

      Editoria de Arte/Folhapress  

    METODOLOGIA

    Para chegar a essas conclusões, o Datafolha cruzou os dados de intenção de voto com informações colhidas num questionário que mede a inclinação ideológica de cada pessoa entrevistada.

    Funciona assim: além das tradicionais questões sobre voto, rejeição, grau de conhecimento e avaliação do governo, os entrevistados são confrontados com afirmações antagônicas em 16 temas.

    São perguntas que costumam demarcar bem diferenças entre os pensamentos de direita e de esquerda, como a influência da religião na formação do caráter e o entendimento sobre as causas da criminalidade, por exemplo (confira no quadro acima).

    Com base nos resultados, os eleitores são agrupados em alguma das cinco posições de uma escala ideológica (esquerda, centro-esquerda, centro, centro-direita e direita).

    Para desenvolver essa pesquisa, o Datafolha usou como referência os métodos do Pew Research Center em estudos sobre o voto americano.

    Em 2012, o instituto fez seu primeiro levantamento com escala ideológica de eleitores; em novembro de 2013, a primeira investigação nacional desse tipo.

    DIREITA MAIOR

    Com base nos dados da pesquisa anterior, é possível afirmar que, desde o fim do ano passado, o eleitorado brasileiro de direita e o de centro-direita cresceram.

    A direita passou de 10% para 13%. A centro-direita avançou de 29% para 32%.

    Como a fatia do eleitorado de centro continua do mesmo tamanho (20%), quem diminuiu foram as esquerdas.

    As pessoas de centro-esquerda representavam 31%, agora são 28%. As de esquerda eram 10% em novembro de 2013, passaram para 7%.

    É sobretudo nos temas comportamentais que as tendências de direita do eleitorado aparecem com mais força.

    Em dez assuntos investigados na área de comportamento social, as afirmações características do pensamento de direita vencem as de esquerda em cinco ocasiões e perdem em outras cinco.

    Só que as vitórias da direita são, na maioria dos casos, com vantagem avassaladora.

    Exemplos: para 86%, acreditar em Deus torna as pessoas melhores, contra só 13% que concordam com a afirmação oposta. Para 82%, o uso de drogas deve ser proibido, ideia rejeitada por apenas 15%. Para 76%, adolescentes que cometem crimes devem ser punidos como adultos.

    Mesmo vencendo na maioria dos temas econômicos, a esquerda não supera a direita no cômputo geral porque suas vitórias, geralmente, são com placares mais modestos.

    Foram ouvidos 10.054 eleitores entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos. 

    Publicado por jagostinho @ 11:44



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