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  • 04set

    VEJA/SAÚDE

    Estudo mostrou que amamentar crianças por mais de nove meses, em comparação com menos de três meses, reduz casos de sinusite e infecções de garganta e ouvido

    Menos doentes: Estudo comprova que amamentar protege os filhos contra infecções no futuro

    Menos doentes: Estudo comprova que amamentar protege os filhos contra infecções no futuro (Thinkstock/VEJA)

    É possível que a propensão de uma criança sofrer de sinusite e infecções de garganta e de ouvido seja determinada nos seus primeiros meses de vida.

    Segundo um estudo publicado nesta semana, um bebê que foi amamentado por mais tempo tem até 70% menos risco de apresentar esses problemas aos seis anos de idade.

    A conclusão faz parte de um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Saúde e pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças, ambos dos Estados Unidos.

    O estudo acompanhou cerca de 1 500 mulheres grávidas e, depois, seus filhos até que completassem seis anos.

    Todo mês, as mães relataram se as crianças tiveram gripe, sinusite, pneumonia, além de infecções de garganta, ouvido e urina.

    Os pesquisadores também coletaram dados sobre se elas haviam amamentado os seus filhos e por quanto tempo.

    Impactos — A pesquisa indicou que as crianças que foram amamentadas por no mínimo nove meses apresentaram quase 70% menos episódios de infecções de ouvido e de garganta, além de 30% menos casos de sinusite, do que as que foram amamentadas durante até três meses.

    O estudo também mostrou que a intensidade do aleitamento materno influenciou a saúde das crianças ao longo dos anos.

    Quando o leite materno correspondeu a mais de dois terços de todo o leite ingerido pela criança nos seis primeiros meses de vida, em comparação com menos de um terço, o risco de ela ter sinusite na infância foi 53% menor.

    Os autores do estudo não encontraram relação entre a amamentação e o risco de gripe e infecção urinária ou pulmonar.

    “O leite materno é rico em fatores imunológicos que ajudam a criança a lutar contra infecções na infância.

    Porém, os mecanismos pelos quais o leite da mãe continua protegendo a criança mesmo quando ela para de ser amamentada ainda não estão claros”, escreveram os autores no artigo, que foi publicado na revista médica Pediatrics. 

    Publicado por jagostinho @ 18:51



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