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  • 16mar

    FOLHA.COM

    Três vezes governador do Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB) tenta a todo o vapor obter a chance de disputar seu quarto mandato.

    Desde o final do ano passado, o peemedebista de 72 anos tem agenda cheia em todos os finais de semana.

    Já viajou do litoral ao oeste do Estado, a pelo menos 15 cidades, para convencer os filiados “de fibra e fina cepa” a votarem pela candidatura própria do partido, na convenção marcada para junho.

    Seu desafio é conseguir hegemonia num PMDB dividido, em que “nem Deus sabe” o que vai acontecer, segundo afirmou à Folha um dos membros da executiva estadual do partido.

      Pedro França/Agência Senado  
    Senador Roberto Requião (PMDB-PR) durante discurso no Senado
    Senador Roberto Requião (PMDB-PR) durante discurso no Senado

    A sigla pode lançar candidato, apoiar a reeleição de Beto Richa (PSDB) ou integrar a chapa encabeçada por Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra-chefe da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff.

    “Deus está preocupado com outras coisas”, rebate o senador. “A base do PMDB quer candidato próprio”, rebate o senador.

    O nome de Requião, que assumiu o mandato no Senado em 2011, passou a ser lembrado por aliados em meados do ano passado, quando o governo Richa começou a enfrentar problemas financeiros. O Estado deve R$ 1 bilhão a fornecedores.

    Amigos do ex-governador, que viram a oportunidade de despontar como uma “terceira via”, distribuíram adesivos pedindo “Volta, Requião”.

    Até um carro de som passou a desfilar por Curitiba tocando o jingle do peemedebista -“me chama que eu vou, Requião governador”.

    ‘KEN E BARBIE’

    Nesse meio tempo, o senador ligou a artilharia contra Richa e Gleisi, a quem chama de “Ken e Barbie”.

    Recentemente, quando o tucano e a petista trocaram acusações num evento oficial no interior, Requião ironizou: “Tenham modos, meninos. Paraná é coisa séria”. “Barbie e Ken estão desorientados. Virou UFC”, disse.

    Para ele, Richa quebrou o Estado. “Enquanto isso, corre de Ferrari em Londrina. Se ele se dedicasse mais à pilotagem, talvez pudesse ser um bom piloto. Mas não foi um bom governador.”

    Sobre Gleisi, Requião afirma que ela foi “uma espécie de secretária da presidente” como ministra.

    “Ela é minha amiga pessoal. Mas o marido dela [o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo] veio das profundezas do inferno.”

    O senador diz estar animado. Alguns deputados do PMDB que integram a base de apoio ao governo Richa já têm acenado a ele.

    FIEL DA BALANÇA

    Para analistas, Requião é “o fiel da balança”: sua candidatura define se haverá ou não segundo turno na disputa pelo governo paranaense.

    “Sem ele, a eleição é definida em primeiro turno, com favoritismo de Richa”, afirmou o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.

    O PT, por esses motivos, vê com bons olhos uma candidatura de Requião, mas também faz seus cálculos:

    com língua afiada e eleitorado cativo, ele também tem potencial de roubar a vaga de Gleisi no segundo turno -um risco que o partido pode preferir não correr. 

    Publicado por jagostinho @ 09:29



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