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  • 05set

    REINALDO AZEVEDO/VEJA.COM

    Vamos lá comprar uma briga, né? Uma a mais, uma a menos… Que diferença faz? Procurem aí no arquivo. Eu sou favorável a casamento gay. Eu defendo que gays adotem crianças. Eu sou contra é que o Supremo legisle nessa questão.

    Mas não vou entrar agora nessas minudências. E sou contra também a que gays, heterossexuais ou assexuados formem milícias para perseguir pessoas — candidatas ou não.

    A presidenciável Marina Silva, do PSB, foi a uma feira do agronegócio no Rio Grande do Sul. Um grupo de supostos militantes LGBT — sigla que costuma designar homossexuais, creio — resolveu hostilizá-la, vaiando-a e chamando-a de homofóbica.

    É uma pilantragem política. A verdadeira sigla por trás dessa sopa de letras é uma só: PT. As milícias do partido estão obedecendo a um chamamento para perseguir a candidata. Ela teve de cancelar a caminhada que faria na feira.

    Já assistimos a esse filme. A causa gay foi retirada do armário na eleição de 2010, contra José Serra — talvez o brasileiro que prestou, até hoje, a maior contribuição aos gays na área da saúde.

    Agora, no desespero, o PT faz a mesma coisa. Basta ler o que está no Eixo 6 do programa de Marina, intitulado “Cidadania e Identidades”, para constatar que a acusação de homofobia é mentirosa, estúpida, absurda.

    Leiam a síntese das propostas, que está na página 216.

     Proposta Marina Gays

     

    Então garantir os direitos oriundos da união civil de pessoas do mesmo sexo é “homofobia”? Falar em facilitar cirurgias e hormonioterapias, caso um projeto até meio aloprado sobre identidades sexuais seja aprovado, é homofobia? Igualar os direitos de adoção de pares homossexuais aos de casais heterossexuais é “homofobia”?

    Militantes LGBT? Não creio! Isso me parece mesmo é militância petista. Em  qualquer dos casos, essa gente se organiza como falange para perseguir pessoas.

    O programa de Dilma, por acaso, é mais avançado do que o de Marina? Se a presidente era tão favorável, por exemplo, ao PLC 122 — o texto que supostamente combate a homofobia —, por que não pressionou para aprová-lo no Congresso?

    Indagada sobre o protesto, Marina afirmou: “Eu não rebato. Costumo dizer que prefiro sofrer uma injustiça a praticar uma injustiça. Os brasileiros querem unir o Brasil, e eu tenho repetido que eu quero oferecer a outra face. Para a face da incompreensão, a compreensão. Para a face de algumas mentiras que estão sendo ditas contra mim, a verdade. Para a face da mesmice, a esperança”.

    Não tenho simpatia nenhuma por Marina, como sabem os leitores. Sou um de seus duros críticos.

    Mas isso não me fará endossar um tipo de prática fascistoide, que se alimenta da mentira e que está sendo inflada artificialmente pelo PT.

    Não tendo como convencer uma boa parcela dos eleitores usando a verdade dos fatos, o partido escolhe o caminho da difamação.

    Publicado por jagostinho @ 09:32



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